terça-feira, 22 de março de 2011

Nº 867-2 - (81) - 23 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

 

Nº 867-2

SÃO NÍCON e  198 companheiros

Mártires (251)

Nícon, natural de Nápoles, era ainda pagão quando assentou praça. A mãe, que era cristã, dera-lhe certa formação: durante um, combate perigoso, ouviram-no pedir o auxílio de N. S. Jesus Cristo, o que lhe assegurou o triunfo. Depois do licenciamento das tropas, voltou para junto de sua mãe; esta convenceu-o a fazer-se cristão. Mas, sem nada lhe dizer dos seus projetos, embarcou para Constantinopla, demorou-se algum tempo na ilha de Quio e aplicou-se lá, durante oito dias, ao jejum e à oração. Embarcou de novo e chegou perto de Monte Ganos, onde o Beato Teodósio de Cízico lhe administrou o baptismo, o conservou três anos junto de si para o formar na observância das regras e na prática das virtudes. Teodósio, ao morrer, confiou a Nícon a direção dos seus 199 discípulos e sagrou-o como bispo regionário. A perseguição obrigou Nícon e os seus religiosos a tomarem o caminho do mar; chegaram à Sicília, onde foram presos e chacinados por ordem do prefeito. Foi-lhes aplicado o suplicio a 23 de Março, pelo ano de 251, durante a perseguição de Décio. Estes mártires são venerados entre os Gregos, e José Hymnógrafo compôs um hino em honra deles. Não é verdade que o suplício tenha sido aplicado em Cesareia da Palestina. As Atas elevaram as vítimas até ao número de 199. Os Gregos consagram a estes mártires um  ofício completo a 23 de Março. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SÃO TORÍBIO DE MONGROVEJO

Bispo (1538-1606)

Toribio de Mogrovejo, Santo

Toribio de Mogrovejo, Santo

Foi grande benfeitor dos Índios da América Espanhola. Tiveram estes muito que sofrer devido à cobiça dos que se vieram a tornar senhores das terras que eles habitavam. Nos Estados Unidos foram quase todos exterminados. Frades houve que, chegando ao México, declararam que os Índios eram animais, “criados para estar ao serviço do homem como animais domésticos”. No Peru, os buscadores de ouro limitaram-se a tratá-los como escravos e embrutecê-los para tomarem conta do que era deles. Isto até ao dia em que Filipe II de Espanha nomeou Toríbio arcebispo de Lima (1581). A sua diocese era tão grande como metade da França. Visitou-a três vezes. A primeira visita durou sete anos. Todos os seus diocesanos estavam batizados, mas quase nenhum era cristão autêntico. Os clérigos que os pastoreavam davam mau exemplo e só pensavam mantê-los em submissão àqueles que os exploravam. O mérito de Turíbio esteve em levar estes Índios miseráveis a tomar consciência da sua dignidade de homens e em obrigar o clero a que os instruísse. Construiu escolas e igrejas, e fundou em Lima o primeiro seminário da América espanhola. Teve de lutar sem descanso com as autoridades civis, que o perseguiam, quanto podiam; ele era, porém, manso, paciente, hábil e de coragem indomável. O que é certo é que transformou o estado de coisas no Peru, onde se tornou impossível,  voltar atrás. É compreensível que aspirasse ao descanso, ao fim de 25 anos de tais canseiras. caiu doente em Santa, Peru, e prometeu que recompensaria a primeira pessoa que lhe anunciasse que não escaparia. Não faltou quem aceitasse a missão. E Toríbio entregou-lhe o presente. Entoou em seguida o salmo: “Alegro-me com a notícia que me foi agora dada”. E morreu pouco depois. Nascera em Mayorga (Leão, Espanha), em 1538, e morreu a 23 de Março de 1606. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

SÃO VITORIANO

Mártir (484)

Victoriano, Frumencio y compañeros, Santos

Vitoriano, Frumêncio e companheiros, Santos

Hunerico, rei dos Vândalos da África (484), escreveu a Vitoriano, governador de Cartago, dando-lhe ordem de prender os cristãos católicos e de começar ele próprio por abraçar o arianismo. Vitoriano respondeu-lhe: “Mesmo que não houvesse outra vida além da presente, eu manter-me-ia fiel a Cristo, de quem recebi tantos benefícios. Mas acredito na vida eterna que Ele prometeu. Não contes portanto comigo para obedecer, mesmo que isso me custe ser lançado às chamas ou às feras”. Na verdade, esta resposta valeu-lhe perecer nos tormentos. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it. Comentários al P. Felipe Santos: al Santoral">al Santoral">fsantossdb@hotmail.com

Rebeca Pierrette (Rafqa Pietra Choboq) Ar-Rayès, Santa

Religiosa (1832-1914)

