sábado, 30 de abril de 2011

Nº 905 - (118) - 30 de Abril de 2011 - Santos de cada dia - 3º ano

10 Santos e Beatos

Nº 905

SÃO PIO V

Papa (1504-1572)

Pío V, Santo

Pío V, Santo

Tinham-se reunido nos princípios do ano de 1566, cinquenta e dois cardeais para eleger o sucessor de Pio IV. S. Carlos Borromeo, Cardeal de Milão era quem mais podia influir no conclave. O Cardeal Pacheco, como escreve a Filipe II, pediu-lhe que trabalhasse quanto pudesse “para fazer um Papa muito para serviço de Deus e útil à Igreja, porque nisto me parece que mereceria mais do que em jejuar e em açoitar-se toda a vida”. Carlos Borromeo trabalhou efectivamente porque fosse escolhido o Papa que então requeriam as necessidades da Igreja, e foi eleito o Cardeal Miguel Ghislieiri, que tomou o nome de Pio V, filho dum humilde lavrador de Bosco, aldeola do território de Milão. Guardou ovelhas na infância. sendo ainda muito novo, entrou na Ordem de S. Domingos. Em 1556 subia a bispo de Sútri; e em 1557 a cardeal. Foi cardeal austero, parco em palavras, e mais amante da sua túnica dominicana que dos reflexos da púrpura. Vivia modestamente; um frade da sua Ordem fazia-lhe companhia, e ele mesmo varria a habitação e construía com ramos de palmeira as vassouras que usava. Como eram conhecidos o seu rigor e austeridade, alguns sentiram a sua eleição. “Não me importa que não se alegrem no principio do meu pontificado; o que desejo é que sintam pena quando eu morrer”. E assim foi. Por poucos Pontífices terão chorado tanto Roma e a cristandade inteira, como pela morte de Pio V . Toda a sua vida foi constante subir pelos degraus do altar. Claro que manteve como Papa a simplicidade da sua vida; reduziu ao mais indispensável os gastos da sua pessoa; os seus parentes deixou-os no estado em que se encontravam e dedicou-se de corpo e alma, desde o principio, a velar pela pureza da fé e pela promoção da reforma cristã. A sua primeira solicitude foi a aplicação dos decretos do Concilio Tridentino. Segundo eles, já em em 1566 apareceu o Catecismo Romano e continuou a trabalhar-se, sob o seu impulso, na edição do Breviário Romano, que se publicou em 1570.

Pío V, Santo

Pío V, Santo

O alvo principal da sua atividade esteve na defesa da fé. Por isso favoreceu constantemente o trabalho da Inquisição, excomungou em 1570, Isabel de Inglaterra e apoiou o apostolado de S. Pedro Canísio na Alemanha. Em 1568 publicou a Bula In Coena Domini, resumo das Censuras reservadas ao Papa e, apesar dos vivíssimos protestos que houve contra ela em Veneza e na Espanha, pois os príncipes civis julgavam estar lesados os seus direitos, Pio V manteve energicamente os da Santa Sé. A luta contra o Islão é glória também de Pio V. Os Turcos tinham avançado muito e constituíam verdadeira ameaça contra a Hungria e as possessões venezianas do Oriente. No ano de 1570 rendeu-se Chipre, última praça forte dos cristãos. Pio V promoveu a cruzada e, ao cabo de esforços dolorosos, conseguiu unir as frotas de Espanha, Veneza e dos Estados Pontifícios, sob o comando de D. João de Áustria. A célebre e retumbante vitória de Lepanto, de 7 de Outubro de 1571, deveu-se tanto às armas, como às orações do Santo Pontífice e à invocação por ele ordenada de Nossa Senhora do Rosário. É notável como Pio V, de origem modesta, de pouca ou nenhuma preparação política, pôde desempenhar um pontificado tão glorioso. O segredo da sua atividade e êxitos foi certamente a santidade que tinha, a pureza de intenção e as constantes preces. A 21 de Abril de 1572, dez dias antes da morte, quis visitar as Sete Basílicas de Roma, com a esperança de ver depressa os Santos Mártires no céu. A partir da Basílica de S. Paulo fez a pé o longo e penoso trajeto até à de S. Sebastião, na Via Ápia. Quando chegou esgotado a S. João de Latrão, pediram-lhe os seus que subisse para a liteira ou deixasse o que faltava da peregrinação para o dia seguinte. Respondeu em Latim que, quem tinha feito tudo, terminaria o que faltava; qui fecit totum, ipse perficiet opus. E continuou caminhando. Já tarde, entrou no Vaticano, onde repousou e mandou que lhe lessem os Sete Salmos Penitenciais e a Paixão do Senhor, não tendo ele nem sequer força para tirar o Solidéu, quando era lido o nome de Jesus. Quis celebrar a Santa Missa a 28 de Abril, mas não pôde. recebeu os últimos Sacramentos e morreu na véspera do primeiro de Maio, com estas palavras, que eram invocação do Breviário:

Quaesumus, Autor omnium, In hoc Paschali gaudio, Ab omni mortis impetu Tuum defende populum. (Pedimos-Te, Senhor de todos, que nesta alegria pascal, salves o teu povo de todo o perigo mortal)

Sisto V colocou-lhe o corpo numa magnifica urna, na capela do Santíssimo Sacramento, da basílica de Santa Maria Maior. www.jesuitas.pt . Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

A seguir, transcrevo texto publicado no livro “O Papado – 2000 anos de História”, de Mendonça Ferreira – Círculo de Leitores, sobre este Papa:

