quarta-feira, 30 de março de 2011

Nº 874-2 (87) - 30 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

Nº 874-2

SÃO JOÃO CLÍMACO

Abade (649)

Juan Clímaco, Santo

Juan Clímaco, Santo

O monte Sinai, com tantas recordações bíblicas, forma um maciço de cumes e vales pedregosos e muito secos, quase sem vegetação. Quando o visitou a religiosa Etéria (de naturalidade galega, do século IV ou V), o Sinai estava povoado de monges. Etéria viu diferentes mosteiros, capelas guardas por monges, covas em que moravam anacoretas “e uma igreja no alto do vale; diante da igreja há um ameníssimo jardim  com  água abundante, no qual está a sarça; muito perto, indica-se o lugar onde se encontrava São Moisés quando Deus lhe disse: «Desata a correia do teu calçado»”. O mosteiro de Santa Catarina, único a manter a vida monacal naquelas paragens agrestes, está situado a mais de 2 000 metros do sopé de Djebel-Musa ou monte de Moisés. Vive  no mosteiro uma comunidade de monges ortodoxos gregos e conserva sua famosa biblioteca com 500 manuscritos antigos. No século XIX foi descoberto nela o Códice Sinaítico, do século IV, com todo o Novo Testamento e a maior parte da versão grega do Antigo. A recordação de Moisés e de Elias, aos quais falou Deus neste monte, atraiu desde os primeiros tempos muitos anacoretas. Estes viveram em recintos fechados e só se permitia a vida solitária dentro da clausura. Cada mosteiro regia-se a seu modo, sem regra comum; mas todas estas se inspiravam nos preceitos que S. Basílio dera aos monges. Os divinos ofícios duravam seis horas. O resto do dia ocupavam-no em trabalhos manuais e no estudo. Teciam para si os vestuários; túnica áspera de pelo de cabra ou de cordeiro, faixa, manta e sandálias. Preparavam pergaminhos, transcreviam e iluminavam códices. Comiam uma só vez ao dia e praticavam jejum rigorosíssimo na Quaresma e no Advento. A caridade em forma de hospitalidade era característica dos monges. Junto a cada mosteiro estava a hospedaria para peregrinos e viajantes. Nesse ambiente correu a vida de S. João Clímaco, o mais popular dos escritores ascéticos daqueles séculos, devido à sua única obra Escada do paraíso. Os poucos dados biográficos que chegaram até nós, conhecemo-los principalmente pelo monge Daniel. Este redigiu-os pouco depois da morte do Santo, como introdução ao livro dele.

Juan Clímaco, Santo

Juan Clímaco, Santo

João Clímaco viveu na segunda metade do século VI e primeira metade do VII. Era muito novo quando um dia se apresentou no mosteiro do Sinai, disposto a consagrar-se a Deus. Nem os bens de família, que eram muitos, nem a educação distinta que recebera, nem um porvir risonho, foram obstáculo para iniciar uma vida humilde e austera. Tudo foi esquecendo heroicamente com as instruções dum excelente religioso chamado Martírio, e depois de três anos de noviciado - a duração que preceituava a regra – entrou na comunidade de  monges. Daniel afirma sem rodeios que ele era monge submisso e instruído em letras. Uns anos depois, morreu o monge Martírio e o nosso Santo retirou-se para o extremo do monte, a uns cem metros duma ermida. Ali vivia mais perto de Deus, num antro apertado ou cela natural, que foi testemunha, durante muitos anos, das suas prolongadas orações, contemplações, penitências e lágrimas. Aprendeu aí o que, alguns anos mais tarde, aconselharia ao abade de Raytun numa carta ainda existente: “entre todas as ofertas que podemos fazer a Deus, a mais agradável a seus olhos é indiscutivelmente a santificação da alma por meio da penitência e da caridade”. Aí venceu o demónio da gula, comendo pouco, ao mesmo tempo que dominava a vanglória, comendo de tudo o que lhe permitia a regra monástica, pois sabia que as abstinências extremas foram motivo de ostentação noutros monges. Passou 40 anos alheio à indolência, dado ao estudo e ao trabalho, sendo a oração prolongada e breve o sono, e mantendo-se parco no comer e benigno com os visitantes incómodos. No princípio viveu completamente isolado; correu porém a fama da sua erudição e santidade, e várias pessoas iam ter com ele em busca de conselho. João instruiu-as com toda a caridade. Não faltaram invejoso que o censuraram de charlatão, por isso ele mesmo se impôs a penitência de não ensinar com palavras, mas com obras de penitência, de doçura e de modéstia. Isto durou até que os mesmos que o tinham difamado, foram pedir-lhe que reavivasse os seus divinos ensinamentos. passou horas de tristeza e desânimo, com vontade de tudo deixar correr. Mas logo se tranquilizava pensando agradar a Jesus Cristo e terem muitos chegado à santidade por esse caminho. Quando morreu o abade do Monte Sinai, os monges foram à procura de João e pediram-lhe que aceitasse o cargo de lhe suceder. O Santo, perante a insistência, sempre aceitou e foi para o mosteiro acompanhando-os. Não se tinham equivocado: João desempenhou o cargo com sabedoria, bondade de carácter e vida exemplar. Sendo abade, redigiu, ou pelo menos terminou, a Escada do paraíso, fruto de longa experiência ascética. Compõe-se de 30 graus, que são outros tantos capítulos em que o santo explica, em forma de aforismos e sentenças, as virtudes do monge e os vícios que terá de vencer. O estilo é muito simples e claro. Serve-se de exemplos vividos nos mosteiros. Assim diz-nos que, edificando-o a virtude do monge cozinheiro lhe perguntou uma vez como podia andar recolhido,a cada momento, praticando um trabalho tão material. O cozinheiro respondeu-lhe: “Quando sirvo os monges, imagino comigo que sirvo ao próprio Deus na pessoa dos seus servidores, e o fogo da cozinha recorda-me as chamas que abrasarão os pecadores eternamente”. Os primeiros graus da Escola do paraíso são: a renúncia à vida do mundo, aos afectos terrenos, ao afecto pelos parentes, e a obediência, a penitência, o pensamento da morte e o dom de lágrimas ou, como diz, a tristeza que nos causa a alegria. “Caríssimos amigos, – escreve o Santo – na hora da morte o juiz supremo não nos lançará em rosto termos feito milagres, ou não termos sabido subutilizar em matérias elevadas de teologia, como também não termos chegado a um grau elevado de contemplação, mas sim de não termos chorado os nossos pecados de modo que merecêssemos o perdão”-. Os graus seguintes são: a doçura que triunfa da cólera, esquecimento das injúrias, fugir da maledicência, pois esta seca a virtude da caridade; amor ao silêncio, porque muito falar leva à vanglória; fugir da mentira, que é acto de hipocrisia; combater o enfado e a preguiça, uma vez que esta última destrói por si só todas as virtudes; praticar a temperança, porque gulosar é hipocrisia do estômago, o qual diz nos vamos saciar com aquilo que realmente não sacia. Contentando a intemperança, vem a impureza; daqui se segue que no grau seguinte seja o amor à castidade. A castidade – diz – é dom de Deus, e para obtê-lo convém recorrer a Ele, pois a natureza não a podemos vencer só com as nossas forças. Seguem os graus que tratam da pobreza, virtude oposta à avareza, do endurecimento do coração, que é a morte da alma; do sono, do canto dos salmos; das vigílias, da timidez efeminada, da doçura da alma, humildade, vida interior, paz de alma, oração e recolhimento. O último grau do livro está dedicado às virtudes teologais. Levado pela caridade prática, mandou edificar uma hospedaria para peregrinos a pouca distância do mosteiro. Informado disto, o papa S. Gregório Magno quis ajudá-lo enviando-lhe uma quantia juntamente com uma carta, ainda conservada, em que se recomenda às orações de Clímaco. Morreu com a mesma simplicidade com que vivera. A sua Escada do paraíso, depressa se tornou famosa. O livro copiou-se e leu-se em todos os mosteiros, foi traduzido para latim, e o autor imortalizou-se com o sobrenome de Clímaco, do grego clymas, que significa “escada”. Também, lhe chamaram João o Escolástico, designação que apenas se dava a pessoas de muita doutrina. João Clímaco é um dos Santos Padres da Igreja grega. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuita.pt


BEATO AMADEU DE SABOIA

Duque (1435-1472)