Rebeca Pierrette (Rafqa Pietra Choboq) Ar-Rayès, Santa

Rebeca Pierrette (Rafqa Pietra Choboq) Ar-Rayès, Santa

Nasceu no Líbano, em 1832, de pais honrados e piedosos, na aldeia de Himlaya, perto de Bikfaya. No baptismo recebeu o nome de Boutrossiéh (Petrina) e foi-lhe dada uma educação muito cristã. Aos 7 anos ficou órfã de mãe. O seu pai veio pouco depois a contrair novas núpcias. A madrasta porém, tinha-lhe pouco amor. Chegada à adolescência, foi para Damasco como empregada de uma família cristã. Ali permaneceu 4 anos. Tendo atingido a idade de casar , a família fez pressão sobre ela para que contraísse matrimónio. Recorrendo a Deus com fervorosa oração para que lhe desse luz na escolha do estado de vida que deveria abraçar, sentiu-se chamada à consagração ao Senhor no estado religioso. Dirigiu-se ao mosteiro das religiosas de Nossa Senhora de Bikfaya, onde, acolhida com carinho, foi alistada entre as Irmãs Mariamettes no dia 1 de Janeiro de 1853. depois dos votos, passou 7 anos no convento de Ghazir, aplicada à cozinha. Entretanto, ia estudando árabe, aritmética e caligrafia. Em 1860 foi mandada para casa de Deir Ei Kamar, onde se entregou a obras de caridade, sobretudo no tempo das convulsões civis, prestando a sua ajuda aos Jesuítas e às crianças. A seguir, desempenhou o cargo de educadora de meninas durante quase 8 anos. Recrudescendo a perseguição, que obrigou algumas Irmãs a regressar a suas casas, a serva de Deus, depois de muito orar, a 12 de Julho de 1871 ingressou no mosteiro de S. Simeão de Monjas Baladitas de Santo António do Líbano, em Ai Quarn, com o nome de Rebeca (Rafka). Quando um dia orava fervorosamente no oratório do mosteiro, sentiu-se inspirada a pedir ao Senhor que Se dignasse visitar a sua escrava com sofrimentos corporais. Deus ouviu-a. Com efeito, atacaram-na fortes dores de cabeça e começou a sofrer de cegueira. Ela dava graças ao Senhor pelos sofrimentos que lhe tinham sobrevindo, pois assim se julgava mais conforme à imagem de Cristo paciente. Todos os medicamentos aplicados foram inúteis, e o médico diagnosticou que a doença era incurável. Todavia, por prescrição de outro médico e com a anuência da Superiora, foi-lhe extraído um dos olhos, por um processo absolutamente cruel. Ela, no decorrer da intervenção, mantinha.-se serena, meditando na Paixão de Senhor. Pouco  tempo depois, após outro tratamento igualmente inútil, começou a sofrer da vista esquerda e em, breve ficou completamente cega. Ao fim de 26 anos passados no mosteiro de S. Simeão, a serva de Deus, ceguinha foi transferida para Ad Dahr, onde, decorrido pouco tempo, começou também a sofrer dos ossos e aos poucos foi ficando paralítica. Assim provada pelo Senhor, veio a falecer santamente no dia 23 de março de 1914, com 82 anos de idade. Com razão o santo Padre João Paulo II, ao beatificá-la no dia 17 de Novembro de 1985, declarou: “A nova bem-aventurada legou ao seu país e à Igreja o misterioso sabor de uma existência totalmente impregnada do espírito de Cristo Redentor (…). As crianças corriam instintivamente para ela. Durante a perseguição de 1860 salvou a muitas. Conta-se que uma criancinha de Deir El Qamar escapou à morte, refugiando-se sob o manto da querida Irmã (…) Chegada aos 50 anos, gozando de boa saúde, a Irmã Rafqa, misteriosamente impulsionada pelo Espírito Santo, ambicionou a graça de ser visitada pela doença. Longe de ser vítima dum gosto mórbido da dor, ela sentia a atração mística de se conformar com Cristo sofredor. A partir de 1885 até à morte em 1914, padeceu diariamente de fortes dores de cabeça e dos olhos que a levaram à cegueira completa. A sua oração mais frequente era esta: – Em comunhão com os vossos sofrimentos, Jesus”. AAS 62 (19760) 8476-9; 74 (1982) 651-4; 78 (1986) 302-7). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

José Oriol, Santo
Confessor

José Oriol, Santo

José Oriol, Santo

Martirológio Romano: Em Barcelona, em Espanha, são José Oriol, presbítero, que, com a mortificação corporal, o cultivo da pobreza e a contínua oração, manteve uma constante união com Deus, enriquecido de dons celestiais (1702). Nasceu em Barcelona, Espanha, e ficou órfão de pai sendo todavia muito pequeno. Jovenzito foi admitido como acólito e cantor numa igreja, e vendo os sacerdotes sua grande piedade e devoção se propuseram custear-lhe os estudos de seminário. Passava muitas horas rezando ante o Santíssimo Sacramento no templo. Ordenado sacerdote, e havendo recebido na universidade o grau de doutor, se dedicou à educação da juventude. Era sumamente estimado pelas gentes e muito louvado por sua grande virtude e por seus modos tão amáveis que tinha no trato com todos, mas Deus o deixou ver o estado de sua alma e desde esse dia já não teve José nenhum sentimento de vaidade nem de orgulho. Se deu conta de que o que ante os olhos da gente brilha como santidade, ante os olhos de Deus não é senão miséria e debilidade. Desde o dia em que Deus lhe permitiu ver o estado de sua alma, José Oriol se propôs nunca mais voltar a comer carne em sua vida e jejuar todos os dias. A São José Oriol concedeu Deus o dom da direção espiritual. As gentes que iam a consultá-lo voltavam a suas casas e a seus ofícios com a alma em paz e o espírito cheio de confiança e alegria. Às pessoas que dirigia  insistia em que sua santidade não fosse só superficial e externa, mas sobretudo interior e sobrenatural.  O santo nunca atribuía a ele próprio nenhum dos prodígios que obrava. Dizia que tudo se devia a que seus penitentes se confessavam com muito arrependimento e que por isso Deus os curava. Em seus últimos anos obteve de Deus o dom de profecia e anunciava muitas coisas que iam a suceder no futuro. E até anunciou quando ia a suceder sua própria morte. Num dia do mês de Março do ano 1702, enquanto cantava em seu leito de enfermo um hino à Virgem Maria, morreu santamente. Tinha apenas 53 anos.

• Metódio Domingo Trcka, Beato
Mártir Redentorista

Metodio Domingo Trcka, Beato

Metódio Domingo Trcka, Beato

Martirológio Romano: Em Leopoldvara, cidade de Eslováquia, beato Metodio Domingo Trcka, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor e mártir, que em tempo de perseguição por causa da fé, mudou seu peregrinar terreno na vida eterna com seu glorioso martírio (1959). Etimologicamente: Metódio = Aquele que é estudioso e investigador, é de origem grega. Dominick Trcka nasce em 6 de Julho em Frydlant nad Ostravici (atualmente República Checa), último dos sete filhos de Františka Šterbova e Tomaš Trcka. Foi batizado no dia seguinte de seu nascimento, em 7 de Julho de 1886. Cresce numa família católica onde recebe uma boa educação cristã. Uma de suas irmãs foi religiosa. Dominick começou seus estudos na escola elementar de Frydlant e depois passou ao instituto de Mistek. Durante o curso 1902/1903 começou a frequentar a classe sexta do Jovenado Redentorista a Cervenka. Após esses contactos, decidiu entrar na Congregação do Santíssimo Redentor. A etapa seguinte de sua vida religiosa foi seu ingresso no noviciado de Bilsko que começou em agosto de 1903. Emite a profissão religiosa em 25 de agosto de 1904 (curiosamente a data de seu martírio). Depois do noviciado continuou os estudos de filosofia e teologia no seminário redentorista, em Oborišt. Aqui se encheu dos ideais dos Santos Irmãos Cirilo e Metódio, primeiros evangelizadores de Europa Oriental e Patronos de Europa. Ambos são os fundadores dessas igrejas e os criadores de seus caracteres na escritura. Trcka queria com todo o coração trabalhar no campo da unidade da igreja. Em sua rara correspondência aparece com evidência que esperava com glória o dia de sua ordenação sacerdotal. Em 17 de Julho de 1910 é ordenado presbítero pelo arcebispo de Praga, o cardeal Leo Skrbensky. Depois de sua primeira missa, celebrada em 18 de Julho em São Kajetan a Praga, regressou a Oborište para terminar o último ano de estudos teológicos. De Oborište foi transferido a Praga (1911) onde começou, sob a guia do P. Fratišek Polepil, para o segundo noviciado e onde continuará como missionário. Seus superiores dão as seguintes informações: "O Padre Trcka, preparando a pregação, quer ser original. Não sempre o consegue, mas aceita as criticas. Enquanto à proclamação, o faz bem, afavelmente". Para ver mais sobre BEATO METÓDIO DOMINGO TRCKA, consultar site http://es.catholic.net/santoral.