Nasceu em Bosco, Piemonte (Itália), em 1504. Chamava-se Miguel Ghislieiri e era conhecido por cardeal Alexandrino e filho dum modesto lavrador. Guardou ovelhas na infância e, muito novo, entrou na Ordem de S. Domingos. Foi mestre de Filosofia e de Teologia, bispo de Sutri, nomeado por Paulo IV, inquisidor-mor em Milão e depois inquisidor-mor de toda a Cristandade. Morreu em 30 de Abril de 1572, foi beatificado por Clemente X, em 1672, e canonizado em 1712, por Clemente XI. Tem a sua festa em 30 de Abril. Cinquenta e dois cardeais reuniram-se no princípio de Janeiro de 1566 para eleger o papa. São Carlos Borromeu, cardeal de Milão, e o cardeal Pacheco tiveram grande influência na escolha, chegando este a escrever a Filipe II pedindo-lhe que trabalhasse quanto pudesse «para fazer um papa muito para serviço de Deus e útil à Igreja, porque nisto me parece que mereceria mais do que em jejuar e açoitar-se toda a vida». O cardeal Miguel Ghislieri foi eleito em 7 de Janeiro de 1566 e tomou o nome de Pio V, mas não foi fácil convencê-lo a aceitar, porque era um homem modesto, vivia com um frade da sua ordem que lhe fazia companhia e ele próprio varria a habitação e preparava a vassoura que usava, com ramos de palmeira. Como era conhecido o seu rigor e austeridade, alguns sentiram a sua eleição e ele disse: «Não me importa que se não alegrem no princípio do meu pontificado; o que eu desejo é que sintam pena quando eu morrer». Logo que foi eleito mostrou que a escolha tinha sido acertada, pois mandou distribuir pelos pobres tudo o que tencionava gastar na coroação. Conservando o hábito branco de dominicano, foi sempre mais pastor do que senhor temporal e os descontentes, por vê-lo frugal e mais dado à oração do que às vaidades, tiveram de se calar e submeter. Os que viviam à custa da Cúria foram mandados embora e a própria Cúria adoptou um regime sóbrio e austero. Roma mas  também sofreu mudanças. Acabaram as liberdades das cortesãs, puniram-se com medidas rigorosas a profanação de domingo, a blasfémia, o adultério e toda a imoralidade pública, proibindo-se as manifestações pagãs,  como eram as corridas de touros e, pouco a pouco, Roma voltou a merecer o nome de Cidade Santa. Instituiu a Confraria da Doutrina Cristã que, por bula dirigida a todos os bispos, obrigava a ensinar o catecismo às crianças todos os domingos e em todas as dioceses. Para a concretização da reforma no campo da instrução religiosa, aparece o Catecismo Romano, inestimável auxílio dos párocos para uma catequese mais esclarecida e eficaz. Dois anos depois, publica-se o Breviário Romano, para uso do clero e ordens conventuais, mas a grande reforma foi a publicação do Missal Romano, em 1570, que vigorou até à reforma operada pelo Concílio Vaticano II. Neste pontificado iniciou-se o trabalho para uma edição correta e definitiva da Vulgata, elaborada por São Jerónimo nos fins do século IV e adoptada como versão oficial. Pio V iniciou grandes obras públicas para melhorar as condições de vida da população de Roma, entre as quais a abertura de estradas e reparação de aquedutos de Trevi. Este papa teve de enfrentar problemas internacionais. Na Inglaterra, a rainha Isabel I, excomungada em 1570 por ter mandado matar a rainha Maria Stuart, da Escócia, lança o país num protestantismo claramente anti episcopal. Na Alemanha, que pela Dieta de Augsburgo, de 1566, tinha aceitado oficialmente os decretos tridentinos nos estados católicos, sobretudo na região da Baviera, o imperador Maximiliano II, não vendo aceites as suas exigências de comunhão sob as duas espécies e abolição do celibato para o clero, não aceita os decretos da reforma. Na França, ainda agitada pela guerra dos huguenotes (calvinistas), embora aceitando –se as decisões doutrinárias do concílio, promulgar-se-iam decretos gradualmente, por meio de sínodos provinciais. Um facto positivo se deu, a vitória da armada cristã, com as frotas de Espanha, Veneza e dos Estados Pontifícios, sob o comando de D. João de Áustria, na vitória contra os Turcos na batalha de Lepanto, em 7 de Outubro de 1571. Um dos participantes nesta batalha foi Miguel de Cervantes o imortal autor de D. Quixote. Pio V faleceu em Roma, com estas palavras que eram invocação do Breviário: QUAESUMUS, AUCTOR OMNIUM. IN HOC PASCHALI GAUDIO. AB OMNI MORTIS IMPETU TUUM DEFENDE POPULUM – «pedimos-Te, Senhor de todos, que nesta alegria pascal salves o teu povo de todo o perigo mortal»). Sisto V colocou-lhe o corpo numa magnifica urna, na Capela do Santíssimo Sacramento, da basílica de Santa Maria Maior. Pio V publicou duas bulas que foram muito discutidas: uma proibindo as corridas de touros e a outra mandando Daniel Volterra cobrir os corpos nus que, anos antes, Miguel Ângelo havia pintado na Capela Sistina. No que respeita a Portugal, aprovou a Ordem dos Irmãos de São João de Deus e ofereceu ao rei D. Sebastião, em 1567, uma espada e um capacete por ele benzidos na noite de Natal.

SÃO JOSÉ BENTO COTTOLENGO

Confessor (1786-1842)

José Benito Cottolengo, Santo

José Benito Cottolengo, Santo

Nasceu José Cottolengo na vila de Bra, no Piemonte, Itália, a 3 de Maio de 1786. Teve a sorte de encontrar uma mãe inteligente e profundamente cristã. Desde os cinco anos, notava nele a mãe um amor especial pelos pobres. Um dia encontrou-o a medir com uma vara os quartos de casa: “Que fazes aí? Para que tomas tantas medidas?” - “Olhe, mamã: queria saber quantas camas se poderiam colocar nesta casa, pois, quando eu for maior, quero enchê-la de pobres e doentes”. Todos os seus biógrafos estão concordes em que José não tinha grande facilidade para o estudo. A escola para ele era um martírio. dela voltava e lançava-se a chorar nos braços da mãe, dizendo: “Não entendo nada”. Propôs-lhe ela que se consagrasse a S. Tomás de Aquino. Este foi o seu guia e a sua luz no estudo. Aos 17 anos vestiu a batina dos clérigos, embora continuasse a viver em casa. Em 1805 entrou no seminário de Turim e aos 15 anos ordenou-se de sacerdote, em 1811. O irmão mais novo, Inácio, ajudava-lhe todos os dias à Missa e dizia à mãe, ao voltar a casa: “Mas, porque chora José no altar? - “Deixa-o chorar. José bem sabe o que faz. É tão agradável chorar no altar”. Desde que o admitiram como membro do Corpus Domini de Turim, piedosa associação de sacerdotes, ficou sendo, por direito próprio, cónego da Metropolitana da Santíssima Trindade. O “cónego bom” muito depressa começou a ser director de almas, pai dos pobres e solicito enfermeiro. Em 1817 estava na igreja de Corpus Domini, quando viu uma pobre mulher, que não tinha podido encontrar acolhimento nos hospitais da cidade. Deus inspirou então ao cónego que fundasse o Pio Instituto da Divina Providência. Começou por arrendar algumas moradas na Volta Rossa, que se foram desenvolvendo até se converterem em verdadeiro hospital. Para cuidar dos enfermos, fundou as Damas de Caridade. Chamou-lhes Vicentinas, mas o povo preferiu designá-las como Cottolenguinas. Por ocasião da cólera-morbo de 1831, as autoridades de Turim obrigaram a fechar o hospital de Volta Rossa. “Tudo está acabado”, diziam amigos e inimigos. Ele respondia: “Agora vamos transplantar as couves”. E a 27 de Abril de 1832 abria-se a Píccola Casa (pequena Casa) da Providência de Valdocco, nos arrabaldes de Turim. “Chama-se Pequena Casa, escrevia o santo fundador, porque em comparação com o mundo inteiro, que é igualmente casa da Divina Providência, é com toda a certeza, pequena”. O lema de Cottolengo era “caridade e confiança”. Fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. A Deus custa o mesmo dar de comer a dois pobres e doentes, ou a dois mil. Quem reza com confiança tem à sua disposição todos os recursos de Deus. Inspirado nestes princípios, Dom Cottolengo dava sempre, sem olhar ao dinheiro que despendia. “Se Nosso Senhor disse que não saiba a mão esquerda o que dá a direita, porque o há-de saber a vista?”. Não pensava senão nos pobres. Convidado por uma família rica, ofereceram-lhe um cálice de vinho fino. Bebeu um pouco e depois, olhando para o vinho que ficava no fundo, disse: “Um cálice deste vinho velho tornaria felizes os meus doentes do hospital”. No dia seguinte, chegaram dois barris com esta direcção: “Ao Rev. Cónego Cottolengo, para os seus doentes”.