Amadeo IX de Saboya, Beato

Amadeo IX de Saboya, Beato

Nascido em Thonon (Alta Saboia), no dia 1 de fevereiro de 1435, Amadeu IX, duque de Saboia, era neto de Amadeu VII, que foi eleito antipapa em 1438 e abdicou abnegadamente alguns anos depois. Aquele, prometido desde o nascimento a Iolanda, irmã de Luís XI, rei de França, desposou-a em 1451 e teve dela sete filhos. Em 1465 sucedeu a seu pai Luís I, no Piemonte e na Saboia, mas durante os sete anos do seu ducado, sofreu de ataques epilépticos e teve por isso de partilhar o poder com a duquesa, sua mulher. Aliás, a união entre os dois esposos foi perfeita, pois tanto um, como outra apenas pensavam no bem temporal e espiritual dos súbditos. Embora vivesse de acordo com  a sua alta posição e estivesse preparado para enfrentar a morte a todo o momento, Amadeu nunca desejou oprimir os seus povos nem expô-los a derramar o sangue inutilmente. Só os libertinos, os concussionários e os blasfemadores eram objecto da sua severidade. Seguindo o seu exemplo, Francisco Sforza, duque de Milão, impôs multas aos cortesãos que fossem apanhados a praguejar e, com as somas assim arrecadadas, construiu uma capela que pôde ornar com magnificência. Observando a extrema bondade e indulgência que Amadeu testemunhava aos pobres, o mesmo príncipe disse-lhe uma vez: “Percorrendo os vossos estados , fica-se com, a impressão de viver nos antípodas. Por toda a parte, em geral, é melhor ser rico do que ser pobre, mas, nos vossos Estados, os pobres é que são honrados e os ricos desprezados.”. O duque praticou sempre a oração e a penitência. Aos que pretendiam dissuadi-lo de jejuar tão rigorosamente, respondia que nada lhe era tão necessário à saúde. Nos últimos anos de vida, agravam-se-lhe os padecimentos. À esposa e aos familiares, que se entristeciam por o verem assim decaído, observava , ao terminarem as crises: “Porque vos afligis dessa maneira? As humilhações abrem o caminho para o reino de Deus”. Morreu em Vercelli (Piemonte), na segunda-feira de Páscoa, 30 de Março de 1472, com trinta e oito anos. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuita.pt

Pedro Regalado, Santo
Patrono de Valladolid

Pedro Regalado, Santo

Pedro Regalado, Santo

Martirológio Romano: Em Aguilera, na região espanhola de Castela, são Pedro de Valladolid Regalado, presbítero da Ordem de Irmãos Menores, conspícuo pela humildade e o rigor da penitência, que fundou dois conventos, para que neles vivessem só doze irmãos solitários (1456). «Pisai rapidamente, pois debaixo destas lousas descansam os ossos de um santo» dizia Isabel a Católica às damas de seu séquito naquela dia de verão de 1493, quando visitava o convento de Aguilera. Se referia à tumba que guardava os restos de Pedro Regalado, frade franciscano, pobre e humilde que havia morrido ainda não fazia quarenta anos. Antes que a rainha havia estado ali mesmo o cardeal Cisneros nas postrimerías da vida do santo. Logo viriam também o imperador Carlos -o que dizia que ao sair de Aranda até La Aguilera devia ir o visitante com a cabeça descoberta-, dom Juan de Austria, Felipe II e tantos bispos, núncios e legados papais. Eram tempos dourados; se haviam unido as duas Castelas, se havia descoberto o novo mundo, se reconquistou Granada e se havia expulso aos mouros de Espanha. Nasceu Pedro em Valladolid, no ano 1390. Aos treze anos -bem jovem- entrou no convento dos franciscanos da cidade que então era Corte. Quando tem quinze anos se faz companheiro inseparável do ancião e enxuto Pedro Villacreces - antigo professor de Salamanca, franciscano andante por Guadalajara- que tem sonhos de reforma e há obtido permissão do bispo de Osma para fundar por terras burgalesas, em La Aguilera. Desde essa época serão mestre e discípulo, dos frades com verdadeiros desejos de santidade; o mais velho porá ao jovem na órbita da mais pura observância franciscana. Para a Igreja não andam muito bem as coisas. Os redutos dos monges não são modelo nem de na clerezia alta e baixa. A peste negra deixou também vacilando os mosteiros que abriram suas portas para repor números - que não vocações - a gente não preparada. Reforma, o que é reforma, sim se necessitava. E lá vão os dois Pedros dispostos a dar entre os monges a batalha franciscana. Desde muito cedo se lhes juntam em La Aguilera jovens que querem dar sua vida e o mestre Pedro Villacreces pode formá-los desde os cimentos, sem as má-formações e tibiezas de outros frades mais velhos que tiveram juntas pesadas tarefas. Frei Pedro Regalado foi percorrendo em onze anos todos os cargos próprios de um convento pobre: esmoler, sacristão, cozinheiro e encarregado de dar esmola aos pobres que chamam à porta. Villacreces vai de novo a Valladolid, funda em El Abrojo, e agora é Pedro Regalado o mestre de noviços. Madura em todas as virtudes: tempo de oração e muita penitência, cumprimento estrito, por amor, de toda a Regra; prega nos povos dos arredores com simplicidade e persuasão propiciando conversões numerosas e a gente fala de sua exemplar presença, e até de milagres. Em 1422 os religiosos de La Aguilera e El Abrojo elegem a Regalado prelado ou vigário, quando morre Villacreces. A reforma se vai estendendo com novas fundações até chegar a ser conhecidas como «as sete da fama» onde se respeitam doze horas de oração diárias repartidas entre o dia e a noite, trabalhos no campo para ajudar aos agricultores e obter esmolas, proibição absoluta de armazenar provisões, celas pobres para dormir, silêncio quase contínuo e nada de dinheiro por missas ou celebrações litúrgicas. Passa o tempo de um convento a outro distinguindo-se pela discrição de espíritos e pela pregação eloquente com ciência aprendida mais na oração que nos livros. La Aguilera lhe proporciona o melhor dos retiros e a melhor contemplação para os últimos anos de sua vida. Não abandona a penitência habitual, mas acrescenta jejum diário, disciplinas que mortificam a carne, e três pilares onde baseia com toda intensidade sua força: amor à Eucaristia, devoção terníssima à Santíssima Virgem e recordação da Paixão. ¿Algo chamativo? Contam que mais de uma noite se o podia ver pelo cerro da Aguila, próximo ao retiro, seguindo os passos da Paixão do Senhor com uma soga ao pescoço, cruz de madeira pesada nos ombros e uma coroa de espinhas na sua testa.
Também se conhece um facto milagroso de sua vida recolhido no processo de canonização e que oferece os elementos iconográficos de Pedro Regalado. Na madrugada de 25 de março, festa da Anunciação, está o frade Pedro rezando matinas no convento de El Abrojo; sente amor por honrar a María no convento de La Aguilera consagrado por ele à Virgem sob essa invocação; os anjos o transportam pelos ares nos oitenta quilómetros que separam as casas e o devolvem de novo a El Abrojo, cumprido seu desejo. O simples e santo patrono de Valladolid, o Poverello de Castela, morreu com fama de taumaturgo em 1456.

• Zósimo de Siracusa, Santo
Bispo

Zósimo de Siracusa, Santo

Zósimo de Siracusa, Santo

Martirológio Romano: Em Siracusa, de Sicília, santo Zósimo, bispo, que foi primeiro humilde custódio do sepulcro de santa Lucía e depois abade do mosteiro desse lugar (c. 600). Os pais do santo foram terra tenentes sicilianos, que dedicaram seu pequeno filho ao serviço de Santa Lucía e o colocaram, com a idade de sete anos, num mosteiro que levava o nome da santa, perto de seu lar. Ali sua principal ocupação foi a de cuidar as relíquias da santa, tarefa que não ia com a maneira de ser do menino acostumado à vida de campo, chegando a escapar do convento. Foi devolvido com humilhação e após sonhar com Santa Lucía -que tinha um semblante de nojo- e ver a Santíssima Mãe interceder por ele, Zósimo prometeu que nunca faria de novo tais coisas, adaptando-se à vida do claustro. Durante 30 anos viveu quase esquecido; ao morrer o abade de Santa Lucía, recaiu no bispo de Siracusa designar ao novo abade, que elegeu a Zósimo, sendo ordenado logo uns dias depois como sacerdote. O santo governou o mosteiro com tal sabedoria, amor e prudência que superou a todos seus predecessores e a todos seus antecessores. Quando a sede de Siracusa ficou vacante, o Papa Teodoro designou a Zósimo e o consagrou. Durante seu episcopado, o santo foi notável por seu zelo no ensino do povo e por sua generosidade com os pobres. Santo Zósimo morreu no ano 660, com a idade de 90 anos.