• Gualtério (Walter) de Pontoise, Santo
Abade

Gualterio (Walter) de Pontoise, Santo

Gualterio (Walter) de Pontoise, Santo

Martirológio Romano: Em Pontoise, perto de París, em França, são Gualtério, primeiro abade do mosteiro do lugar, que, renunciando a seu amor pela solidão, ensinou com seu exemplo aos monges a disciplina da Regra e fustigou no clero os costumes simoníacas (c. 1095). Etimologicamente: Walter = Gualtério = Aquele que comanda o exército, é de origem germânica. São Gualtério ou Walter, alcança celebridade no norte de França, por sua caridade e espírito religioso. Nascido em Andainville, Picardía, era noviço da abadia de Rebais quando se arriscou a atender e libertar de seu calabouço a um lavrador. Nomeado contra sua vontade para reger a abadia de Pontoise, Muito cedo  se fez querer de todos os monges, sem embargo, se sentiu incapaz de ocupar o primeiro lugar, e por isso, aproveitando uma noite de lua nova, deixou sub-repticiamente Pontoise para ir a refugiar-se a Cluny, junto a Santo Hugo. Obrigado a regressar, se retira de novo a uma ilha de Loira, junto a Tours, tomando a seu cargo a capela de São Cosme e São Damião. A fama do desconhecido ermitão atrai as multidões. Volta a ser reconhecido e tem que regressar a Pontoise. Não lhe restava outra saída que recorrer ao Papa. Partiu para Roma contando com que Gregório VII, devidamente informado de sua indignidade, aceitaria sua demissão. Mas o Papa não se deixou convencer, deu ao santo varão suas melhores bênçãos e o obrigou a regressar, proibindo-o que voltasse a abandonar seu posto, o que cumpriu Gualtério ao pé da letra até ao fim de sua vida.

• Anunciata Colcchetti, Beata
Virgem

Anunciata Colcchetti, Beata

Anunciata Colcchetti, Beata

Martirológio Romano: No povo de Cemmo, de Lombardia, em Itália, beata Anunciata Cocchetti, virgem, que com fortaleza e humildade dirigiu o Instituto de Irmãs de Santa Doroteia, recentemente fundado (1882). Etimologicamente: Anunciata = Aquela que há sido informada, referente ao mistério da Anunciação. Fundadora das Monjas Doroteias de Cemmo, a madre Anunciata Cocchetti nasceu em Rovato (Brescia) em 9 de Maio de 1800; quando tinha sete anos de idade morreram seus dois pais e foi sua avó paterna que a criou, logrando que não lhe faltasse carinho, cuidados, educação e grandes ideais. Os sacerdotes da paróquia, e em particular dom Lucas de Conti Passi, foram seus diretores e guias espirituais para ajudá-la no crescimento humano e cristão, aos 17 anos abriu em sua casa uma escola para as meninas pobres do país. Aos 22 anos de idade obteve o título de mestra, com lo que se converteu na primeira professora da escola feminina de Rovato; naquele período teve a ocasião de conhecer a beata Magdalena de Canossa, que tinha a ideia de abrir uma casa de sua Congregação na zona bresciana; Magdalena intuiu que a jovem Anunciata estava destinada a um caminho diferente e assim o predisse.
En 1824 cuando tenía 24 años, murió su abuela, y el tío Carlos, quien era el tutor de sus tres hermanos, hombre inmerso en la vida social y en la política, dispuso que Anunciata se les uniera en Milán, donde permaneció por seis años, tiempo en el que intentó convencerla de optar por un buen matrimonio y de apartarla de sus inclinaciones religiosas. Aunque Anunciata adquirió nuevas experiencias, no renunció a su vocación que cada vez era más clara, y que existía cuando le pidió a la beata Magdalena de Canossa ser admitida entre sus hijas. En el 1831 abandonó Milán y se fue a Cemmo en Valcamonica, entonces pequeña y desconocida zona de Italia, siempre siguiendo la guía de don Luca Passi; allí había una escuela creada por la noble Erminia Panzerini, y quien desde 1821 junto a algunas piadosas mujeres administraba la escuela dentro del espíritu de la obra de Santa Dorotea, pero la institución no tuvo éxito.  Anunciata Cocchetti se unió a Panzerini como maestra, logrando un incremento en el número de alumnas y aumentando la ayuda a las jóvenes. Durante 10 años fue obediente, trabajadora y una fiel colaboradora de la directora de la escuela, a quien quiso y respetó, a pesar de las profundas diferencias de temperamento y mentalidad; se volvió madre y maestra para todas las chicas del valle, deseosas de instrucción y educación.  En el 1842 la señora Panzerini murió, así ella ya era libre para optar por la vida religiosa, se trasladó a Venecia vistiendo el vestido religioso de las Monjas Doroteas, apenas fundadas por don Luca Passi; en octubre del mismo año regresó a Cemmo con otras dos religiosas que prácticamente eran fundadoras del instituto, emitiendo los votos en 1843. Por 40 años fue la apóstol de Valcamonica, mujer de una gran, robusta y práctica espiritualidad, ilustre en su espíritu de oración, piedad eucarística y un celo ardiente por la salvación de la juventud. Cada domingo, y siempre a pie, visitaba las parroquias de las regiones cercanas, la esperaban las animadoras de la obra de Santa Dorotea y contaba con la completa colaboración de los movimientos apostólicos de las parroquias. Laborando en el espíritu de la obra de Santa Dorotea, de quien era su convencida apóstol en todo el Valle, imprimió a su Instituto una apariencia propia, fundando en 1853 en Cemmo un noviciado propio, desarrollando el Instituto de un modo autónomo y también difundiéndolo fuera de Italia. A sus hijas dejó el ejemplo de una vida llena de una fe viva, de oración, de energía laboriosa, diciéndoles: "Amaos como buenas hermanas, haceos santas… obrando muy bien para las joven a vosotras confiadas". Murió a los 82 años el 23 de marzo de 1882, su cuerpo descansa desde 1951 en la casa santificada por su presencia a Cemmo. Fue beatificada por el papa a Juan Pablo II, el 21 de abril de 1991. traduzido por Xavier Villalta - Nota: Valcamonica es uno de los valles más extensos de los Alpes, con cerca de 90 kilómetros de largo y 1347 Km. cuadrados. Comienza en la Corna Trentapassi cerca de Pisogne, sobre el lago Iseo, y acaba en el Passo del Tonale, a 1883 metros sobre el nivel del mar. Pertenece a la región italiana de Lombardía, en las provincias de Brescia y Bérgamo.