José Benito Cottolengo, Santo

José Benito Cottolengo, Santo

Noutra visita encontrou a senhora da casa a tecer umas camisolas de lã para os netos. Louvou o trabalho e disse: “Como ficariam quentinhos, com uma camisola como esta, os pobres meninos do meu bairro!” Uma semana depois, recebia cem camisolas de lã. A confiança em deus era a fonte da sua generosidade e amor aos pobres. Um dia, a Superiora das Irmãs da Caridade mostrou-se aflita porque, pata todos os asilados, não tinha mais que uma moeda de ouro de vinte liras. “Onde está a moeda?”, perguntou o Santo. Pegou nela, embrulhada num papelito, foi à janela e com toda a força atirou-a para o jardim. “Agora, Irmã, confie. Deus proverá”. Outro dia, a Irmã Dominica foi-lhe dizer que não havia pão para o almoço. “Na devida hora que vão almoçar, a Providência não se esquecerá de que têm de almoçar”. E foi para a igreja rezar. Ao padeiro da “Píccola casa” chegou o Santo a dever 18 000 liras (de então). O homem necessitava de as receber e Dom Cottolengo não tinha nem um cêntimo: “Tenha um poucochinho de paciência”. - “Já tive muita”, e o padeiro foi-se embora muito aborrecido. Mas logo que chegou á padaria, um senhor entregou-lhe quanto lhe devia Dom Cottolengo. O rei Carlos Alberto, de Turim, quis informar-se do que se passava na Píccola casa e mandou lá o Conde de Escarena. – “O senhor é director da Píccola Casa?” – “Eu não. Sou apenas agente da Divina Providência, que é quem dirige a casa”. – “Com que recursos conta?” – “Com os que me dá a Divina Providência”. – “Para sustentar mais de 600 bocas, terá algumas rendas fixas?”“Crê Vossa Excelência que à Divina Providência lhe vão faltar fundos?” O rei quis tomar sob a sua protecção a Píccola Casa. Dom Cottolengo agradeceu-lhe a boa intenção, mas recusou, “porque o Patrono é Deus”. Também quis visitar a Casa. O Santo agradeceu o anúncio da visita, mas acrescentou que agradeceria a Sua Majestade que a não visitasse, “pois semelhante manifestação da protecção humana não seria talvez do agrado da Divina Providência”. Noutra ocasião perguntou-lhe o Rei: “Meu querido cónego, espero que Deus lhe conceda uma vida prolongada. Mas, quando faltar, que disposições tomou sobre o sucessor? – “Tem Vossa Majestade desconfiança na Divina Providência? Porque não hei-de deixar que Deus escolha o sucessor?” E acenou ao Rei para a janela da sala, donde se via a rendição da guarda: “Uma palavra entre um soldado e outro, e a nova guarda substitui a anterior. Assim acontecerá, quando Deus dispuser a minha substituição. Falará ao ouvido de alguém e a nova sentinela virá ocupar o meu posto”. O Rei queria que houvesse contas na Píccola casa. O Cónego negava-se a isso: “Quanto tempo há que a Divina Providência governa o mundo? fez alguma vez mal a alguém ou negou-lhe o que lhe tocava"?” A Píccola casa levada dez anos de existência, quando adoeceu gravemente Dom Cottolengo, vítima do tifo. O natural era que desejasse morrer entre os seu pobres. Mas não foi assim. Fez que o levassem para Chieiri e não se tornou a ouvir-lhe nem uma palavra sobre a Píccola casa. Deixava-a nas mãos da Divina Providência. O resto não tinha importância… Morreu a 13 de Abril de 1842, aos 56 anos de idade. Foi beatificado por Bento XV, a 29 de Abril de 1917 e canonizado por Pio XI, a 19 de Maio de 1934. A Píccola casa, há muito tempo chamada Cottolengo – com várias comunidades de oração e milhares de pessoas a receberem ou prestarem cuidados – subsiste em Turim até aos nossos dias, com muita alegria e eficiência, sem quaisquer rendimentos fixos , dependente só da caridade, monumento vivo da Providência

SANTOS AMADOR e companheiros PEDRO e LUÍS

Mártires (855)

A cruel perseguição que suscitaram os mouros em Córdova nos meados do século IX tinha os cristãos em grande aflição e tristeza; todavia, não escasseavam muitos ilustres e zelosos fiéis, que se apresentavam todos os dias aos tribunais, com santa intrepidez e coragem verdadeiramente heroica, a confessar a divindade de Jesus Cristo. Do número destes heróis foram Amador, Pedro e Luís, dos quais nos diz Santo Eulógio, historiador dos seus gloriosos triunfos, que Amador foi “ilustre sacerdote, natural da antiga cidade de Tucci, colónia de romanos. Viera a Córdova com  o pai e irmãos com o nobre intento de se instruir nas ciências sagradas”. Acompanhavam Amador um célebre monge, chamado Pedro , e Luís, irmão de S. Paulo, diácono e parente de Santo Eulógio, ambos naturais de Córdova e filhos de pais cristãos. A conformidade da religião, sentimentos e costumes uniu os três cristãos pelos vínculos da mais estreita amizade, amizade santa, que os impulsionou a pactuarem de nunca se separarem e de comprarem o céu com o sangue, já que se lhes oferecia tão belo ensejo na perseguição terrível, suscitada contra a Igreja de Córdova. Apresentam-se perante o juiz agareno, pregando audaciosamente as verdades do Evangelho. Este magistrado sem gastar tempo em formalidades de processos, entregou-os aos seus carrascos, para que lhes fizessem pagar com a cabeça as pretendidas loucuras. Foram executadas as ordens do tirano no dia 30 de Abril de 885; mas, não satisfeito o bárbaro com o injusto castigo, mandou ainda lançar os três cadáveres ao rio Guadalquivir, para tirar aos cristãos as veleidades de futuras práticas de veneração. Assim se fez; mas, poucos dias depois, quis Deus manifestar na margem do mesmo rio os corpos de S. Pedro e de S. Luís, não aparecendo o de Santo Amador, por maiores diligências que para isso fizeram os cristãos. Do livro SANTOS DE CADA DIA,  de www.jesuitas.pt.

SÃO DONATO

Bispo (387)

S. Donato recebeu desde a infância uma educação modelada pelos preceitos do Evangelho. Graças às suas distintas qualidades, teve a fortuna de instruir e converter o Imperador Teodósio e sua filha, aos quais administrou o sacramento do baptismo. As famílias principais de Constantinopla foram também convertidas por este Santo. Foi elevado por unânime aclamação à dignidade de sucessor dos apóstolos, e por isso consagrado bispo de Evoreia, cidade do Epiro. A sua vida de bispo, do mesmo modo que a de sacerdote, foi sublime e bem acabado exemplo de todas as virtudes evangélicas. os pobres eram os prediletos de Donato. Por último, cheio de santidade e merecimentos, descansou no Senhor nos fins do século IV, em 387 segundo o Martirológio Romano. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt.

BEATA MARIA DA ENCARNAÇÃO

Religiosa (1599-1672)

María de la Encarnación Guyart, Beata

María de la Encarnação Guyart, Beata

Veio ao mundo em TOURS, a 28 de Outubro de 1599, João Paulo II, na homilia da beatificação, a 22 de Junho de 1980, retrata a Serva de Deus da seguinte forma: “Maria da Encarnação (Marie Guyart) foi chamada ‘Mãe da Igreja Católica no Canadá’. Aos 17 anos casa-se com Claude Martin; aos 18 anos é mãe; aos 20 anos é já viúva. Maria recusa um segundo casamento que lhe propõem os pais e, aos 32 anos, entra no mosteiro das Ursulinas de Tours. Deus levou-a a compreender a fealdade do pecado e a necessidade da redenção. Tendo profunda devoção ao Coração de Jesus e meditando assiduamente o mistério da Encarnação, ela leva à maturidade a sua vocação missionária: ‘O meu corpo estava no nosso mosteiro, escreverá ela na sua autobiografia, mas o meu espírito não podia estar encerrado. O Espírito de Jesus levava-me às Índias, ao Japão, à América, ao Oriente, ao Ocidente, às paragens do Canadá e dos Hurões, e a toda a terra habitável onde houvesse almas racionais que eu via pertencerem a Jesus Cristo”. Em 1639, está ela no Canadá. É a primeira irmã francesa missionária. O seu apostolado catequético em favor dos indígenas é infatigável: compõe um catecismo na língua dos Hurões, outro na dos Iroqueses e um terceiro na dos Algunquins. Alma profundamente contemplativa, comprometida todavia na acção apostólica, faz o voto de ’procurar a maior glória de Deus em tudo o que seja de maior santificação’ e, em Maio de 1653, oferece-se interiormente em holocausto a Deus pelo bem do Canadá. Mestra da vida espiritual, a ponto de Bossuet a definir como a ‘Teresa do Novo Mundo’, e promotora de obras evangelizadoras, Maria da Encarnação une em si, de maneira admirável, a contemplação e a acção. Nela a mulher cristã realizou-se plenamente e com raro equilíbrio, nos seus diversos estados de vida: esposa, mãe, viúva, directora de empresa, religiosa, mística, missionária, isto sempre na fidelidade a Cristo, sempre em união estreita com Deus”. Faleceu em Quebeque, a 30 de Abril de 1672. L’OSS. ROM. 29.6.1980. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

• Paulina von Mallinckrodt, Beata
Fundadora

Paulina von Mallinckrodt, Beata

Paulina von Mallinckrodt, Beata

Estrela Devido a problemas técnicos e outros não me foi possível traduzir por completo esta biografia. As minhas desculpas. AF.