• María Restituta Kafka, Beata
Virgem e mártir,

María Restituta Kafka, Beata

María Restituta Kafka, Beata

Martirológio Romano: Perto de Viena, Áustria, beata María Restituta (Helena) Kafka, virgem, da Congregação das Irmãs Franciscanas da Caridade Cristã e mártir, que, nascida na Bohemia, trabalhava num hospital, e durante a guerra foi detida pelos inimigos da fé e decapitada (1943). Etimologicamente: María = eminência, excelsa. É de origem hebraica.  Etimologicamente: Restituta = Aquela que vive uma segunda juventude, é de origem latina. Nascida em 1 de Maio de 1894 na República Checa, ingressou na Congregação das Irmãs Franciscanas da Caridade Cristã em 1914, desempenhou como enfermeira em hospitais públicos, e em 1942 foi tomada prisioneira pelo regime nacional-socialista (Nazi), por difundir a fé católica, os símbolos da fé e o patriotismo. Da homilia de João Paulo II na missa de beatificação (Viena, 21-VI-1998) - Soror Restituta Kafka não havia alcançado ainda a maioridade quando expressou sua intenção de entrar no convento. Seus pais se opuseram, mas a jovem permaneceu fiel a seu objectivo de ser religiosa «por amor a Deus e aos homens». Queria servir ao Senhor especialmente nos pobres e os enfermos. Ingressou na congregação das religiosas m Mödling se converteu cedo numa instituição. Sua competência como enfermeira, sua eficácia e sua cordialidade fizeram que muitos a chamaram soror Resoluta e não soror Restituta.  Por seu valor e sua integridade não quis calar nem sequer frente ao regime nacional-socialista. Desafiando as proibições da autoridade política, soror Restituta colocou crucifixos em todas as habitações do hospital. Na quarta-feira de Cinzas de 1942 foi detida pela Gestapo. Na cadeia começou para ela um calvário, que durou mais de um ano e que concluiu no patíbulo. Suas últimas palavras foram: «Hei vivido por Cristo; quero morrer por Cristo». Contemplando a beata soror Restituta, podemos vislumbrar a que alturas de maturidade interior pode ser conduzida uma pessoa por Deus. Pôs em perigo sua vida com seu testemunho do Crucifixo. E conservou em seu coração o Crucifixo, dando um novo testemunho dele pouco antes de ser levada à execução capital, quando pediu ao capelão da cadeia que lhe fizesse «o signo da cruz sobre a frente». Muitas coisas nos podem tirar aos cristãos. Mas a cruz como sinal de salvação não nos a deixaremos arrebatar. Não permitiremos que seja desterrada da vida pública. Escutaremos a voz da consciência, que diz: «É preciso obedecer a Deus antes que aos homens» (Hch 5,29). Texto reproduzido com autorização de Vatican.va - Se tiverem informação relevante para a canonização da Beata María Restituta, contacte a: Hartmanngasse 7, A-1050 - Wien, AUSTRIA

• Leonardo Murialdo, Santo
Fundador

Leonardo Murialdo, Santo

Leonardo Murialdo, Santo

Martirológio Romano: Em Turim, também em Itália, são Leonardo Murialdo, presbítero, que fundou a Pia Sociedade de São José, para educar na fé e a caridade cristãs às crianças abandonadas (1900). Etimologicamente: Leonardo = Aquele homem com a força de um leão, é de origem germânica. Leonardo Murialdo não é um homem longínquo: nasce em Turim (Itália) em 26 de Outubro de 1828 e morre na mesma cidade em 30 de Março de 1900. É uma pessoa doce e nobre, um irmão que se entrega todo a outros irmãos que não têm casa e família, que estão sós e sem carinho, que não conhecem a Deus. Aos 17 anos, depois de uma crise religiosa, decide consagrar-se a Deus e em 1851 recebe a ordenação sacerdotal. É o cura dos bairros pobres, o apóstolo dos pequenos limpa chaminés, dos rapazes da rua, dos encarcerados, dos jovens operários. Pensa na formação profissional dos jovens, em sua capacidade para o mundo adulto e operário. Em 1866 aceita dirigir o colégio "Artesanitos", uma instituição para rapazes pobres e órfãos. Dócil à vontade de Deus e para dar continuidade a sua missão educativa, em 19 de Março de 1873 deu vida à Congregação de São José (Josefinos de Murialdo), formada por sacerdotes e laicos. A pedagogia de são Leonardo se pode resumir "no espírito de doçura, de paciência e de familiaridade, porque este é o segredo para realizar o bem entre as crianças e os jovens". Este estilo educativo encontra sua fonte no amor misericordioso de Deus que Murialdo experimentou desde sua juventude. Tudo isto se pode resumir no viver com os meninos e jovens como "amigo, irmão e pai". Hoje os Josefinos de Murialdo continuam na Igreja seu amor para com as crianças e os jovens nos centros juvenis, colégios, casa-lar, paróquias, missões... Estão presentes em vários países de América Latina, de Europa e de África. Em 3 de Maio de 1970 Leonardo Murialdo é proclamado santo pelo Papa Paulo VI. Sua festa se celebra em 30 de Março, os salesianos o festejam em 18 de Maio.

• Ludovico de Casoria, Beato
Fundador

Ludovico de Casoria, Beato

Ludovico de Casoria, Beato

Martirológio Romano: Em Nápoles, beato Ludovico (Arcángel) Palmentieri de Casoria, Presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, empurrado por amor e caridade para os pobres em Cristo, fundou as Congregações dos Irmãos da Caridade e as Monjas Franciscanas de Santa Isabel. Etimologicamente: Ludovico = nome de origem germânica equivalente a Luis, seu significado é: Aquele guerreiro que é popular Ludovico de Casoria, sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores, fundador da Congregação dos irmãos da Caridade, chamados “Bigi”, e da Congregação das religiosas Franciscanas de Santa Isabel, chamadas “Bigie”, empenhou sua vida em obras de caridade, assistência e promoção em favor dos enfermos e dos pobres, assim como em projectos missionários. Nasceu em 1814 e morreu em Nápoles no ano 1885. Ludovico (no século, Arcángelo Palmentieri) nasceu em Casoria (Nápoles) em 11 de Março de 1814 e foi batizado no dia seguinte. Atraído pelos Frades Menores do vizinho convento de Santo António em Afragola (Nápoles), entrou no convento de São João del Palco em Taurano (Avellino) em 17 de Junho de 1832. Recebeu a ordenação sacerdotal em 4 de Junho de 1837. Em 1847, enquanto orava, o Senhor lhe indicou o novo caminho que devia percorrer, ao serviço dos pobres e dos enfermos. A eles, convertido em homem novo, dedicou seus primeiros cuidados: em sua cela do convento de São Pedro em Aram, Nápoles, montou uma farmácia para os frades enfermos. Mais tarde adquiriu uma quinta, chamada La Palma, onde criou uma enfermaria para os frades. Ali quis que estivesse também a sede da Obra dos «Moretti», que, em seus planos de evangelização missional, devia servir para educar aos jovens africanos e fazê-los apóstolos de África (África converterá a África). Com a mesma finalidade missionária, deu vida depois à Obra das «Morette», que encomendou às Irmãs Estigmatinas da serva de Deus Anna Fiorelli Lapini. Criou diversas obras assistenciais: asilos para anciãos, escolas, colónias agrícolas, hospícios, montes de piedade, tipografias... Em seu imenso desejo de fazer o bem, promoveu também a cultura, que considerava como a via para a fé e meio de promoção humana, pondo em marcha modernas iniciativas culturais, como um observatório meteorológico, cinco revistas, a tradução a italiano das Obras de são Boaventura, uma edição de bolso da Bíblia, etc. Circundado de grande fama de santidade, o padre Ludovico concluiu sua missão terrena em Nápoles, no Hospício Marino (última criada por ele, em pró dos marinheiros anciãos), em 30 de Março de 1885, Segunda-feira Santa. Ali repousam seus restos mortais desde 1887, sob a custódia de suas filhas espirituais, as Irmãs Elisabetinas Grises (“Elisabettine Bigie”), que havia fundado em 1862. Em 12 de agosto de 1885, passados apenas 135 dias de seu trânsito, se abria em Nápoles o processo canónico para sua beatificação. Suas virtudes heroicas foram solenemente reconhecidas pelo Papa Paulo VI em 13 de Fevereiro de 1964. O milagre para sua beatificação, obrado em Salerno em 2 de Abril de 1885 em favor de soror Luisa Capecelatro, Filha da Caridade, foi aprovado em 11 de Julho de 1992 por João Paulo II, que o beatificou em 18 de Abril de 1993.

• Júlio Álvarez Mendoza, Santo
Presbítero e Mártir

Julio Álvarez Mendoza, Santo

Júlio Álvarez Mendoza, Santo

Martirológio Romano: Na aldeia de São Julián, no território de Guadalajara, no México, são Júlio Álvarez, presbítero e mártir, que na cruel perseguição religiosa atestou com seu sangue sua fidelidade a Cristo Senhor e a sua Igreja (1927). Etimologicamente: Júlio = Aquele que nasceu no mês de Julho, é de origem latino. Nasceu em Guadalajara em 20 de Dezembro de 1866. Ajudado por benfeitores ingressou no seminário de Guadalajara, foi ordenado sacerdote em 1894. Logo se desempenhou como capelão de Mechoacanejo e se distinguiu por seu zelo pastoral, a atenção ao catecismo e o fervor com que atendia ao culto divino. Era um homem amável, bondoso com todos, muito comunicativo e simples. Quando estalou a perseguição e enquanto podia deixar sua paróquia e esconder-se optou por permanecer ao cuidado de seus fieis. Em 26 de Março de 1927 em caminho a um rancho para celebrar uma missa foi surpreendido por uma partida de soldados. O conduziram, atado à sela de uma cavalgadura, por várias cidades. Em León, o general Amaro deu a sentença para que o fuzilassem. Ao amanhecer do dia 30 o conduziram ao lugar da execução.Seu cadáver foi atirado para uma lixeira perto do templo paroquial. No lugar de seu martírio se erigiu um monumento em sua honra. Foi beatificado em 22 de Novembro de 1992 e canonizado pelo Papa João Paulo II em 21 de Maio de 2000. Foram muitos os fieis que sofreram o martírio por defender sua fé, de entre eles apresentamos agora a vinte e cinco que foram proclamados santos da Igreja por João Paulo II.