Santo Pedro Higgins,

religioso presbítero e mártir

Pedro Higgins, Beato

Pedro Higgins, Beato

Martirológio Romano: Na localidade de Naas, perto de Dublin, na Irlanda, beato Pedro Higgins, presbítero da Ordem de Pregadores e mártir, que por guardar fidelidade à Igreja Romana, no tempo do rei Carlos I foi enforcado sem julgamento. Data de beatificação: 27 de setembro de 1992 pelo Papa João Paulo II. Nasceu em Dublín (Irlanda) no ano 1601, e em 1622 decide sua vocação religiosa, entrando na Ordem de Pregadores. Enviado a Espanha, completa ali seus estudos. Se ordena sacerdote em 1627. Regressa a Irlanda em 1630 e é nomeado prior do convento de Naas. Em 1641, durante a rebelião contra os ingleses, se prodigalizou para hospedar aos sem tecto e para travar a onda  de violências, salvando a muitas pessoas, inclusive protestantes, dos tumultos. No ano seguinte é preso e levado a Dublín, onde se lhe oferece a liberdade e a vida se passasse alo anglicanismo. Ao negar-se foi condenado à morte na forca, a sentença se leva a efeito num parque situado no centro de Dublín chamado St. Stephen´s Grenn em 23 de março de 1642. À  hora de morrer recordou que ele era inocente, que havia auxiliado a muitos protestantes e que sua morte se devia somente à sua fé católica. E em prova disso exibiu uma carta em que o governador lhe oferecia a vida se renunciasse à sua fé. Se tiverem informação relevante para a canonização do Beato Pedro, escreva a: Irish Bishops‘ Conference - Saint Patrick’s College - Maynooth, County Kildare, IRLANDA

• Outros Santos e Beatos
Completando santoral deste dia

Otros Santos y Beatos

Outros Santos e Beatos

Santo Fingar ou Guignero, mártir

Em Cornualles, santo Fingar ou Guignero, mártir (c. 460).

Santo Otón, eremita

Em Ariano, de Irpinia, em Itália, santo Otón, ermitão (c. 1120).

Beato Pedro, eremita

Em Gubbio, da Umbría, beato Pedro, presbítero da Ordem de Ermitãos de Santo Agostinho (c. 1306).

Beato Edmundo Sykes, presbítero e mártir

Em York, em Inglaterra, beato Edmundo Sykes, presbítero e mártir, que durante o reinado de Isabel I foi desterrado por ser sacerdote, e havendo regressado a Inglaterra de novo, foi preso e justiçado (1587).

52900 > Beata Annunciata Cocchetti Vergine  MR
94695 > San Benedetto Monaco in Campania, martire 
46650 > Santi Domezio, Pelagia, Aquila, Eparchio e Teodosia Martiri 
46720 > Beato Edmondo Sykes Martire  MR
46670 > San Fingar (Guigner) Martire MR
46740 > San Giuseppe Oriol Boguna Sacerdote  MR
90038 > Beato Metodio Domenico Trcka Sacerdote, martire  MR
91968 > Sant' Ottone Frangipane Eremita  MR
46710 > Beato Pietro da Gubbio Agostiniano  MR
90814 > Beato Pietro Higgins Martire 23 marzo MR
46725 > Santa Rebecca Pierrette (Rafqa Pietra Choboq) Ar-Rayes  MR
26500 > San Turibio de Mogrovejo Vescovo  - Memoria Facoltativa MR
92715 > San Vittoriano Martire 
93392 > Santi Vittoriano, Frumenzio e compagni Martiri  MR
46690 > San Walter (Gualtiero, Gualterio) di S. Martino di Pontoise Abate  MR

http://es.catholic.net/santoral  -  www.santiebeati.it  -  www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução incompleta nuns casos e completa noutros, de espanhol para português,

por António Fonseca

segunda-feira, 21 de março de 2011

Nº 865-2 - (79) - 21 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

865-2

MORTE DE SÃO BENTO

(543)

Uns 40 dias depois de S. Bento prestar os últimos serviços a Santa Escolástica, anunciou a alguns discípulos o dia da sua morte próxima. Só lhe faltavam seis dias de vida, mas nada levava a pressagiar um fim próximo. Mandou então abrir o coval, querendo sem dúvida dar a entender que, para dissipar o horror da morte, o melhor remédio é tê-la sempre presente. Intenção sua era também ver de novo o corpo da irmã e morrer com a certeza de que os seus ossos repousariam junto dos dela. Logo a seguir, atacou-o uma febre violenta; no sexto dia da doença, fez que os discípulos o levassem para o oratório de S. João Baptista, e lá recebeu, como viático de partida, o corpo e o sangue de Nosso Senhor. Depois, sustentado pelos braços dos discípulos, com as mãos levantadas ao céu, de pé exalou o último suspiro, sussurrando ainda uma oração. No próprio dia da morte, dois monges, um dos quais no mosteiro e outro muito longe, tiveram a mesma visão, segundo o que ele previa. Contemplaram uma escada a elevar-se do ponto em que Bento tinha entregue a sua alma até ao céu; estava coberta com ricos panejamentos e iluminada por multidão de estrelas. No cimo encontrava-se um homem  de aspecto venerável, irradiando luz divina; e disse-lhes: É o caminho pelo qual Bento, o muito amado pelo Senhor, subiu ao céu”. Os que estavam ausentes tiveram então notícia, pelo sinal que lhes tinham predito, da morte do Santo, ao mesmo tempo que os irmãos que dela tinham asido testemunhas. Os discípulos,presentes depositaram o corpo do seu venerável Pai ao lado do da irmã Escolástica, no sepulcro que mandara preparar debaixo do altar de S. João Baptista, no lugar precisamente no altar de Apolo que ele tinha derrubado (21 de Março de 543, segundo a opinião mais comum). Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