Martirológio Romano: Em Paderborn, na Alemanha, beata Paulina von Mallinckrodt, virgem, fundadora das Irmãs da Caridade Cristã, para atender às crianças, pobres e cegos e auxiliar aos enfermos e pobres (1881). Etimologicamente: Paulina = Aquela de pequeno tamanho, é de origem latina. Paulina von Mallinckrodt nasce em 3 de Junho de 1817 em Minden, Westfalia. É a mais velha dos filhos de Detmar von Mallinckrodt, de religião protestante e alto funcionário de governo do estado de Prússia e de sua esposa, a baronesa Bernardine von Hartmann, de religião católica, originária de Paderborn. Desde pequena absorve com avidez a formação cristã que lhe dá sua mãe, com amor. Dela herda uma fé profunda, um grande amor a Deus e aos pobres e uma férrea adesão à Igreja católica e a seus para com os outros e o cumprimento da palavra empenhada. Parte de sua meninice e juventude passa Paulina em Aquisgrán, onde foi trasladado seu pai. Por precoce morte de sua mãe, Paulina, quando só conta 17 anos de idade, toma em suas mãos a direção de sua casa e a educação de seus irmãos mais novos Jorge e Herman e da pequena Berta. Cumprindo sua tarefa a plena satisfação de seu pai, encontra tempo e meios para por-se ao serviço de tantos pobres que por mudanças técnicas, económicas e sociais de seu século, sofrem de misérias materiais e espirituais. Em Aquisgrán, com suas amigas, cuida enfermos, crianças e jovens. A los 18 años recibe el sacramento de la Confirmación y se hace habitual en ella la Misa diaria. Un poco más tarde su confesor le permite la comunión diaria, algo infrecuente en esa época. Fruto de la Confirmación es también la decisión de Paulina de consagrar su vida entera al servicio de Dios. Cuando su padre se retira del servicio estatal y se instala con su familia en Paderborn, prosigue Paulina su actividad caritativa. Invita y entusiasma a señoras y jóvenes a colaborar en el cuidado de enfermos pobres; pero ante todo le parece necesaria la educación e instrucción de los niños pobres.
Funda para ellos una guardería y acoge niños ciegos para cuidarlos e instruirlos. Impulsada por la fuerza de la gracia, organiza la Liga Femenina para el cuidado de los enfermos pobres. Luego funda un jardín de infantes para atender a los niños de las madres que deben trabajar fuera de su hogar para ganar el sustento diario de la familia. La fundación de este kindergarten en 1840 fue una idea novedosa y de avanzada para proteger y dar un ambiente de contención y afecto a estos niños que no podían ser cuidados por sus madres. Llega hasta las chozas de los pobres para aliviar sus miserias; los ayuda, consuela, exhorta y ora con los enfermos, sin temer ni la suciedad ni los contagios, sino por el contrario, lo afronta todo con una sonrisa dedicando gran parte de su vida en un incansable servicio en favor de los que sufren. "Nunca he encontrado a una persona como ella; es difícil describir la imagen tan atrayente y emotiva de su vivir en Dios" escribe en una carta su prima Bertha von Hartmann.
En 1842 poco después de la muerte del señor von Mallinckrodt, le confían a Paulina el cuidado de unos niños ciegos muy pobres. Ella los atiende con la exquisita afabilidad que la caracteriza. Y como Dios sabe guiar todo según sus planes, son los niños ciegos los que darán origen a la Congregación, porque a Paulina la admiten en distintas congregaciones religiosas pero no así a los ciegos. Paulina pide una vez más consejo a Monseñor Antonio Claessen quien después de escucharla atentamente y de hacer mucha oración le hace ver que ella está llamada por Dios a fundar una Congregación. Y obtenida la aprobación del Obispo de Paderborn Monseñor Francisco Drepper, el 21 de agosto de 1849 funda la Congregación de las Hermanas de la Caridad Cristiana, Hijas de la Bienaventurada Virgen María de la Inmaculada Concepción con tres compañeras más. Pronto se abren otros campos de actividad: hogares para niños y escuelas. Bendecida por la Iglesia, la Congregación florece y se extiende rápidamente en Alemania; pero como toda obra grata a Dios, debe ser probada por el sufrimiento; la prueba no tarda en llegar. El Canciller von Bismark emprende en 1871 una dura lucha contra la Iglesia católica. Una tras otra ve la Madre Paulina cómo se van cerrando y expropiando las casas de la Congregación en Alemania. Con su profundo espíritu de fe la Madre Paulina ve la mano de Dios en esta persecución religiosa. Las casas de la joven Congregación fueron confiscadas, las Hermanas expulsadas, la fundación parecía llegar a su fin. Pero justamente así produjo frutos, se extendió por Estados Unidos y América Latina. En la misma época de las persecuciones en Alemania llegan muchos pedidos de Hermanas desde Estados Unidos y Sudamérica para enseñar a los niños inmigrantes alemanes. Paulina respondió enviando pequeños grupos de Hermanas a Nueva Orleans en 1873.
En los siguientes meses se enviaron más grupos de religiosas a los Estados Unidos y ella misma hizo dos largos viajes a América para constatar en persona las necesidades del Nuevo Mundo, donde fundó al poco tiempo una Casa Madre en Wilkesbarre, Pennsylvania. Desde entonces las Hermanas abrieron además casas en las arquidiócesis de Baltimore, Chicago, Cincinnati, New York, Philadelphia, St. Louis, y St. Paul, y en la diócesis de Albany, Belleville, Brooklyn, Detroit, Harrisburg, Newark, Sioux City y Syracuse. En noviembre de 1874 arriban las primeras religiosas a la diócesis de Ancud, en Chile, solicitadas por Monseñor Francisco de Paula Solar. De allí partirían unos años más tarde hacia el Río de la Plata, en 1883 a Melo, Uruguay, y en 1905 a Buenos Aires, Argentina. A fines de década de 1870 la persecución religiosa terminó en Alemania y las Hermanas pudieron volver desde Bélgica a su patria donde prosiguieron con su obra. La Comunidad había crecido en integrantes y en misiones durante los años de opresión. La Madre Paulina volvió a Paderborn después de su viaje a América en 1880. A los pocos meses, ante el dolor de las Hermanas, la Madre Paulina enfermó gravemente de neumonía y murió el 30 de abril de 1881. S.S. Juan Pablo II la beatificó el 14 de Abril de 1985.

• Benito (ou Bento) de Urbino, Beato
Presbítero Capuchinho

Benito de Urbino, Beato

Benito de Urbino, Beato

Estrela Devido a problemas técnicos e outros não me foi possível traduzir por completo esta biografia. As minhas desculpas. AF.