Os 25 santos canonizados em 21 de Maio de 2000 foram:

1 - Cristobal Magallanes Jara, Sacerdote, 2 - Roman Adame Rosales, Sacerdote, 3 - Rodrigo Aguilar Aleman, Sacerdote, 4 - Julio Alvarez Mendoza, Sacerdote, 5 - Luis Batis Sainz, Sacerdote, 6 - Agustin Caloca Cortés, Sacerdote, 7 - Mateo Correa Magallanes, Sacerdote, 8 - Atilano Cruz Alvarado, Sacerdote, 9 - Miguel De La Mora De La Mora, Sacerdote, 10 - Pedro Esqueda Ramirez, Sacerdote, 11 - Margarito Flores Garcia, Sacerdote, 12 - José Isabel Flores Varela, Sacerdote, 13 - David Galvan Bermudez, Sacerdote, ,14 - Salvador Lara Puente, Laico, 15 - Pedro de Jesús Maldonado Lucero, Sacerdote, 16 - Jesus Mendez Montoya, Sacerdote, 17 - Manuel Morales, Laico, 18 - Justino Orona Madrigal, Sacerdote, 19 - Sabas Reyes Salazar, Sacerdote, 20 - José Maria Robles Hurtado, Sacerdote, 21 - David Roldan Lara, Laico, 22 - Toribio Romo Gonzalez, Sacerdote, 23 - Jenaro Sanchez Delgadillo, 24 - David Uribe Velasco, Sacerdote - 25 - Tranquilino Ubiarco Robles, Sacerdote

Para ver as biografias dos Mártires Mexicanos do século XX
F
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• Osburga, Santa
Abadessa,

Osburga, Santa

Osburga, Santa

Martirológio Romano: Em Coventry, em Inglaterra, santa Osburga, primeira abadessa do mosteiro deste lugar. Não sabemos nada desta santa, sua existência é a miúdo questionada por alguns estudiosos. É bastante difícil a exata localização terrenal de sua vida, segundo alguns, a data de sua morte é por volta de 1018, enquanto que segundo outros estudiosos teria vivido no século VII. Estudos recentes têm documentado que o dinamarquês Cnut teria fundado o convento de monjas em Coventry, pondo a Osburga como sua primeira abadessa. Esta versão é algo estranha já que os mesmos dinamarqueses demoliram o convento em 1016, mas logo o mosteiro masculino construído em 1043 foi dedicado a Osburga, o que nos faz pensar que o culto à santa era já algo muito estabelecido. O novo mosteiro foi fundado pelo cavaleiro Leofrico junto com sua mulher Godiva, na igreja abacial a tumba de Osburga se converteu no centro dos vizinhos. Se verificaram ali tantos milagres pela intercessão da santa, que o clero e os fieis de Coventry no ano 1410 solicitaram ao bispo oficiar uma celebração em sua honra. Desde então a festa da santa se há realizado anualmente em todo o diaconato de Coventry. Durante o renascimento do catolicismo inglês no século XIX, a primeira igreja construída em Coventry, por vontade do arcebispo Ullathorne, foi dedicada a Santa Osburga. Em 9 de setembro de 1845, o novo edifício religioso foi consagrado ao culto divino pelo Cardeal Wiseman, e é este aniversário que a santa é recordada no calendário diocesano para evitar que coincida com a Quaresma. No Martirológio Romano a comemoração segue sendo em 30 de março. responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

• Régulo de Senlis, Santo
bispo,

Régulo de Senlis, Santo

Régulo de Senlis, Santo

Martirológio Romano: Em Senlis, na Gália lugdunense, hoje França, são Régulo (ou Rieul), bispo. São Régulo é o patrono da cidade e diocese de Senlis – no norte de França -, de onde se diz que foi o primeiro bispo.Provavelmente viveu no século III, já que se fala dele como contemporâneo de outros santos que se sabe floresceram nessa época. A catedral de Senlis foi queimada e com ela desapareceram todos seus arquivos, incluindo os antigos registos dos primeiros bispos. Segundo alguns relatos apócrifos, são Régulo foi convertido por são João Evangelista e acompanhou a são Dionisio Areopagita a França, onde, como bispo de Arles, governou aos fieis da colónia cristã fundada por são Trófimo. Foi depois a París em busca das relíquias dos mártires são Dionisio, são Rústico e santo Eleutério; depois empreendeu a conversão do povo de Senlis. Possivelmente houve dois bispos com o nome de Régulo, um de Arles e o outro de Senlis; e suas histórias foram confundidas; mas em qualquer caso, a relação com são João Evangelista é certamente uma ficção.

• Segundo de Asti, Santo
Mártir,

Segundo de Asti, Santo

Segundo de Asti, Santo

Martirológio Romano: Em Asti, na região transpadana, são Segundo, mártir. A história sucede em Asti, cidade da região de Piemonte, no noroeste de Itália. Sendo Sapricio prefeito de Asti, que devia ir a ver a Marciano, (prisioneiro cristão num povo chamado Terdón), para intentar obrigá-lo a oferecer sacrifícios aos ídolos, pediu que nesta viagem o acompanhasse como escolta um de seus homens de mais confiança: Segundo. Antes de iniciar-se a viagem uma pomba veio a pousar-se na cabeça de nosso protagonista, o que surpreendeu a Sapricio, a pomba se foi mas, um pouco depois, cruzando um rio, Segundo viu a um anjo do Senhor caminhando sobre as águas que lhe disse: “Segundo, abraça a fé cristã e caminharás sobre os idólatras igual a mim sobre a água“. Sapricio disse, “Segundo parece que os deuses te falaram” e seguiram o caminho mas aconteceu que que outro anjo se fez visível ao cruzar outro rio, e falou assim ”Segundo, ¿tens dúvidas ou crês em Deus?”, ao que Segundo respondeu: “creio na verdade de sua Paixão”. Sapricio, surpreendido pelo solilóquio que havia saído de boca de Segundo perguntou-lhe “¿Te passa algo?”. Segundo guardou silêncio. À entrada de Terdón, apareceu de repente São Marciano, ao que um dos anjos havia tirado da cadeia, e disse: “Segundo empreende o caminho da verdade para que possas receber a graça da fé”. Segundo ao averiguar-lhe Sapricio sobre o que estava passando, nem curto nem preguiçoso, respondeu: “para ti é como se sonhasses,mas para mim é um aviso e uma fonte de fortaleza “. A partir daqui, Segundo se separou de Sapricio e se dirigiu a Milão onde se encontrou com Faustino e Jovita, que haviam saído da cadeia com ajuda de um anjo e com um pouco de água de chuva o batizaram. Então apareceu outra pomba que trazia no bico a hóstia sagrada, o corpo e o sangue de Cristo, para que Segundo confortasse com tudo isso a São Marciano que, novamente estava numa cela em Terdón. Com ajuda de um anjo cruza o rio Pó e consegue levar a comunhão a São Marciano, pouco tempo antes de que o executassem. Segundo será quem enterrará o corpo do mártir. A história posterior está decorada com elementos fantásticos, coisa comum nos relatos das virtudes heroicas naqueles dias. O que se pode tirar em claro é que: havendo-se dado conta Sapricio da mudança que estava Segundo, e suspeitando que este se havia feito cristão, convidou-o a oferecer sacrifícios aos ídolos, como Segundo recusara o convite, ordenou que o prendam e torturassem, essa noite foi deixado numa cela com seus membros deslocados, mas um anjo acudiu a curá-lo nessa noite e, pelo que no dia seguinte para surpresa de Sapricio se apresentou ante ele totalmente são.
Mandou que o encerrassem junto a Calocero, que de acordo a certos relatos —em algum encontro anterior— foi quem fizera conhecer a Segundo as noções do cristianismo. Tanto Calocero como Segundo seguiam negando-se a realizar sacrifícios aos ídolos, Sapricio enviou novamente a Calocero à cela mas ordenou que Segundo, em quem em algum momento havia posto toda sua confiança, fosse levado imediatamente fora da cidade e decapitado. O ano era aproximadamente em 119.

• Outros Santos e Beatos
Completando o santoral deste dia

Otros Santos y Beatos 

São Domnino, mártir

Em Tessalónica, em Macedónia, são Domnino, mártir (s. IV).

Santos mártires de Constantinopla, mártires

Comemoração de muitos santos mártires, que em Constantinopla, em tempo do imperador Constâncio, por ordem de Macedónio, bispo ariano, foram desterrados o torturados com toda classe de tormentos (s. IV).

São Clino, abade

Perto de Aquino, no Lácio, santo Clino, abade do mosteiro de são Pedro de Silva (d. 1030).

Santos António Daveluy, bispo,

Pedro Aumaître, Martín Lucas Huin, presbíteros,

José Chang Chu-gi, Tomás Son Cha-son e Lucas Hwang Sok-tu, catequistas, mártires

Na aldeia de Su-Ryong, na Coreia, santos mártires António Daveluy, bispo, Pedro Aumaître, Martín Lucas Huin, presbíteros, José Chang Chu-gi, Tomás Son Cha-son e Lucas Hwang Sok-tu, catequistas, que pela fé de Cristo foram decapitados (1866).