 

SÃO NICOLAU DE FLUE

Confessor (1417-1487)

Nicolás de Flüe, Santo

Nicolás de Flüe, Santo

Nicolau de Flueobservou Pio XII em 1947, ao celebrar a sua canonização – é o Santo dos católicos suíços, “não só porque salvou a Confederação num momento de crise profunda, mas também porque traçou para o seu país as linhas dominantes duma política cristã”. A Suíça germânica do tempo de Nicolau de Flue, a dos séculos XIV e XV, está toda impregnada de correntes ascéticas e místicas, “favoráveis à manifestação duma vida de ascese e de visões”. Nasceu o Santo em 1417, no ano em que ao grande cisma do Ocidente punha fim o Concílio de Constança, elegendo Martinho V. A ideia dos grandes místicos, que tomam parte nas complicadas atividades da vida política, não surpreende depois dos grandes exemplos de S. Bernardo, Santa Catarina de Sena, Santa Brígida e Santa Joana d’Arc. S. Nicolau de Flue representa a suprema encarnação do génio da Suíça, por ser o salvador e pacificador da pátria, o fundador da Confederação e o primeiro patriota confederado. É curioso observar que já no século XVI, tanto católicos como protestantes se ocupam do Santo, naturalmente por motivos diferentes. Zuínglio, para repetir aos suíços que fujam de alianças estrangeiras, e os católicos a fim de lhe promoverem a canonização oficial. mas esta só veio a chegar a bom porto uns 400 anos mais tarde; na demora intervieram também motivos políticos. O que mais surpreende na vida de Nicolau é que se possam unir assim numa mesma pessoa o ordinário e admiravelmente perfeito, com o extraordinário e evidentemente divino. E o mais extraordinário dele não é fantasia; encontra-se perfeitamente garantido por testemunhos fidedignos. Nos primeiros anos, foi “jovem, casto, bom, virtuoso, piedoso e sincero”. Trabalhou na agricultura. Foi notado que tendia para a solidão e a oração, e não faltou quem descobrisse, embora os escondesse, os seus quatro jejuns por semana. pelos 30 anos casou-se com Doroteia Wyss, de 16. Foram 20 anos de união matrimonial e 10 filhos. Um frequentou a universidade e o primogénito chegou a ser presidente da Confederação helvética. Das vigílias por ele consagradas à oração falaram a mulher e uma filha. Com três anos de casado, tem de intervir na libertação de Nuremberga; o seu nome figura entre os dos 699 suíços que tomaram parte na expedição. E toma parte em mais duas ações guerreiras. É certo que o grande amigo da paz não podia tomar parte na guerra senão por ordem dos superiores. Mas, na hora de combater pela pátria, também, não podia permitir, por falta de coragem, que triunfasse a insolência do inimigo. Aos 50 anos retira-se para a vida eremítica. À excepção da heroica esposa, todos começam por desaprová-lo, esmo os dois filhos mais velhos mas estes não tardaram em mudar de parecer; um ano depois foram ajudar a construir para o pai a capela de que este necessitava. Foi num monte, perto de Ranft, onde estava a sua propriedade, que ele passou os últimos 20 anos, inteiramente entregue à contemplação, sem nunca voltar a casa; e foi lá também que morreu, rodeado pela mulher e pelos filhos. Notemos que o amor conjugal não pereceu entretanto nesta separação, apenas se transformou, um pouco antecipadamente , nesse amor que há-de manter-se no céu; o mesmo, mais belo porém. Nesse eremitério resolveu-se a aparente contradição que existe entre o infinito e o finito, entre o pouco que nós somos e a imensidade do amor divino; nessa cela com duas janelas pequeninas, uma a dar para a capela, outra para a natureza esplêndida da região de Unterwald. A essa capelinha verá Nicolau acorrerem peregrinações. Um dia, o bispo de Constança submeteu à prova a obediência do penitente, ordenando-lhe que interrompesse o jejum; não se fez esperar que seguisse o preceito. O carácter milagroso deste jejum foi já reconhecido no tempo de Alexandre VII (1655-1667), antes de Bento XIV mandar estudar o problema dos jejuns prolongados, exatamente a propósito deste de Nicolau. O seu único alimento durante estes anos foi a Sagrada Eucaristia. “Se durante 20 anos – diz Pio XIIele se alimentou unicamente do pão dos anjos, este carisma foi o complemento e a paga duma longa vida de domínio de si mesmo e de mortificação por amor de Cristo”. Tal jejum foi o esplendor externo duma santidade interna, misteriosa e secreta. Retirar-se do mundo não marcou todavia, para S. Nicolau, o fim duma obra histórico-política. Foi antes um princípio de mais pronunciada fase. Nicolau foi juiz e conselheiro do seu cantão. Foi deputado na Dieta Federal de 1462 e recusou o cargo de chefe de Estado. O seu influxo nos assuntos federais mostra-se já evidente no tratado de paz perpétua com a Áustria, em 1473. Todavia, a sua obra pacificadora importante começa a partir de 1478. Evitando a guerra civil , fez renascer a unidade da Suíça, o que lhe valeu o título de “pai da pátria”. E em 1481, quando Unterwald estava decidido a separar-se de Lucerna e de Zurique, o que poria fim à existência da Confederação, um emissário da Assembleia, que se dispunha a homologar a ruptura, correu a trazer a notícia ao ermitão de Ranft. Nicolau passou a noite a redigir um  projeto de constituição que, no dia seguinte, foi aprovado por unanimidade pela mesma  Assembleia, o que restabeleceu para sempre a unidade e a paz. É certo que a história da Idade Média está  cheia de intervenções dos santos, dos solitários, dos recolectos, que em horas trágicas chegaram a salvar as suas cidades. Recordemos, por exemplo, S. Francisco de Assis e S. Bernardino de Sena. Mas o que distingue S. Nicolau de Flue, comparando-o com os outros, é que realizou, dalguma maneira, obra política tecnicamente, fazendo prevalecer, na prática e na teoria, a ideia duma comum pátria, indivisa e capaz de ultrapassar as preocupações e os interesses cantonais. Mas não podem os deixar de reconhecer outra vez; a grandeza de Nicolau consiste em ter afirmado abertamente a primazia da vida interior – ele que teve uma vida pública tão fecunda e transcendente –, em se ter deixado possuir pouco a pouco pelos valores eternos. Porque só estes são capazes de equilibrar os temporais. Não vamos referir as suas visões, mesmo da Santíssima Trindade. Os decretos de beatificação e de canonização tomam em conta unicamente o essencial, isto é, a santidade  as virtudes em grau heroico, dos Servos de Deus; não a realidade dos factos fora do comum. Mas Nicolau passou o Jordão, digamos. Passou para o outro lado das coisas. depois foi-lhe possível deixá-las tornar a si. E vieram não para o estorvar, mas para ser elevadas. Depois que resolveu prescindir delas, foram elas mesmas que entenderam não poder passar sem ele. Porque Nicolau foi, mais que tudo, titã ou gigante da oração. Faleceu a 21 de Março de 1487. “Nicolau de Flue – diz Pio XIIencarna com plenitude admirável, a união da liberdade terrestre com a liberdade celestial”. Do livro  SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.cathjolic e www.santiebeati.it