Martirológio Romano: Em Fossombrone, de Piceno, em Itália, beato Benito de Urbino, presbítero da Ordem dos Irmãos Menores Capuchinhos, que foi companheiro de santo Lorenzo de Bríndisi na pregação entre husitas e luteranos (1625). Etimologicamente: Benito = Aquele a quem Deus bendiz, é de origem latina. Nunca se é completamente livre para poder eleger o que cada um queira. Ao menos isso é o que me passou a mim. Porque eu nasci em Urbino, uma cidade das Marcas na Itália central, em setembro de 1560 e dentro duma familia de nobres, os Passionei. Fui o sétimo de onze irmãos, e aos poucos dias me batizaram impondo-me o nome de Marcos. Aos quatro anos fiquei sem pai; e aos sete nos deixou também minha mãe. Total, que os tutores da familia nos foram criando e educando até que pudemos valer-nos por nós mesmos. Pelo que a mim respeita, ainda recordo aquele 28 de maio de 1582 quando nove ilustres «leitores» do Estudo universitário de Pádua me declaravam doutor em leis, em direito civil e canónico, entregando-me a toga, o barrete e o anel doutoral; tinha 22 anos. O mundo se abria ante mim, e para o conquistar de uma forma mais rotunda me fiz apresentar no ambiente da nobreza romana, sobretudo eclesiástica.Mas a coisa não foi como eu sonhava. O preço do êxito era demasiado caro para que me decidisse a investir nele, pelo que apenas aguentei um ano no medio desse ambiente que me produzia asco e também medo. De volta ao povo começou a invadir-me uma espécie de «crise» espiritual. Minha vida ia tomando sentido à medida que a sonhava como una entrega total a Deus e à gente. E uma forma de concretizá-la era fazendo-me Capuchinho. Muchas tardes subía al convento y me pasaba las horas muertas en la iglesia; hasta que me decidí a comunicarle al P. Guardián mi voluntad de hacerme religioso. Pero todos se pusieron en contra: los Capuchinos, mi familia, y hasta el obispo. A los frailes les parecía que un señorito como yo no podría aguantar el rigor de la vida capuchina. Para mi familia era demasiado duro tener que perder a uno de sus miembros más cualificados; mientras que el señor obispo trataba de desviarme hacia otra Orden menos austera, como eran los Camaldulenses. Sin embargo, aunque de naturaleza frágil y quebradiza, mi tenacidad era de acero, por lo que insistí varias veces hasta conseguir que me admitieran en el Noviciado. Recuerdo que al recibir en la calle la noticia de mi admisión pegué tal salto y tal grito de alegría, que todos se quedaron extrañados, dada mi habitual compostura y timidez. Mi gozo era tan grande que me fui directo al convento sin pasar siquiera por mi casa a despedirme. En el Noviciado lo pasé francamente mal, debido a mi quebradiza salud; pero mi empeño por seguir adelante -y mi enchufe con el General, que todo hay que decirlo- hizo que pudiera profesar como Capuchino. Repartí todos mis bienes y comencé una vida nueva. Una vez ordenado sacerdote y tras ejercer el ministerio por los conventos de las Marcas, me enviaron a Bohemia, junto con S. Lorenzo de Brindis y otros hermanos, a convertir a los protestantes. Menos mal que estuve poco tiempo, porque aquello fue durísimo. De nuevo volví a las Marcas y allí se desarrolló toda mi vida. Los que escribieron mi biografía han dicho que me distinguí por tres cosas: por la cantidad y calidad de la oración, por mi austeridad de vida, y por dedicarme al ministerio de los pobres. Ellos sabrán. Lo que sí os puedo decir es que, después de abandonar mi vida de «señorito» y hacerme fraile, estaba como seducido por esa presencia misteriosa que es Dios, de modo que dedicaba a Él todo mi tiempo disponible; así fue como me salieron hasta callos en las rodillas de estar arrodillado en su presencia. Sin embargo lo que más me asombraba era experimentarlo como un Dios sufriente; de ahí que reflexionara continuamente sobre la Pasión de Cristo. Esto me hacía pensar en mi frágil salud y en la urgencia de remediar las necesidades de los pobres. Con frecuencia los enviaba a casa de mis hermanos para que los atendieran, hasta el punto de que solían decir, en plan de broma: «Nuestro hermano el fraile, no contento con haber distribuido todo lo suyo en limosnas, quiere también repartir todo lo nuestro». La verdad es que yo me contentaba con poco, y hubiera estado dispuesto a repartirlo cien veces si hubiera tenido algo que dar; pero sólo disponía de mi persona y del servicio que pudiera prestar a los demás. Así que la mayoría del tiempo lo pasaba predicando en los pueblecitos donde me llamaban, ya que, por lo visto, mi oratoria no iba muy allá. Sin embargo yo me encontraba muy a gusto entre esa gente pobre, pues eran más receptivos al Evangelio.  Y así estuve casi toda mi vida, hasta que mi frágil cuerpo empezó a envejecer y a resistirse a caminar. Ya al final de mis días, un hermano religioso, creyendo que estaba ya en la agonía final encendió, como era costumbre, una vela; pero yo me di cuenta y le hice una señal para que la apagara, porque todavía no me estaba muriendo. Tardé tres días más, y el 30 de abril de 1625 me encontraba con la hermana muerte. La gente me veneraba como un santo, hasta el punto de que tuvieron que cambiarme de sepultura y guardarme en un lugar tan escondido, que estuvieron dos siglos sin encontrarme. Por fin lo hicieron y pudieron beatificarme en 1867. Después de todo me cabe la satisfacción de no ser un «santo» del todo, sino simplemente el beato Benito de Urbino.

• Gualfardo, Santo
Monge Camaldulense

Gualfardo, Santo

Gualfardo, Santo

Martirológio Romano: Em Verona, na região de Veneza, santo Gualfardo, que, oriundo de Alemanha e carniceiro de profissão, depois de passar vários anos na solidão foi recebido pelos monges do mosteiro de São Salvador, perto da cidade (1127). De origen germánico y de profesión guarnicionero (talabartero), san Gualfardo, obedeciendo a su deseo interior de una vida todo entregada a Dios, después de haber transcurrido algún tiempo en Verona, se apartó en soledad eremítica, como hicieron muchos jóvenes hombres de la Edad Media, en un lugar cerca del Adige. Sobre el ejemplo de san Romedio, ermitaño en el Val di Non en Trentino, pasadas en este lugar solitarios veinte años de aislamiento, luego algunos barqueros que navegaron por el río lo descubrieron, obligándolo así a trasladarse a Verona cerca de la iglesia de San Pedro.  Después de cierto tiempo, pasó a la iglesia de la Santísima Trinidad fuera de los muros de la ciudad y por fin fue acogido caritativamente como oblato, por los monjes camaldulenses de San Salvador de Corteregia en Verona, con los que permaneció durante diez años hasta su muerte. Mediante la oración incesante, las vigilias nocturnas, los ayunos, las penitencias, logró llegar a los más altos grados de la contemplación y santidad; todo lo anterior estaba entretejido con gracias tales como equilibrio, serenidad, modestia y prudencia, que reflejaban su paz interior y su íntima unión con Dios. Un monje contemporáneo, que fue el autor de la primera hagiografía de San Gualfardo, describió el fervor que aquel ponía en la santa conversación con los fieles y con los camaldulenses; además relató muchos milagros que obró en vida y después de muerto. Murió en el convento de Verona el 30 de abril de 1127; los veroneses celebran la fiesta el 1° de mayo como protector de los guarnicioneros, mientras que el orden Camaldulense y el Martirologio Romano, lo recuerda el 30 de abril, aniversario de su nacimiento al cielo. Reproduzido com autorização de Santiebeati.it  responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

51390 > Sant' Adiutore di Vernon Monaco  MR
90564 > Santi Amatore, Pietro e Ludovico di Cordova Martire  MR
51380 > Sant' Augulo Vescovo MR
90347 > Beato Benedetto da Urbino (Marco Passionei) Sacerdote cappuccino  MR
51330 > Santi Diodoro e Rodopiano Martiri MR
51340 > San Donato di Evorea Vescovo  MR
93365 > Sant' Earconvaldo Vescovo  MR
51320 > Sant' Eutropio di Saintes Vescovo MR
94081 > San Forannan di Waulsort Abate
32150 > San Giuseppe Benedetto Cottolengo Sacerdote  MR
51420 > San Giuseppe Tuan Sacerdote domenicano, martire MR
92681 > San Gualfardo Religioso camaldolese  MR
51410 > San Guglielmo Southerne Martire  MR
92169 > Beata Ildegarda (Hildegarda) di Kempten Regina 
91609 > San Lorenzo di Novara Vescovo e martire  MR
93718 > Beati Luigi Puell e 69 compagni Martiri mercedari
91912 > Beata Maria dell’Incarnazione Guyart Vedova e fondatrice MR
93818 > San Mariano Venerato ad Acerenza 
51360 > San Mercuriale di Forlì Vescovo MR
91635 > Beata Paolina von Mallinckrodt Fondatrice  MR
44800 > Beato Pietro Diacono (Levita)  MR
27000 > San Pio V (Antonio Ghislieri) Papa - Memoria Facoltativa MR
51370 > San Pomponio di Napoli Vescovo MR
92135 > San Quirino Martire, venerato a Neuss MR
94280 > Beata Rosamunda 
51450 > Santa Sofia di Fermo Vergine e martire  MR
90821 > San Ventura di Spello 

www.es.catholic.  -  www.santiebeati.it  -  www.jesuitas.pt

Compilação e tradução (incompleta) de espanhol para português

por António Fonseca

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Nº 904 - (117) - 29 DE ABRIL DE 2011 - SANTOS DE CADA DIA - 3º ANO