 

 

47800 > Beato Amedeo IX di Savoia Duca, Terziario francescano  MR
47770 > Santi Antonio Daveluy, Pietro Aumaître, Martino Huin, Gius. Chang Chu-gi, Tomm. Son Cha-son e Luca Hwang Martiri  MR
47760 > San Clino (o Clinio) Abate  MR
91777 > Beato Damiano Eremita camaldolese e cardinale 
93642 > Beato Dodone di Haske Premostratense 
47710 > San Donnino Martire in Macedonia MR
47825 > Beato Gioacchino da Fiore 
47750 > San Giovanni Climaco Abate  MR
91629 > San Giovanni Gbec'i Eremita
93907 > Beato Gregorio Ascissio Mercedario 
90114 > San Julio Alvarez Mendoza Martire Messicano  MR
32800 > San Leonardo Murialdo Sacerdote  MR
90241 > Beato Ludovico da Casoria Francescano MR
93905 > Beato Martino de Salvitierra Mercedario 
47730 > Santi Martiri di Costantinopoli  MR
47740 > Sant' Osburga di Coventry Badessa  MR
90393 > San Pietro Regalado da Valladolid Francescano  MR
47720 > San Regolo Vescovo  MR
90397 > Beata Restituta Kafka Vergine e martire  MR
47650 > San Secondo di Asti Martire  MR
93870 > San Verono di Lembeek 

http://es.catholic.net/santoralwww.santiebeaqti.it  -  www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução

por António Fonseca

Nº 874-1 - REZAR NA QUARESMA - 30-03-2011

874-1

30 DE MARÇO

QUARTA-FEIRA

3ª SEMANA DA QUARESMA

Mateus 5, 17-19 

“Antes que passem o céu e a terra,

não passará da Lei a mais pequena letra.”

*************

As nossas leis estão sempre a mudar.

As modas voam mais depressa que os meses.

As opiniões oscilam com o vento.

Mas a Palavra de Deus não passa.

Porque nasce da verdade permanente de Deus, que é sempre amor e vontade de vida.

Porque foi dita para nós;

e o que nós somos, desejo de um amor que nos encha, também não muda.

»»»»»»»»»

Em cada dia, encontro orientação na Tua Palavra.

Ao escutá-la encontro força

para ser fiel ao meu caminho,

à minha vocação.

E sinto-me unido aos meus irmãos

na fé que rezam, trabalham 

e amam como eu.

Observar a Tua Lei, Senhor,

é ficar na luz e na alegria.

Ámen.

 

00000000000000000

 

edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

António Fonseca  -  www.aarfonseca@hotmail

terça-feira, 29 de março de 2011

Nº 873-2 - (86) - 29 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 873-2

SANTO EUSTÁSIO

Abade (629)

Santo Eustásio, discípulo de S. Columbano, e seu imediato sucessor na famosa abadia de Luxeuil, nasceu nos fins do século VI. O seu tio S. Mieto, bispo de Langres, encarregou-se de o educar. Descobrindo cada dia novos perigos no século, resolveu Eustáquio buscar no deserto o que não achava no tumulto do mundo. Havia dois ou três anos que S. Columbano, monge irlandês, viera procurar na França um deserto próprio para lhe satisfazer o desejo que tinha de passar os dias nos rigores da mais austera penitência. Tendo-se retirado para um ermo, situado no Franco Condado, fundou o famoso mosteiro de Luxeuil, que por muitos séculos foi seminário de santos, e onde logo desde o princípio se contaram uns 600 religiosos. Eustásio foi um dos primeiros que se alistaram sob a disciplina de S. Columbano. Em pouco tempo, causou viva admiração, copiando no novo mosteiro a santidade dos monges do Oriente. Mas não durou muito a calma. Vendo o mosteiro exposto às violências dos ministros régios, Eustásio retirou-se, com S. Gal, para os estados de Teodeberto, que os tomou debaixo da sua protecção. E S. Columbano, que havia já embarcado no porto de Nantes, foi arrojado por uma tempestade às costas da Bretanha. Por este facto conheceu não ser vontade de Deus que tornasse a passar o mar; e tendo notícia da boa recepção encontrada pelos discípulos, tomou o caminho da Austrásia. O príncipe deu as escolher a Columbano o lugar que quisesse dentro dos seus domínios. Aceitou o santo a oferta; e levando consigo Eustásio e Gal, subiu até às últimas extremidades do lago de Constança, entrou no país dos suíços e, pregando em todas as partes a fé de Jesus Cristo, parou no território de Bregentz , onde fundou novo mosteiro. Tendo aqui notícia de que alguns seculares se haviam apoderado duma parte do convento de Luxeuil, e ameaçavam expulsar dele todos os monges, enviou-lhes Santo Eustásio na qualidade de abade. Custou muito ao mestre e ao discípulo esta separação; mas era indispensável o sacrifício. Eustásio, em Luxeuil, de tal modo soube ganhar os corações dos usurpadores que o deixaram senhor de todo o mosteiro. E o novo abade dedicou logo todos os cuidados ao restabelecimento da disciplina monástica.  Havendo Clotário II reunido em uma só monarquia a Borgonha, a Austrásia e a França, por morte dos reis Teodeberto e Thierry, desejou ter dentro do seu reino S. Columbano. Com este intento, enviou Santo Eustásio a convidá-lo a voltar para Luxeuil; porém, Columbano entendeu que Deus não queria a sua saída de Itália; e mandou ao santo abade que voltasse ao governo do seu mosteiro. O vasto zelo de Eustásio não podia estar circunscrito às paredes monásticas; levou a,.luz do Evangelho até aos bávaros, fazendo em toda a parte muitas conversões Mas o demónio, para contrabalançar a guerra que Eustásio lhe fazia, empreendeu quebrantar a ordem e a disciplina no mosteiro de Luxeuil, valendo-se para isso dum falso monge. Agréstio, ou Agrestino, que tinha sido secretário do rei Thierry e havia tomado o hábito em Luxeuil, deixou o deserto, de que já estava enfastiado e, sem qualquer missão legítima, saiu a pregar aos gentios. Como porém o fruto e o aplauso não correspondessem ao que se lhe havia figurado, precipitou-se no cisma dos habitantes de Aquileia. Intentou Eustásio fazê-lo reentrar nos seus deveres, mas encontrou um espírito rebelde, cuja pretensão não era menos que fazer condenar pelo concílio de Macon a Regra de S. Columbano, e que se extinguisse o mosteiro de Luxeuil. Com efeito, apresentou ao concílio muitos capítulos de acusação contra a nova regra. Eustásio refutou vigorosamente no concílio as calúnias de Agrestino e defendeu o seu santo instituto; mas Agrestino, cerrando os ouvidos aos amorosos conselhos do seu abade, morreu desgraçadamente às mãos dum seu criado. Santo Eustásio chorou-o , assim como o fim desventurado de alguns outros que este cismático havia seduzido; mas o Senhor consolou-o abundantemente pela insigne virtude doutros discípulos. E teve o conforto de ver estabelecido no seu mosteiro de Luxeuil o coro perpétuo, de dia e noite, com mais de 600 monges, que, sucedendo-se continuamente uns aos outros, cantavam sem cessar louvores ao Senhor. No meio de exercícios de mortificação, assaltou Eustásio uma violenta e dolorosa enfermidade. Tendo passado trinta dias crucificado pelas mais vivas dores, cheio de merecimentos e favorecido com o dom dos milagres, morreu em Luxeuil, no ano 629, com cerca de sessenta anos de idade e mais de trinta no referido mosteiro. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATA PAULA GAMBARA

Viúva (1505)

Paula Gambara nasceu, de nobre família de Bréscia, na Alta Itália; deu na mocidade mostras de afastamento do mundo e de simpatia pela solidão; mas os pais não fizeram caso e casaram-na com Luís Costa, conde de Benasco. A inclinação pelos prazeres que professava o marido podia constituir para ela um perigo; mas Deus enviou-lhe um guia seguro e experimentado, na pessoa de Ângelo de Chivasso, frade menor de observância. Paula, por ele dirigida, revestiu o hábito da ordem terceira, consagrou a vida ao alívio dos pobres e aos exercícios de piedade. Este género de vida e a prática das boas obras desagradaram ao marido, embora ele tivesse de reconhecer que Deus a favorecia; um dia em que ela transportava, nas pregas do vestido, um pão destinado aos desgraçados, o conde encontrou-a e quis ver o que ela tão bem escondia, não viu senão rosas frescas e bem cheirosas. Permitiu Deus que Paula tivesse de sofrer com a desordem e libertinagem  de Luís Costa. Este chegou ao ponto de infligir à esposa tratamentos indignos; e até os criados, imitando o senhor, não lhe poupavam nem desprezos nem insultos. A estas perseguições sempre ela opôs angélica mansidão e paciência levada até ao heroísmo; retirada no seu oratório, prostrada aos pés da cruz, pedia pela conversão do marido. E essa oração veio finalmente a ser ouvida; o conde entrou em si mesmo, converteu-se com sinceridade e por fim deixou a Paula liberdade completa para as suas obras. Depois da morte dele, a piedosa condessa constituiu-se humilde serva dos desgraçados e consagrou os rendimentos para os aliviar. Morreu em Benasco, a 24 de Janeiro de 1505. Gregório XVI (1831-1846) aprovou o culto imemorial que os povos prestavam a esta santa viúva. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATO AGOSTINHO SPÍNOLA