 

MÁRTIRES DE ALEXANDRIA

(339)

Sendo restabelecido Santo Atanásio na sé de Alexandria pelo ano de 337, foi levantada uma perseguição pelo partido ariano no tempo do imperador Constâncio (339). Ia sobretudo contra o bispo, cujo regresso causara grande alegria entre os católicos, em todas as igrejas da região. Na sexta-feira santa, os arianos e os pagãos, armados com paus e espadas, invadiram a igreja. “As virgens santas, escreveu Atanásio, foram então despojadas dos vestidos e tratadas da maneira mais indigna; foram espezinhados monges e outros espancados cruelmente ; os altares profanaram-se e arrastaram-se para os tribunais sacerdotes e leigos; outros cristãos foram vergastados, além de virgens serem encarceradas. O intruso Gregório de Capadócia atreveu-se a penetrar ele mesmo na Igreja, levou o prefeito a prender imediatamente 34 virgens ou senhoras cristãs, ao mesmo tempo que homens livres: flagelaram-nos publicamente e carregaram-nos de ferros”. Santo Atanásio, que mal pôde escapar a esta cena tumultuosa, descreveu-a numa carta encíclica, na Segunda apologia, e na Vida de Santo Antão. Essas desordens realizaram-se de 18 a 22 de Março. A Igreja comemorou essas vítimas no antigo Martirológio, mencionando-as a 21 de Março. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BEATA BENEDITA CAMBIAGGIO FRASSINELLO

Fundadora (1791-1858)

Benita Cambiagio Frassinello, Santa

Benedita Cambiagio Frassinello, Santa

Veio ao mundo em  Langasco (Itália) a 2 de Outubro de 1791, última de 7 filhos de uma família verdadeiramente cristã. Aos 13 anos emigrou com os pais e irmãos para Pavia, onde já se encontrava uma grande colónia de genoveses. Por volta dos 20 anos desejando ser religiosa, afastou-se de casa e escondeu-se num lugar retirado para se entregar à oração e penitência. Todavia, no dia 7 de Fevereiro de 1816 contraiu matrimónio com João Baptista Frassinello, operário de Ronco Serivia, que tinha também ele emigrado para Pavia. O marido, admirado com a grandeza de alma e o ardor da vida espiritual da esposa, esforçou-se por imitá-la, de tal forma que dois anos depois do matrimónio, com a aprovação do diretor espiritual, fizeram voto de castidade. Ambos descobriram que Deus os chamava à vida consagrada. Havia, no entanto, um impedimento. Tinham em sua casa uma irmã de Benedita atacada de cancro intestinal, que eles tratavam com incansável caridade e amor. Quando ela faleceu, a 9 de Julho de 1825, João Baptista ingressou como irmão leigo na Ordem dos Clérigos Regulares de Somaschi, e a esposa nas Ursulinas de Capriolo (Bréscia). Permaneceu lá pouco tempo, porque uma doença a obrigou a voltar para Pavia. Confortada com uma visão de S. Jerónimo Emiliano (1486-1537) que a curou da enfermidade, e encorajada pelo Bispo, em meio de enormes dificuldades e extrema pobreza, que a obrigou a pedir esmola de porta em porta, deu início à obras de assistência às meninas pobres e abandonadas e às raparigas da rua. O cavalheiro Domenico Pozzi (1829), impressionado com a obra de Benedita Cambiaggio, foi em seu auxilio, proporcionando-lhe uma casa convenientemente equipada para escola, a primeira deste género em Pavia. No espaço de pouco tempo, a casa, aprovada pelo Bispo e pela autoridade civil, quadruplicou o número de asiladas, que em 1831 ultrapassavam a centena. Para levar por diante  obra de tamanha envergadura, ela foi formando um grupo de jovens que a auxiliavam; depois, com algumas delas, fundou o Instituto das Irmãs Beneditinas da Divina Providência. Não lhe faltaram perseguições, que a obrigavam inclusive a retirar-se de Pavia e estabelecer-se em Ronco Serivia, onde passou os últimos 20 anos da sua vida. Lá faleceu santamente, a 21 de março de 1858. Foi beatificada no domingo, 10 de Maio de 1987. AAS 77 (1985) 1183-9; L’OSS. ROM. 17.5.1987; DIP 2, 1-3. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.cathjolic e www.santiebeati.it

 María Francisca das Chagas, Santa
Religiosa

María Francisca de las Llagas, Santa

María Francisca de las Llagas, Santa

Nasceu em Nápoles, Itália em 1715. Seu pai era um tecedor, homem de terrível mau génio, e a mãe era uma mulher extraordinariamente piedosa. Desde muito pequenita foi obrigada por seu pai a trabalhar muitas horas cada dia na sua oficina de fios, mas a mamã aproveitava todo tempo livre para lhe ler livros piedosos e levá-la ao templo a orar. O pároco, admirado de sua piedade e vendo que sabia de memória o catecismo, admitiu-a aos 8 anos à Primeira Comunhão, e no ano seguinte a encarregou de preparar a vários meninos. Como era formosa, o papá lhe conseguiu um noivo de classe rica. Mas María Francisca lhe disse que havia prometido a Deus conservar-se solteira e virgem para dedicar-se á vida espiritual e a ajudar a salvar almas. O padre ficou encolerizado e a castigou severamente; sem embargo, graças às influências e mediação de um padre franciscano, o papá da santa aceitou deixá-la em liberdade para que ela seguisse sua vocação religiosa. Em 8 de Setembro de 1731 recebeu o hábito de Terceira franciscana e seguiu vivendo em sua casa, mas com comportamentos de religiosa.