112 Santos e Beatos

Nº 904

SANTA CATARINA DE SENA

Virgem, Doutora da Igreja (1347-1380)

Catalina de Siena, Santa

Catalina de Siena, Santa

Martirológio Romano: Memória de santa Catalina de Siena, virgem e doutora da Igreja, que havendo entrado nas Irmãs da Penitência de Santo Domingo, desejosa de conhecer a Deus em si mesma e a si mesma em Deus, se esforçou em assemelhar-se a Cristo crucificado e trabalhou também enérgica e incansavelmente pela paz, para que o Romano Pontífice regressasse à Urbe e pela unidade da Igreja, deixando esplêndidos documentos cheios de doutrina espiritual (1380). Etimologicamente: Aquela que é pura e casta, é de origem grega. Ver em http://es.catholic.net/santoral biografia em espanhol.

Catalina de Siena, Santa

Catalina de Siena, Santa

Em seguida, transcrevo biografia no livro SANTOS DE CADA DIA, edição de www.jesuitas.pt

Lapa, a 25 de Março de 1347, deu à luz duas gémeas. Estava no seu vigésimo quarto parto. Uma destas gémeas morreu logo ou quase; a sobrevivente foi chamada Catarina, o que significa “branca”. Seu pai, modesto tintureiro do bairro de Fontebranda, escolheu para a última filha o nome da cor branca, símbolo de pureza. Catarina, na verdade, cresceu pura como açucena, e com uma açucena na mão a retrataram os primeiros pintores senenses. Aos seis anos teve a primeira visão de Jesus, que a incitava a segui-Lo. Aos sete, diante de Nossa Senhora, desposou-se misticamente com Ele. Aos doze, já os pais pensavam casá-la com um jovem de Siena, segundo o uso daqueles tempos, quando se pode dizer que as mulheres nem conheciam a meninice. Catarina, como resposta aos projectos, cortou o cabelo e cobriu a cabeça com um véu branco. Lapa tirou-lho violentamente dizendo: «Os cabelos tornarão a crescer e depressa te casarás». Catarina aceitou a perseguição familiar como prova; e resistiu. Uma noite, em sonho, S. Domingos disse-lhe que ela vestiria o hábito branco e preto das chamadas “Manteladas”. Na manhã seguinte, anunciou aos pais a sua decisão firme. O pai inclinou a cabeça; tinha visto uma pomba branca voar sobre a cabeça da sua branca filha. Lapa calou-se. Assim pôde Catarina vestir o hábito das “Manteladas”: túnica branca, cinto e couro, manto negro e véu branco. Então Jesus tornou-lhe a aparecer, mas na cruz, vertendo sangue. desde aquele dia, a cor branca cedeu lugar á vermelha do sangue divino. Celebrou na Cruz os místicos desposórios com Cristo vítima, prometendo dedicar a vida à conversão dos pecadores e à reforma não da Igreja, mas daqueles que formavam a Igreja visível, desde a cabeça – isto é, do papa, a quem ela chamavao doce Cristo na terra” – até aos poderosos, até ao mais humilde cristão, todos responsáveis pelos sofrimentos de Jesus. Dedicou-se às obras de misericórdia, servindo nos hospitais de leprosos;e procurou restabelecer a paz entre as famílias discordes da cidade. Depressa a filha do tintureiro, que era analfabeta, começou a ditar as suas palavras a vários amanuenses. “Escreve no precioso Sangue de Jesus”, dizia, e naquele sangue quente e vermelho escrevia a particulares e a prelados, a pais de famílias e a magistrados; a desconhecidos e a Reis; até ao Papa, que se encontrava em Avinhão e ela chamava para Roma, excitando-o, ela mulher, a ser viril: “Ânimo, virilmente, pai! Digo-vos eu que é preciso não tremer”. A 13 de Junho de 1376, partiram com ela para Avinhão vinte e oito caterinati (catarinados, a corte de Catarina). Podiam contar com todas as oposições; mas ela varreu-as em poucas semanas. A 13 de Outubro, tomando Gregório XI quase pela mão, encaminhou-se para Roma com ele. Em Génova, ele quis voltar atrás, mas ela forçou-o a continuar; e morreu pouco depois de chegar. Os cardeais deram-lhe como sucessor Urbano VI, que se estabeleceu em Roma. este chamou Catarina para junto de si. Antes de sair de Siena, ela ditou em pleno êxtase o seu famoso Diálogo, livro das suas doutrinas e visões que, pela beleza da língua, é um dos clássicos da prosa italiana. Teve Catarina sempre em vista, dois ideais: a pacificação da Pátria e a purificação da Igreja; a esta chamava “a grande ponte sobre o mundo”, a ponte pela qual todos podiam passar da terra para o céu. Jesus teve-a por digna de receber os estigmas da sua paixão; estigmas nela invisíveis, procurados por dores mais espirituais que materiais. Pregava a paz e suspirava por ela, mas sabia que não existe paz no mundo sem que haja primeiro paz com Deus e que seja fundada na justiça. Por isso sofreu com todas as injustiças humanas, que procurou remediar com a infinita caridade de Jesus Cristo. Ela mesma conta, numa sua famosíssima carta, a consolação que levou a um pobre jovem, injustamente condenado à morte; o facto está representado em Roma, num dos magníficos painéis marmóreos recentes, ao lado da figura da santa. Niccolo da Tuldo era jovem, era são, sobretudo era inocente e não queria morrer. Catarina confortou-o e convenceu-o a entregar a vida à justiça infinita de Deus. Chegado o dia da execução, ele veio, contou a santa, “como cordeiro manso; e vendo-me começou a rir-se; e quis que eu lhe fizesse o sinal da Cruz. recebendo ele o sinal, disse eu: “Coragem, para as núpcias, irmão meu amado! Que depressa estarás na vida duradoira”. Inclinou-se com grande mansidão e eu estendi-lhe o pescoço e inclinei-me a recordar-.lhe o sangue do cordeiro. A sua boca só dizia Jesus e Catarina. E dizendo ele assim, recebi a cabeça nas minhas mãos, fixando os olhos na divina bondade, e dizendo: – eu quero”. Que é que queria? A intrépida mulher senense queria que a injustiça do mundo fosse compensada abundantemente pela infinita justiça de Deus. A morte da santa não aconteceu tão serenamente. A última palavra que disse foi “Sangue, sangue, sangue”. sangue do Redentor, que tornava mais branca ainda a alma de Catarina. era a 29 de Abril de 1380. Catarina tinha apenas 33 anos; a mesma idade do seu Esposo no Calvário. Foi proclamada Santa 80 anos depois, por Pio II. Pio XI, em 1939, deu à Itália por protetora Catarina de Siena, juntamente com S. Francisco de Assis, a mulher forte ao lado do homem caritativo. E, a 4 de Outubro de 1980, Paulo VI proclamou-a Doutora da Igreja; uma semana antes fizera o mesmo com Santa Teresa de Jesus. Precedentemente não havia na Igreja senão Doutores, não Doutoras. Em 1997, veio juntar-se-lhes Santa Teresa do Menino Jesus , proclamada Doutora da Igreja pelo papa João Paulo II. www.jesuitas.pt  Além do mais Santa Catarina é considerada Padroeira:

° contra os incêndios; ° contra os males corporais; ° contra a enfermidade; ° contra os abortos involuntários; ° contra as tentações;° de Allentown, Pensilvânia;° para a prevenção de incêndios; ° dos bombeiros; ° das enfermeiras; ° das pessoas ridicularizadas por sua piedade; ° dos enfermos.