Bispo (15597-1649

Nasceu em Génova no ano de 1597 e faleceu em Sevilha em 1649. Ainda muito novo, trouxeram-no para a corte de Espanha, onde foi pajem. depois de estudar em Alcalá voltou a Madrid, onde a notícia do falecimento da mãe o acabou de resolver a abraçar o estado eclesiástico. O papa Paulo V, informado do seu grande mérito, fê-lo cardeal diácono co o título dos Santos Cosme e Damião (1621). Regressando ele a Espanha, Filipe IV (III de Portugal) apresentou-o para a diocese de Tortosa (1623), sendo sagrado na Capela real no ano seguinte. Deu à sua catedral uma urna de prata, com o corpo de Santo Ascênsio, mártir. Em 1627, foi o cardeal transferido para a sé arquiepiscopal de Granada e em 1630 para a de S. Tiago de  Compostela, cuja primeira pedra de reconstrução ele iria benzer. Continuando aí, celebrou um sínodo em 1635, no qual estabeleceu leis muito salutares e santas, como diz um contemporâneo. Mas Filipe IV considerava necessária a presença do cardeal em Itália, para desbaratar os planos e intrigas de Richelieu, apostado a todo o custo em indispor com a Espanha os príncipes italianos. Em 1637 acompanhou o rei na jornada de Aragão e, por motivo da entrada portuguesa na Galiza, resolveu deslocar-se a Pontevedra; e o rei nomeou-o governador e capitão-general interino da Galiza; desempenhou o cargo durante uns três meses. Pouco depois voltou a Santiago. Mas constituído arcebispo de Sevilha em 1645, tomou posse da sua última diocese, onde iria falecer uns quatro anos depois. Presidir à diocese sevilhana iria tomar bem notórias as suas excelsas virtudes, o que já sucedera des de o período de Tortosa. E deixou ofertas e legados em notável número, que realçaram  mais ainda as virtudes íntimas que possuía. Depois duma trasladação, o corpo foi depositado, em 1710, na igreja do Colégio da Companhia de Jesus, conforme ele indicara. Foi beatificado em 1987. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATO MANUEL DOMINGOS SOL

Sacerdote (1838-1909)

Sacerdote da Espanha, nascido em, Tortosa em 1838 e falecido na mesma cidade em 1909. Seguiu a carreira eclesiástica com notável brilho e recebeu o presbiterado em 1860. Em 1863 foi-lhe conferido em Valência o doutoramento em teologia. Exerceu por algum tempo, com zelo exemplar, a cura de almas em Tortosa, e a cátedra de Religião e Moral no Liceu da mesma cidade desde 1864. Os seus ministérios sacerdotais favoritos, foram o ensino do catecismo e a educação da juventude  estudantil. Consagrou-se com ardoroso afã e raro tino ao ministério da direcção das almas no confessionário, conseguindo formar na cidade de Tortosa e sua diocese uma verdadeira legião de excelentes mães de família e de religiosas exemplares. Foi diretor da congregação de S. Luís e fundador da revista El Congregante (O congregado), órgão da mesma e de todas as semelhantes de Espanha. Graças a esta publicidade, organizou a famosa peregrinação da juventude espanhola em 1891. Estabeleceu conventos de religiosas em Binaroz , Benicarló e Vali de Uxô. Mas a sua principal glória foi ter sido apóstolo das vocações eclesiásticas na Espanha, por meio dos seus chamados Colégios de S. José, para seminaristas pobres. Fundou o primeiro em Tortosa em 1872 e passados anos em Valência, Múrcia, Orihuela, Almería, Placência, Burgos e Toledo. Para os dirigirem e lhes perpetuarem a existência, instituiu em 1886 a Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos do Coração de Jesus. Em 1892 estabeleceu em Roma o Pontifício Colégio espanhol de S. José, para nele se educarem e cursarem altos estudos eclesiásticos, alunos distintos de todas as dioceses de Espanha. desde 1897, como superior geral da Irmandade, aceitou a direcção disciplinar económica dos Seminários que vários bispos lhe foram confiando: Astorga, Toledo, Saragoça, Baeza, Ciudad Real, Jaén, Barcelona, Segóvia, Tarragona, etc. . Também se encarregou, no México, dos de  Chilapa, Puebla de los Ângeles, Cuernavaca e Querétaro, que as alterações políticas dessa nação o obrigaram a abandonar. Em 1895 aceitou o seminário menor de Lisboa, que por análogos motivos teve de deixar, igualmente ao cabo de poucos anos. Estabeleceu em Tortosa e difundiu pela sua diocese várias associações, principalmente a da Adoração Noturna. Na sua cidade natal fundou ele mesmo, ou cooperou na fundação de diferentes publicações periódicas como o Correio Interior Josefino, órgão dos colégios e seminários do seu instituto. Em 1898 encarregou-se do Templo Expiatório Nacional e S. Filipe de Jesus, na capital do México, e em 1903 inaugurou o templo de Reparação de Tortosa, construído à sua custa. Foi incansável fomentador da devoção ao Santo Anjo Padroeiro de Espanha. Fruto póstumo desses trabalhos foi constituir-se em Madrid, em 1919, a real Associação Nacional do Anjo da Guarda do Reino, por iniciativa do soberano Afonso XIII. Durante toda a vida, foi inesgotável, abnegada e sempre delicadíssima a sua caridade para com os pobres.  Sua cidade natal dedicou-lhe uma lápide comemorativa na casa em que o viu nascer. Em 1912 erigiu-lhe, numa praça que ainda conserva o seu nome, um monumento magnifico, obra de Querol. Em Abril de 1926 foram solenemente trasladados os seus restos mortais, desde o cemitério até ao rico mausoléu de mármores e bronzes, construído no Templo de Reparação de Tortosa, Foi beatificado em 1987. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATAS MARIA TERESA DO MENINO JESUS,

MARIA DO PILAR e MARIA DOS ANJOS

Mártires (1936)

Irmã Teresa do Menino JesusEusébia Garcia, segundo o nome de baptismo, nasceu a 5 de Março de 1909, em Mochales, Guadalajara, Espanha. Era a segunda de oito irmãos, um dos quais sacerdote chamado Julião. Seu tio, cónego Florentino, Professor do Seminário e depois Secretário do Bispo de Siguenza, tomou conta da pequenita e, juntamente com uma sua irmã, tia de Eusébia, educou-a piedosamente. Desde pequena sentiu tal atracão pela virtude da pureza, que aos nove anos fez voto de castidade, que daí por diante foi renovando anualmente até professar no Carmelo. Quando estudava no Colégio, leu um livro que profundamente a impressionou e que marcou o rumo da sua vida. A História de uma Alma, Autobiografia de Santa Teresinha do Menino Jesus. No desejo de lhe imitar o exemplo, entrou no Carmelo de Guadalajara, aos 16 anos de idade, no dia 4 de Novembro de 1925. Jovem de grandes qualidades, mas também com certa altivez, combateu corajosamente as más inclinações. Nos seus Apontamentos Espirituais escreveu: “Não me desanimam os meus defeitos. pelo contrário, tenho mais ocasiões de merecer e lutar contra eles. Não gosto das vidas dos santos que só falam das suas virtudes, ocultando-lhes os defeitos e as lutas”. Compreendendo que uma religiosa tem se de se mortificar, escreveu também: “Se sou vítima, porque me queixo quando me cravam a faca? Às vítimas destinadas ao holocausto cravavam-lhes a faca e depois queimavam-nas, para que fossem consumidas. Assim devo eu deixar que me cravem a faca, me despedacem e consumam”. Assim deslizou a sua vida até que o martírio a veio colher para o céu aos 27 anos.

Irmã Maria do Pilar  -  Jacoba Martinez Garcia, nasceu em Terazona, a 30 de Dezembro de 1877. No convento deram-lhe o nome de Maria do Pilar. Eram 11 irmãos, dos quais oito morreram  crianças. Dos três restantes, um fez-se sacerdote e as duas meninas entraram no convento das Carmelitas de Guadalajara. Vivia com sua irmã Severiana na casa do tio sacerdote. Quando esta última professou, sentiu forte apelo da graça para a imitar. Aos 21 anos de idade, no dia 12 de Outubro de 1898, festa de Nossa Senhora do Pilar, cujo nome tomou, entrou no Carmelo. No dia 15 de Outubro, festa de Santa Teresa, do ano seguinte, 1899, fez a sua profissão na Missa, cantada e pregada por seu irmão. A mãe, presente à cerimónia, exclamava ao sair da igreja: “O Senhor fez-me feliz demais! O meu único filho é um santo e deu-me a comunhão… e as minhas duas queridas filhas estão aqui no convento, a comungar também de suas mãos”. Durante 38 anos vi eu com toda a piedade e exatidão a regra do Carmelo. Ao estalar a revolução, exclama: “Se nos levarem ao martírio, iremos a cantar como as nossas irmãs mártires de Compiegne. Cantaremos: Coração Santo, Tu reinarás”. A 22 de Julho de 1936, dizia à Superiora: “Já pedi a Nosso Senhor que, se quiser alguma vítima, me leve a mim e poupe as outras Irmãs”. E assim  aconteceu.