María Francisca de las Llagas, Santa

María Francisca de las Llagas, Santa

Frequentemente enquanto estava em oração entrava em êxtases. A Virgem lhe aparecia e lhe trazia mensagens. Após a morte de sua mãe, a santa decidiu abandonar seu lar e mudar-se para uma casa cural onde permaneceu os últimos 38 anos de sua vida, sempre em constante oração, penitência e sofrimento que os oferecia pelas almas do purgatório e a conversão dos pecadores. Pouco depois, apareceram-lhe as cinco chagas ou feridas de Jesús em seu corpo. Sua saúde era muito defeituosa e as enfermidades a faziam sofrer enormemente. Em 6 de Outubro de 1791 morreu santamente. E em 29 de Junho de 1867 o Sumo Pontífice Pío IX a declarou santa. Em alguns sítios é festejada em 6 de Outubro, dia de sua chegada ao Reino de Deus.

• Serapião o Escolástico, Santo
Bispo

Serapión el Escolástico, Santo

Serapión o Escolástico, Santo

Etimologicamente significa “pertencente à divindade de Serapis”. Vem da língua grega. A este monge egípcio se conhece também como Serapión de Thmuis.  A data de sua morte se situa mais ou menos entre os anos 365 e 370. As características que melhor o definem são, sem dúvida, sua penetrante inteligência e sua eloquência. Graças a elas teve na Igreja um papel relevante. Estudou na célebre escola catequética de Alexandria. Depois se dedicou à vida eremítica. Neste campo teve um mestre excepcional, santo António. A nível intelectual, encontrou em santo Atanásio um amigo sincero. O recorda com carinho em seu livro “Vida de santo António”. Ao separar-se, lhe deixou sua túnica. O nomearam bispo de Thmuis no delta do Nilo. Se lhe reconheceu em seguida por seu carácter de dirigente nos assuntos eclesiásticos e por sua clara e transparente oposição ao arianismo. O próprio são Jerónimo o elegeu como confessor. Por sua vida pastoral como cabeça da diocese rondava a ideia de escrever um livro magnífico contra os maniqueus. Defende contra eles a doutrina de que nossos corpos são instrumentos para o bem ou para o mal. Tudo depende da disposição do coração. Os maniqueus sustentam que a alma é obra de Deus, mas nossos corpos o são do diabo. Também escreveu várias cartas e um livro baseado nos títulos dos Salmos, mas não resta nenhum.  No ano 1899 se descobriu o livro mais conhecido sobre os santos, chamado Eucológio. É uma coleção litúrgica de orações que ele mesmo empregou quando era bispo.  É interessante para conhecer a adoração e a fé dos primeiros cristãos egípcios. Frequentemente repetia esta expressão cheia de conteúdo: "A mente se purifica pelo conhecimento, as paixões espirituais da alma com a caridade e os apetites desordenados com a abstinência e a penitência." ¡Felicidades a quem leve este nome!  Comentários ao P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com

• Filemón e Donino de Roma, Santos
Mártir

Filemón y Donino de Roma, Santos

Filemón e Donino de Roma, Santos

Este jovem com seu amigo Donino, em tempos das duras e temíveis perseguições, confiando mais em Deus que neles mesmos, se dedicaram a percorrer Itália. Simplesmente, manifestar a todo o mundo a alegria que lhes dava o Ressuscitado em seu mundo interior. Não podiam ficar encerrados em si mesmos -o mais fácil– senão que tinham que viver a solidariedade de sua fé. Iam pregando o Evangelho e batizando aos infiéis que se encontravam em seu caminho, com prévia preparação, claro está. Dizem seus biógrafos que sua palavra era tão ardente que comoviam as massas de pagãos e infiéis. As dificuldades não tardaram em aparecer. Provinham principalmente dos seguidores dos cultos aos ídolos. Não aguentavam que dois jovens deixassem os templos pagãos vazios enquanto que suas reuniões para celebrar a Palavra de Deus, se enchiam de fieis em Cristo Jesús.  Prenderam-nos e os enviaram ao governador. Este, para os ganhar, lhes prometeu o ouro e o mouro se renegassem de Cristo. Visto que com afagos não conseguia seus propósitos, os enviaram à cadeia na qual lhes deram tremendos tormentos. E cansado de sua fama, mandou que lhes cortassem a cabeça em tal dia como hoje. Suas vidas se criaram nas “Passio” ou teatro para dar a conhecer sua vida. Não há fundamento histórico.