SÃO WILFRIDO, o JOVEM

Bispo (744)

Wilfrido foi um dos cinco prelados eminentemente santos que diz Beda terem sido educados na Abadia de Whithy, quando ela estava governada por Santa Hilda. Ele pôs-se ao serviço de S. João de Beverley, como sacerdote assistente e mordomo. Quando João deixou a sua sé de Iorque, sagrou Wilfrido para o constituir seu sucessor. O novo prelado mostrou grande zelo pela casa de Deus, dando ricas ofertas à sua catedral; era simultaneamente pastor no ministério da pregação; tomou grande cuidado dos pobres. A exemplo de seu mestre, quis terminar os seus dias numa casa religiosa; por isso foi a Ripo, onde ao que parece faleceu cerca do ano de 744. O clero de Iorque defendeu que foram as suas relíquias e não as de S. Wilfrido I que foram transferidas por Santo Odão para Cantuária. Outros dizem que os restos de S. Wilfrido, o Jovem  foram levados para Worcester por Santo Osvaldo, que nessa altura e num período seguinte, foi bispo de Worcester e de Iorque. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

• Roberto de Molesmes, Santo
Abade Cisterciense

Roberto de Molesmes, Santo

Roberto de Molesmes, Santo

Estrela Ver em 27 de Janeiro neste mesmo blogue, a sua biografia

Martirológio Romano: No mosteiro de Molesmes, em França, são Roberto, abade, que, desejoso de uma vida monástica mais simples e mais estrita, já fundador de mosteiros e superior esforçado, já diretor de ermitãos e restaurador exímio da disciplina monástica, fundou o mosteiro de Cister, que regeu como primeiro abade, e chamado de novo como abade a Molesmes, ali descansou em paz (1111). Etimologicamente: Roberto = Aquele que brilha por sua fama, é de origem germânica. Roberto de Molesme, nascido perto de Troyes, França, em 1025, entrou muito jovem no mosteiro beneditino de Moutier-la-Celle. Logo que terminou o noviciado, nomearam-no prior. Os beneditinos de Tonerre quiseram tê-lo por abade e ele aceitou; mas estavam tão relaxados e eram tão pouco reformáveis que os deixou e voltou a Moutier. Houve eremitas que lhe pediram que os chefiasse, por isso dirigiu-se com eles para  floresta de Molesme, onde, em choupanas de ramagens, à volta duma capelinha, refloresceu por algum tempo a vida dos monges da Tebaida. Em seguida multiplicaram-se as vocações e as dádivas; as choças desapareceram e foram substituídas por um belo mosteiro, cujos habitantes deixaram o trabalho manual e tudo o que pudesse perturbar-lhes o conforto. Não conseguindo fazê-los sair da preguiça, Roberto deixou-os e foi viver na solidão . Mas, tendo a ausência dele estancado a generosidade dos benfeitores, os monges pediram-lhe que retomasse o cargo, pois eles se emendariam. Na verdade, ele retomou-o, mas eles é que não se emendaram. Por isso deixou-os de novo, levando consigo uns 20 religiosos que desejavam o fervor. Do grupo faziam parte Santo Alberico e Santo Estevão Harding. Roberto foi com eles para a Borgonha e fixou-se em Cister. Aqui organizou a vida com que sonhava e fundou a abadia que deu origem à ordem cisterciense. Roberto foi o primeiro abade de Cister (1098). Mas veio uma ordem do Papa mandando-lhe regressar a Molesme. Viveu ainda alguns anos neste mosteiro e nele morreu nonagenário, em 1110, com a consolação , ao que parece, de ter convertido todos os monges. Do livro SANTOS DE CADA DIA, DE WWW.JESUITAS.PT

• Cristino, Santo
Mártir

Cristino, Santo

Cristino, Santo

Etimologicamente: Cristino = é uma variante de Cristiano = Aquele que segue a Cristo, é de origem latina. Cristino, é o santo patrono de Portoferraio, cidade italiana situada na ilha de Elba. Sua relíquia chamada devotamente "corpo santo" é conservada e venerada na igreja pertencente à "Confraria da Misericórdia". Em 1661 o "corpo santo" foi descoberto nas catacumbas romanas de Priscila. O portoferraiense Antonio Vai, pertencente à Confraria da Misericórdia passou casualmente por Roma. O Papa de então, Alexandre VII decidiu doar o corpo santo à comunidade de Portoferraio. A relíquia chegou em 29 de abril, dia que se converte em festa patronal para toda a comunidade portoferraiense. Em 1764, o papa Clemente XIII aprova a eleição de São Cristino como santo patrono da cidade. É então, em 7 de abril de 1764 quando a Sagrada Congregazione dei Riti, concede à festa de São Cristino todos as honras ao ser a celebração do principal protetor de Portoferraio. Em 9 de agosto de 1764 o imperador Francisco I mostra seu beneplácito mediante um decreto. Por ocasião de suas festas, geralmente se abre a cripta onde repousam os restos de São Cristino, e se expõem na igreja da confraria, após o que se transferem ao Duomo da cidade. Depois disto se leva a cabo uma celebração religiosa e a urna com os restos de São Cristino é levada pelas ruas da parte antiga da cidade repartindo sua bênção sobre a cidade.

• António Kim Song-u, Santo
Catequista e Mártir

Antonio Kim Song-u, Santo

António Kim Song-u, Santo

Martirológio Romano: Em Seul, na Coreia, santo António Kim Song-u, mártir, que costumava reunir em sua casa a vários fieis até que, encerrado na prisão, foi estrangulado (1841).Etimologicamente: António = Aquele que é digno de estima, é de origem latina. Nasceu em Gusan, Coreia do Sul, no ano 1795. Em Seul, na Coreia, santo António Kim Song-u, catequista e mártir, que costumava reunir em sua casa a vários fieis até que, encerrado na prisão, foi estrangulado em 29 de Abril de 1841.
Foi canonizado, junto com outros
102 mártires coreanos, por S.S. João Paulo II em 6 de Maio de 1984.

• Hugo de Cluny, Santo
Abade

Hugo de Cluny, Santo

Hugo de Cluny, Santo

Estrela Peço desculpa, mas não me foi possível efetuar a tradução completa desta biografia, por motivos técnicos.Afonseca