Irmã Maria dos Anjos  - Como as anteriores, também Marciana – tal era o seu nome de batismo – , pertencia a uma família numerosa. Era a mais nova de 10 irmãos. Tendo falecido seis, ficaram quatro meninas, das quais dizia seu piedoso pai: “Quatro filhas tenho, e a minha maior alegria neste mundo seria vê-las consagradas a Deus”. E assim  aconteceu. Contava Marciana três anos quando perdeu a mãe. O pai, numa carta para uma filha, Religiosa carmelita, escrevia: “Algumas vezes a pequenita faz-me chorar. Acorda de noite e desde a sua caminha, diz-me: “Papá, estamos tão sozinhos”. Aos 24 anos de idade, 14 de Julho de 1929, despede-se do seu idoso pai e entra no Carmelo de Guadalajara, onde toma o nome de Maria dos Anjos. A sua ânsia, que o Senhor satisfez plenamente, era o martírio, como escreve nos seus Apontamentos Espirituais: “Meu Deus, recebei a minha vida entre as dores do martírio e em testemunho do meu amor para convosco”.

O Martírio  -  As três Irmãs, Maria do Pilar, Maria dos Anjos e Teresa do Menino Jesus, tiveram de deixar, como todas as outras Religiosas, o convento no dia 24 de Julho de 1936. Apesar de terem tirado o hábito, são reconhecidas por um bando de milicianos e milicianas comunistas, uma das quais grita para os camaradas: – São freiras! Dispara!  Ouvem-se tiros e silvos de balas. Como pombas perseguidas, batem as inocentes Irmãs à porta de duas famílias amigas. Como ninguém lhes abre, voltam à rua. Um tiro direto ao coração prostra no chão a Irmã Maria dos Anjos, que falece pouco depois. A Irmã Maria do Pilar teve martírio mais doloroso. As balas destroçaram-lhe a coluna vertebral, atravessaram-lhe o ventre e fracturaram-lhe um joelho e os ombros. Estendida no chão a esvair-se em sangue, um algoz ainda lhe atravessou a região lombar com um punhal, Entre horríveis tormentos, dores e sede abrasadora, exclamava, como Cristo no alto da cruz: “Tenho sede… Meu Deus, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem!” , Beijando o crucifixo que lhe aproximou dos lábios uma Irmã da Caridade do Hospital, para onde a Irmã Pilar foi trasladada , entregou placidamente a alma a Deus. A Irmã Teresa do Menino Jesus, ao fugir, viu-se cercada por um bando de milicianos. Aparece de repente  outro camarada que lhes ralha fortemente, mandando-lhes soltar aquela alma inocente. Os colegas deixam-na e ele exclama em tom amigo e paternal: “São uns bandidos. estou aqui para te proteger. vem comigo, levo-te a um refúgio seguro. Não temas. Tem confiança em mim”. A boa Irmã deixou-se levar, acreditando nestas palavras. Depois de atravessarem, algumas ruas, chegam ao descampado, perto do cemitério. Então o lobo tira a pele de cordeiro e descobre toda a sua maldade. Promete a liberdade e um futuro belo e feliz se a Irmã ceder aos seus vergonhosos desejos. Ela repele-o energicamente e procura escapar-se. cercam-na outros milicianos. Pretendem que dê vivas, que repugnam à sua pureza e a sua fé. Como resposta, ouvem este grito: Viva Cristo Rei! Cai mortalmente ferida com o rosto por terra, trespassada pelas balas. desfeita em sangue, sozinha como Cristo  no Jardim das Oliveiras, agonizou em grande paz, com a fé e a virgindade intactas. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Gladys, Santa

Rainha de Gales

Gladys, Santa

Gladys, Santa

Etimologicamente significa “lírio, gladíolo”. Vem da língua galesa. Gladys nasceu en Gales no século V. Era a mais velha dos 24 filhos de Brychan de Brecknock, esposa de santo Gundleus, e mãe dos santos Cadoc e, possivelmente de Keyna.  Gladys levou uma vida muito interessante. Se diz que depois de sua conversão pelo exemplo e a exortação de seu filho, ela e Gundleus viveram uma vida austera. Adquiriram o costume de tomar banhos de noite em Usk, seguidos de um bom passeio. Seu filho os convenceu para que pusessem fim a essa prática e que se separassem. Gladys foi a Pencanau em Bassaleg. Os detalhes desta história provêm do século XII. Inclui milagres que tiveram lugar em tempos de santo Eduardo o Confessor e Guilherme I. Também se conta que os primeiros anos de seu matrimónio não foram muito exemplares. Teve que ser seu filho que os convenceu para que se corrigissem de seus defeitos. A rogos de seu filho, se foi levar uma vida de eremita no lugar chamado hoje Stow, onde há uma igreja levantada a santo Wooloo. Resultou daí que a exemplo dela, seu marido fez também outro tanto, tendo ido os dois para eremitas. A festa de Gladys e de seu marido é hoje, dia 29 de Março. ¡Felicidades a quem leve este nome! Comentários al P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

Gundleus (Gundleius ou Gwynnllyw), Santo

Rei de Gales

Gundleus (Gundleius o Gwynnllyw), Santo

Gundleus (Gundleius ou Gwynnllyw), Santo

Chefe e homem comum.

Propôs matrimónio a santa Gladys, a filha de Brychan de Brecknock. Quando Brychan se negou, ele a sequestrou, e se conta que os primeiros anos de seu matrimónio não foram muito exemplares que o digamos.  Pai de Santo Cadoc que foi quem os convenceu (a Gundleus e a Gladys) que deixassem sua forma de vida, e seguissem um  Já muito idoso passou a ser um ermitão em Gales. Uma catedral anglicana é dedicada a ele em Newport, Gwent, Gales. A festa de Gundleus e de sua mulher (Gladys) é hoje. ¡Felicidades a quem leve este nome!

Marcos de Aretusa, Santo

Bispo

Marcos de Aretusa, Santo

Marcos de Aretusa, Santo

A Igreja oriental comemora neste dia a São Marcos, bispo de Aretusa no Monte Líbano, Baronio. A confissão de fé de São Marcos é em si mesma intocável, mas entre os anátemas que a seguem há uma passagem ambígua que pode facilmente entender-se em sentido herético. De todas as maneiras, os elogios que lhe tributam São Gregório Nazianceno, Teodoro e Sozomeno ao relatar seus sofrimentos, nos fazem concluir que ainda quando se manchou em algum tempo com o semi-arianismo, aderiu logo à estrita ortodoxia e expiou completamente qualquer anterior vacilação. Durante o reinado do imperador Constantino, Marco (ou Marcos) de Aretusa demoliu um templo pagão e construiu uma igreja, convertendo a muitos à fé cristã. Ao fazer isto, granjeou o ressentimento da população pagã, que, sem embargo, não pôde vingar-se enquanto o imperador fosse cristão. Sua oportunidade chegou quando Juliano o Apóstata ocupou o trono e proclamou que todos aqueles que tivessem destruído templos pagãos deveriam reconstrui-los ou pagar uma forte multa. Marco, que não podia nem queria obedecer, fugiu da fúria de seus inimigos, mas inteirando-se de que alguns de seus fieis haviam sido apreendidos, regressou e se entregou. O ancião foi arrastado pelos cabelos ao longo das ruas, desnudado, açoitado, arrojado numa sentina da cidade e depois entregue ao arbítrio de jovens escolares para que o punçassem e desenvolvam com agudos estiletes. Ataram suas pernas com correias tão apertadas, que lhe cortaram a carne até ao osso, e arrancaram-lhe as orelhas com pequenos cordéis. Finalmente, untaram-no de mel e encerrando-o numa espécie de jaula, suspenderam-no ao alto ao meio dia, sob os ardentes raios de sol de verão, para que fosse presa de vespas e moscas. Conservou tanta calma no meio de seus sofrimentos que mofou de seus verdugos por o ter elevado elevado mais próximo do céu, enquanto eles se arrastavam sobre a terra. Ao longe, a fúria do povo se tornou em admiração e o deixaram em liberdade, enquanto o governador acudia a Juliano para recolher o perdão. Eventualmente, o imperador o concedeu, dizendo que não era seu desejo dar mártires aos cristãos. Ainda o retórico pagão, Libânio, parece ter dado conta de que a crueldade que provocou tal heroísmo somente fortaleceu a causa cristã, e implorou aos perseguidores que desistissem na sua perseguição. Nos conta o historiador Sócrates que a população de Aretusa ficou tão impressionada com a fortaleza do bispo, que muitos pediram ser instruídos numa religião capaz de inspirar tal firmeza, e que muitos deles abraçaram o cristianismo. Assim Marco foi deixado em paz até ao fim de sua vida e morreu durante o reinado de Joviano e de Valente. Ver a Acta Sanctorum, março, vol. III e Delehaye, Synax. Constant., pp. 565568