Martirológio Romano: No mosteiro de Cluny, em Borgonha (hoje França), santo Hugo, abade, que governou santamente seu cenóbio durante sessenta e um anos, mostrando-se entregue às esmolas e à oração, mantendo e promovendo a disciplina monástica, atento às necessidades da Igreja e exímio propagador da mesma (1109). Etimologicamente: Hugo = Aquele de inteligência clara, é de origem germana. O glorioso e venerável abade de Cluny, santo Hugo, nasceu em Semur, de uma ilustre e antiga familia de Borgonha. Seu padre chamado Dalmácio era senhor de Semur, e sua mãe Aremberga, descendente da antiga casa de Vergi.  Queria o pai que seu filho Hugo seguisse, como nobre a carreira das armas, mas sentindo-se ele mais inclinado ao retiro e à piedade que à guerra, recebeu licença para ir a cultivar as letras humanas em Châlon-sur-Saône, onde a santidade dos monjes de Cluny, governados pelo piedoso abade Odilón, o moveu a dar libelo a todas as coisas da terra, e a tomar o hábito naquele célebre mosteiro. Hizo allí tan extraordinarios progresos en las ciencias y virtudes, que corriendo la fama de su eminente santidad, sabiduría y prudencia por toda Europa, el emperador Enrique le nombró padrino de su hijo; y Alfonso rey de España, hijo de Fernando, acudió a él para librarse de la prisión en que le tenía su ambicioso hermano Sancho, lo cual recabó el santo con su grande autoridad, y también puso fin a las querellas del prelado de Autún y del duque de Borgoña que devastaba las posesiones de la Iglesia. Y no fue menos apreciado de los sumos pontífices, por su rara prudencia y santidad. Nombróle León IV para que le acompañase en su viaje a Francia, y su sucesor Víctor II previno al cardenal Hildebrando, después Gregorio VII, que le tomase por socio y consejero en la legacía cerca del rey de los franceses; Esteban X que sucedió a Víctor, le llamó y quiso morir en sus brazos. El gran pontífice Gregorio VII se aconsejaba con este santísimo abad de Cluny en todos los negocios más graves de la cristiandad. Entre las muchas cartas de san Hugo, se halla una escrita a Guillermo el Conquistador, el cual le había ofrecido para su monasterio cien libras por cada monje que le enviase a Inglaterra. Respóndele el santo abad que él daría la misma suma por cada buen religioso que le enviasen para su monasterio. si fuese cosa que se pudiese comprar en cuyas palabras manifestaba el temor de que se relajasen los monjes que enviase a Inglaterra no pudiendo vivir allí en monasterios reformados. Y si todas estas preocupaciones juzgaba el santo necesarias para conservar la virtud de aquellos tan fervorosos monjes, ¿cómo imaginamos nosotros poder estar seguros de no perder la gracia divina, si temerariamente nos metemos en medio de los peligros y lazos del mundo? Quéjanse muchos de las tentaciones que padecen, y murmuran de la Providencia por los recios y continuos combates que les dan los tres enemigos del alma: mundo, demonio y carne: pero día vendrá en que Dios se justifique recordándo1es que ellos mismos se metían las más de las veces en las tentaciones, y haciéndose sordos a las voces de la gracia y de la conciencia, se ponían voluntariamente en las ocasiones de pecar, y se rendían a sus mortales enemigos. Es increíble lo mucho que trabajó este santo en la viña del Señor, edificándola con sus heroicas virtudes, defendiéndola de sus enemigos, y acrecentándola con su celo apostólico, Finalmente después de haber fundado el célebre monasterio de monjas de Mareigni, y echado los cimientos de la magnífica iglesia de Cluny, lleno de días y mere cimientos falleció en la paz del Señor a la edad de ochenta y cinco años.

• Severo de Nápoles, Santo
Bispo

Severo de Nápoles, Santo

Severo de Nápoles, Santo

Estrela Pelos mesmos motivos acima apontados e também por ser um pouco longa, esta biografia também não pôde ser traduzida. Afonseca

Martirológio Romano: Em Nápoles, da Campânia, santo Severo, bispo, a que santo Ambrósio amou como a um irmão e sua Igreja como a um pai (c. 409). Etimologicamente: Severo = Aquele que se comporta de forma austera ou inflexível, é de origem latina. En el catálogo de los obispos napolitanos ocupa el duodécimo lugar; de su vida anterior a su ministerio episcopal, no se sabe prácticamente nada. San Severo sirvió su episcopado de febrero de 363 al 29 de abril de 409, por lo tanto algunas décadas después de la libertad de culto establecida por Constantino a favor de los cristianos (año 313); fue ciertamente un período en que las dos religiones, pagana y cristiana, fueron obligadas a convivir, y los retrocesos al paganismo fueron frecuentes.  Su obra se desarrolló después de estos retornos al paganismo y los violentos ataques de los heréticos arrianos; los seguidores del herético Ario de Alejandría (280 -336) afirmaban que el Verbo, encarnado en Jesús, no tenía misma sustancia del Padre, y que era tan sólo la primera de sus criaturas; la herejía condenada por los Concilios de Alejandría del 321 y Nicea del 325, provocó una lucha a veces también violenta, entre las dos posiciones existentes en la Iglesia de aquel entonces. La Iglesia de Nápoles, con la guía iluminada de San Severo, refloreció en la fe auténtica del cristianismo; reestableció en la ciudad las obras de su predecesor san Máximo (siglo IV) quien murió en el destierro en Oriente, durante la persecución ariana.  Hace falta decir que san Máximo fue el décimo obispo de Nápoles y san Severo el duodécimo, entre los dos estuvo el usurpador ariano Zosimo, quien durante sus seis años de episcopado, retornó a la fe original, por lo que si está legítimamente considerado como el 11° obispo. Varios documentos antiguos confirman que se ganó, no sólo consideración y cariño de los cristianos, sino también la de los paganos. Fue amigo de san Ambrosio (340 -397) obispo de Milán, a quien tuvo ocasión de conocer durante el Concilio plenario realizado en el 392 en Capua. Le son atribuidas la construcción de cuatro basílicas, de una de ellas, engalanada con mármoles y preciosos mosaicos fue dedicada al Salvador, de esta antigua basílica llamada luego San Giorgio el Mayor, ha quedado tan sólo la cúpula. A Severo es atribuida también la construcción del célebre Baptisterio de Nápoles, anterior con cerca de treinta años a aquel erigido en Laterano por Sisto III (432 -440) siendo por tanto el más antiguo de occidente. El Baptisterio está actualmente adosado a la basílica de Santa Restituta en la Catedral de Nápoles; también llamado "San Giovanni in fonte", se inspira en cánones orientales, con preciosos mosaicos traídos de otros baptisterios. Fuera de los muros de la ciudad, Severo hizo construir a poca distancia de la Basílica de San Fortunato, una basílica cementerial, dónde hizo colocar las reliquias del obispo san Máximo y que parece fue incluso su primera sepultura. De esta basílica, sus reliquias fueron trasladadas hacia la mitad del siglo IX, a un oratorio de la Basílica urbana de S. Severo en el barrio Sanità, propiedad de una Congregación sacerdotal. En el 1310 el arzobispo Humberto de Ormont, quien antes fuera el abad de la Basílica de San Severo, colocó las reliquias bajo el altar mayor, dentro de un magnífico tabernáculo de mármol, que algunos estudiosos atribuyen a Tino de Camaino o a su escuela. Este último traslado de las reliquias, despertó el culto por el santo obispo, que se había visto bastante adormecido, luego de que en el año 1294 se popularizara la devoción hacia el mártir dominico san Pedro de Verona. San Severo también es patrono de la ciudad y diócesis de San Severo, en la provincia de Foggia. ¡Felicidades a quienes llevan este nombre!  responsável da tradução (para espanhol): Xavier Villalta

• Outros Santos e Beatos
Completando o santoral deste dia

Santo Tíquico, santo do Novo Testamento

Comemoração de santo Tíquico, discípulo do apóstolo são Paulo, a que, nas suas epístolas, chama irmão caríssimo, ministro fiel e servo no Senhor (s. I).

São Torpetes, mártir

Em Pisa, da Toscana, são Torpetes, mártir (s. inc.).

Santo Acardo, abade e bispo

No mosteiro de Lucerna, em Normandia, santo Acardo, bispo de Avranches, que, sendo abade de São Victor de Paris, escreveu vários tratados de vida espiritual para conduzir a alma cristã à perfeição, falecendo e sendo enterrado nessa abadia da Ordem Premonstratense, que visitava a miúdo (1172).

 

 

51220 > Sant' Acardo Abate 29 aprile MR
51230 > Sant' Antonio Kim Song-u Catechista e martire 29 aprile MR
20900 > Santa Caterina da Siena Vergine e dottore della Chiesa, patrona d'Italia  Festa MR
91883 > San Cristino Martire 
94116 > Beato Giovanni Vargas Mercedario, martire 
91851 > San Severo di Napoli Vescovo  MR
51210 > San Tichico  MR
90607 > San Torpete (Torpes, Torpè) Martire MR
91535 > Sant' Ugo di Cluny Abate  MR

http://es.catholic.net/santoral e www.jesuitas.pt. e, ainda , www.santiebeati.it

Recolha, transcrição e tradução parcial das biografias acima apresentadas por António Fonseca

Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

Nº 5 801 - SÉRIE DE 2024 - Nº (277) - SANTOS DE CADA DIA - 2 DE OUTUBRO DE 2024

   Caros Amigos 17º ano com início na edição  Nº 5 469  OBSERVAÇÃO: Hoje inicia-se nova numeração anual Este é, portanto, o 277º  Número da ...