Bertoldo del Monte Carmelo, Beato

Fundador

Betoldo del Monte Carmelo, Beato

Bertoldo del Monte Carmelo, Beato

São Bertoldo nasceu em França e estudou teologia em París, onde foi elevado ao sacerdócio. Com seu parente Aimerico, que depois chegou a ser patriarca latino de Antioquia, acompanhou os cruzados até ao oriente e, encontrava-se em Antioquia no tempo em que esta foi sitiada pelos sarracenos. Se diz que teve uma revelação divina, pela que se lhe deu a conhecer que o sitio da povoação era um castigo pelos pecados e especialmente pela vida licenciosa dos soldados cristãos. Bertoldo se ofereceu em sacrifício e fez voto de que se os cristãos eram salvos desse grande perigo, dedicaria o resto de sua vida ao serviço da Santíssima Virgem. Numa visão lhe apareceu Nosso Senhor acompanhado de Nossa Senhora e São Pedro, levando em suas mãos uma grande cruz luminosa; o Salvador se dirigiu a Bertoldo e lhe falou da ingratidão dos cristãos, em pago por todas as bênçãos que haviam chovido sobre eles. Devido às insistências e advertências do santo, os cidadãos e os soldados foram movidos à penitência. Ainda que estivessem fracos pelos jejuns e privações, saíram completamente vitoriosos quando teve lugar o seguinte assalto e a cidade e o exército foram libertados. Tudo isto sem embargo, ao que parece, é uma lenda. O certo é que pelos esforços de um Bertoldo, parente do patriarca Aimerico, se formou uma congregação de sacerdotes no Monte Carmelo.  Se diz que Bertoldo levou a sua comunidade muitos dos dispersos ermitãos latinos que haviam habitado anteriormente na comarca. Mais ainda, graças a seu desprendimento e santidade, foi um exemplo para a Ordem dos Carmelitas, de que é chamado muitas vezes fundador.
Parece haver sido provavelmente seu primeiro superior, e haver sido alentado por Aimerico. A vida de Bertoldo transcorreu, em grande parte, na obscuridade e não há muito que relatar acerca dele, excepto o haver empreendido a construção e reconstrução de edifícios monásticos e ele os ter dedicado em honra do profeta Elías. Assim o informou depois Pedro Emiliano o rei Eduardo I de Inglaterra, numa carta datada em 1282. São Bertoldo governou a comunidade por quarenta e cinco anos e parece haver permanecido ali até ao tempo de sua morte, que ocorreu em redor do ano 1195. O padre Papebroch o bolandista, escrevendo na Acta Sanctorum, março, vol. III, sustentava que São Bertoldo foi o primeiro superior da ordem carmelitana e que os ermitãos que ele reuniu a seu redor não tinham mais comunicação com Elias, que o facto de haver vivido perto do Monte Carmelo e haver venerado sua memória. Esta afirmação levou a uma deplorável e acre controvérsia que durou mais de dois séculos, mas todos os estudiosos estão de acordo em que a opinião do bolandista estava plenamente justificada. Falta evidência histórica que possa estabelecer qualquer classe de continuidade entre o grupo de ermitãos carmelitas de São Bertoldo e os "Filhos dos Profetas".

• Guilherme Tempier, Santo
bispo,

Guillermo Tempier, Santo

Guillermo Tempier, Santo

Martirológio Romano: Em Poitiers, em Aquitânia, em França, são Guillermo Tempier, bispo, que, prudente e firme, defendeu contra os nobres a Igreja a ele encomendada, oferecendo em sua pessoa um integérrimo exemplo de vida. (1197)  Não temos muitas noticias acerca de são Guillermo Tempier, mas sua memória esteve desde a origem ligada a 29 de março e assim a reporta o Martirológio Romano. Se desconhece quando e onde nasceu, se crê que em Poitiers (França), porque era Canónico Regular em Santo Hilário de Poitiers, foi eleito bispo dessa cidade em 1184, como o prova um documento desse ano. É recordado por sua valentia na defesa dos direitos e bens de sua diocese; isto também se sustenta num documento de 1185, que o assinala como defensor contra os perseguidores da Diocese, e dotado de viril paciência. Em 1191 aparece como «Guillermo o forte», nesse ano obrigou a um de seus vassalos a prestar-lhe a devida homenagem; não há que olvidar que era a Idade Média, e os costumes generais da época obrigavam a assumir atitudes, para nós hoje incompreensíveis. Depois de treze anos de intenso episcopado, morreu em 29 de março de 1197, e foi enterrado na igreja de São Cipriano. Guillermo Tempier, o bispo que em vida foi fortemente confrontado pelos notáveis da diocese, de morto foi honrado como santo; sinal de que, além da energia expressa na condução administrativa e política da diocese, no campo pastoral foi um grande bispo, atento à vida espiritual de seus fieis, para quem era um exemplo íntegro. O povo de Poitiers se dirigia a seu túmulo para ser curados de hemorragias. responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

• Ludolfo de Ratzeburg, Santo
bispo,

Ludolfo de Ratzeburg, Santo

Ludolfo de Ratzeburg, Santo

Martirológio Romano: Em Wismar, na região de Holstein, ma Alemanha, são Ludolfo, bispo de Ratzeburg y mártir, que por defender a liberdade da Igreja foi aferrolhado, por mandato do duque Alberto, num reduzido cárcere, onde ficou tão esgotado corporalmente que, ao ser libertado de prisão, partiu para o Senhor. (1250) Nada se sabe dos primeiros anos de vida de Ludolfo. Se incorporou na Ordem Premostratense na Catedral Norbertina de Ratzeburg, onde foi tesoureiro antes de ser eleito bispo de Ratzeburg em 1236. Foi reconhecido por sua vida religiosa exemplar e poderosa pregação da Palavra de Deus. Também fundou uma comunidade de irmãs premostratenses em Rehna. Mas Ludolfo é talvez mais recordado por sua valente defesa dos direitos e propriedades da igreja ante os codiciosos ataques de Alberto duque de Saxónia. Um dos planos do duque era demolir a catedral, situada perto de seu castelo, e transformar o lugar num jardim. Ludolfo se opôs ao plano. Enquanto realizava uma viagem oficial, acompanhado tão só por um pequeno corpo de segurança, foi capturado por homens do duque Alberto, encadeado, cuspido e tratado com absoluta brusquidão. Nessa noite, estando atado de pés e mãos, sem piedade alguma o deixaram fora em pleno bosque, sendo vítima dos enxames de mosquitos. Logo foi encarcerado e finalmente posto em liberdade. Ludolfo levava todos seus sofrimentos com paciente determinação. Ante o temor de voltar a Ratzeburg onde o duque Alberto tinha agora um controle totalitário, Ludolfo se refugiou com o príncipe Juan de Mecklenburg em Wismar. Foi durante este exílio que Ludolfo, agoniado pelas enfermidades sofridas na prisão e por sua avançada idade, caiu gravemente enfermo. Ele celebrou sua última Missa em Quinta-feira Santa. Suas últimas palavras foram: "Oh Deus grande e bom, permite a este teu servo inútil, pertencer junto a ti por toda a eternidade". Morreu em 29 de março 1250. Seu corpo foi devolvido a Ratzeburg para o enterro. Quando a procissão passou por Schlagsdorf, se diz que os sinos da cidade começaram a tocar completamente sós. Já em território do Duque, o corpo de Ludolfo foi levado em ombros, desde a ponte até à Catedral, pelos nobres de Ratzeburg, Seus irmãos da ordem levaram o corpo ao interior do templo, onde se encontrava seu lugar de descanso final. Ludolfo é honrado como bispo e um mártir dos direitos e a liberdade da Igreja. è representado com as insígnias de um bispo, portando as cadeias que o atavam na prisão e a palma do martírio. Foi canonizado no século XIV. responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

• Outros Santos e Beatos
Completando santoral de este dia,

Otros Santos y Beatos

Outros Santos y Beatos


Santos Armogastes, Arquinimo e Saturno, mártires

Comemoração dos santos Armogastes, Arquinimo e Saturno, mártires, que em África, durante a perseguição vandálica desencadeada sendo rei o ariano Genserico, sofreram graves suplícios e infâmias por confessar à verdadeira fé. (462)

Beato Juan Hambley, presbítero e mártir

Em Salisbury, em Inglaterra, comemoração de beato Juan Hambley, presbítero e mártir, que em tempo da rainha Isabel I, por ser sacerdote, num dia não precisado deste mês, perto da Páscoa do Senhor, no suplicio do patíbulo se conformou à paixão de Cristo. (1587)

94283 > Beata Agnese di Chatillon Monaca 
47620 > Santi Armogasto, Archinimo e Saturnino Martiri  MR
91939 > Beato Bertoldo Priore generale dei Carmelitani  MR
93906 > Beato Emanuele de Alburquerque Cavaliere mercedario 
47610 > Sant' Eustachio di Napoli Vescovo  MR
47640 > Beato Giovanni Hambley Sacerdote e martire  MR
47625 > Santa Gladys (Gwladys) Regina 
91532 > San Guglielmo Tempier Vescovo di Poitiers  MR
92488 > San Gwynllyw (Gundleius) Re del Galles 
47630 > San Ludolfo di Ratzeburg Vescovo  MR
92999 > San Marco di Aretusa Vescovo  MR
94736 > Santi Pastore, Vittorino e compagni Martiri di Nicomedia 
91051 > Santi Simplicio e Costantino Abati di Montecassino 

Compilação efectuada através dos sites

www.es.catholic. -  www.santiebeati.it  e www.jesuitas.pt (livro SANTOS DE CADA DIA), por

António Fonseca

Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

Nº 5 801 - SÉRIE DE 2024 - Nº (277) - SANTOS DE CADA DIA - 2 DE OUTUBRO DE 2024

   Caros Amigos 17º ano com início na edição  Nº 5 469  OBSERVAÇÃO: Hoje inicia-se nova numeração anual Este é, portanto, o 277º  Número da ...