• Catalina (Fieschi) de Génova, Santa
Viúva

Catalina (Fieschi) de Génova, Santa

Catalina (Fieschi) de Génova, Santa

Martirológio Romano: Em Génova, na Ligúria, de Itália, santa Catalina Fieschi, viúva, insigne pelo desprezo do mundano, por seus frequentes jejuns, amor de Deus e caridade para com os necessitados e enfermos. (1510). Data de canonização: Foi Canonizada em 18 de Maio de 1737 pelo Papa Bento XIV. Santa Catalina de Génova, pertenceu à família Fieschi, sendo a quinta filha do matrimónio de James Fieschi e Francesca di Negro de Génova. A família era de muita fama e fortuna durante o século XV, e conta com dois Papas: Inocêncio IV e Adriano V. Catalina foi conhecida mais tarde no mundo como modelo de conduta, admirada não só para a Igreja Católica mas também por outros batizados. Dedicou toda sua vida ao Senhor, entregando-se a Ele desde muito jovem. De menina foi muito obediente e em suas atitudes já sobressaíam os desejos pela santidade e a penitência. Com tão só oito anos de idade já mostrava uma inclinação particular à penitência, trocando sua cama cómoda e luxuosa pelo duro piso, e sua almofada por um áspero tronco. Ao cumprir doze anos teve sua primeira visão do amor de Deus, na qual Jesús compartilhou com ela alguns dos sofrimentos de sua Santa Paixão. Aos treze anos decidiu abraçar a vida religiosa no convento das Irmãs de Nossa Senhora da Graça, onde sua irmã Limbania era já uma Religiosa professa. Falou com o diretor da Ordem, mas não aceitavam meninas tão jovens na congregação. Isto causou uma forte ferida no coração de Catalina, mas não perdeu sua fé no Senhor. Quando seu pai morreu, se pensou que era necessário manter o mando político unindo em matrimónio aos filhos do mesmo posto. Na idade de 16 anos se viu obrigada a casar-se num matrimónio de conveniência. Seu esposo era totalmente oposto a Catalina, ela piedosa e ele, um homem de mundo que não tinha compaixão nem escrúpulos por ninguém, nem por nada. Os primeiros anos de sua vida matrimonial foram muito difíceis. Catalina, depois de haver aguentado muitas infidelidades de parte de seu esposo, aos cinco anos de casada, se sentiu abandonada de todos e em profunda desolação, inclusive de Deus. Voltou a sua vida para a frivolidade, de festa em festa, tratava de buscar um significado para sua vida. Mas isto não a encheu de paz nem de gozo, mas sim de desespero e depressão. Sua Conversão. Em 21 de Março, de 1473, na festa de São Bento, sua irmã Limbania lhe sugeriu que fosse a um sacerdote confessor, ela consentiu. Se encontrou com um santo confessor por meio do qual o Senhor a encheu de grande fortaleza e de Seu amor incondicional; caiu em êxtases e se sentiu incapaz de confessar seus pecados. Nesse momento o Senhor lhe mostrou toda sua vida como passada numa película; pôde ver a traição que ela havia feito ao amor do Senhor, mas ao mesmo tempo pôde ver através das Sagradas Chagas de Jesús, a grande misericórdia do Senhor por ela e por todos os homens, e o contrastante amor de Deus e o amor do mundo. Isto lhe fez repudiar desde esse momento o pecado e o mundo. Esse mesmo dia, estando em sua casa, o Senhor lhe apareceu, todo ensanguentado, carregando a cruz, e lhe mostrou parte de Sua vida e de Seu sofrimento. Ela, cheia de amor do Senhor e triste pelos dez anos que havia desperdiçado não amando ao Senhor, decidiu limpar sua vida e assim, começar uma vida nova n’Ele. Logo, Nosso Senhor durante outra aparição, fez recostar a cabeça de Catalina em Seu Peito  igual que o Apóstolo São João, dando-lhe a graça de poder ver tudo através de Seus olhos e sentir através de Seu coração trespassado. Por meio de suas constantes orações, seu esposo se converteu e aceitou viver em celibato perpétuo. Decidiu entrar na ordem franciscana terceira e se trasladaram do palácio para uma casa pequena perto do hospital, onde serviam aos enfermos, ajudando-os a morrer em paz. É ali onde seu esposo morre vítima de uma enfermidade contagiosa. http://es.catholic.net/santoral

• Miguel Gómez Loza, Beato
Mártir laico

Miguel Gómez Loza, Beato

Miguel Gómez Loza, Beato

Nasceu em Tepatitlán, Jalisco, em 11 de agosto de 1888. Filho de campesinos, desde sua meninice até sua juventude cuidou de sua mãe, viúva, na modesta aldeia de Paredones; sem embargo, nunca abandonou o desejo de superar-se em ciência e na virtude. Desde sua juventude foi promotor incansável da doutrina social da Igreja. Junto com seu entranhável amigo Anacleto González, nas filas da Associação católica da juventude mexicana, de Guadalajara, encontrou escola e cátedra para sua formação religiosa e moral, e para suas ânsias apostólicas. Sorteando mil dificuldades, ingressou na Escola livre de Direito, perseverando em seus estudos até concluir a carreira de direito. Homem intrépido, de convicções, nada o arredava em seus propósitos quando estes eram justos, lícitos e devidos. Por defender os direitos dos necessitados, cinquenta e nove vezes foi encarcerado, e muitas vezes golpeado. Em 1922 contraiu matrimónio com María Guadalupe Sánchez Barragán. De seu matrimónio lhe nasceram três filhas. Em 1927, durante a perseguição religiosa contra a Igreja, Miguel se uniu à Liga defensora da liberdade religiosa, empregando todos os meios pacíficos permitidos para resistir os ataques do Estado à liberdade de credo. Para defender a liberdade e a justiça, aceitou a nomeação de governador de Jalisco, conferido pelos católicos da resistência. Perseguido pelas forças federais, foi assassinado pelo exército federal, perto de Atotonilco o Alto, Jalisco, em 21 de Março do ano 1928. Para ver mais sobre seus companheiros mártires faz "click" AQUI
Reproduzido por autorização de Vatican.va

46380 > San Agostino Zhao Rong Sacerdote e martire  MR
46300 > Santa Benedetta Cambiagio Frassinello Religiosa  MR
90603 > San Berillo di Catania Vescovo 
93849 > Beati Commendatori di Siviglia e Cordova Mercedari 
91840 > Sant' Elia Eremita presso Orta 
92018 > Sant' Endeus (o Enna o Enda) di Aran Abate  MR
46250 > Santi Filemone e Donnino di Roma Martiri 
46330 > San Giacomo il Confessore Martire MR
46340 > San Giovanni di Valenza Vescovo  MR
91175 > San Giustiniano di Vercelli Vescovo 
91772 > Beata Lucia da Verona 
46320 > San Lupicino Abate  MR
46310 > Santi Martiri Alessandrini  MR
46370 > Beato Matteo Flathers Martire  MR
93185 > Beato Michele Gomez Loza Laico e martire 
34850 > San Nicola di Flue Padre di famiglia, eremita  MR
46350 > San Serapione di Thmuis Vescovo  MR
46360 > Beati Tommaso Pilchard e Guglielmo Pike Martiri  MR

 

http://es.catholic.net/santoral  -   www.santiebeati.it  -  www.jesuitas.pt

Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português

por António Fonseca

Nº 865-1 - REZAR NA QUARESMA - 21 DE MARÇO DE 2011

865-1

21 DE MARÇO

2º FEIRA

2ª SEMANA DA QUARESMA

Lucas 6, 36-38 

“Não julgueis e não sereis julgados.

Perdoai e sereis perdoados.

Dai e dar-se-vos-á.”

*************

Mais uma vez, a Palavra de Jesus mostra a verdade de quem somos 

Todos precisamos de ser amados, acolhidos, perdoados… e somo-lo mesmo.

Deus ama-nos, acolhe-nos, perdoa-nos em cada dia. 

E, amparados por esta ternura de Deus, vamos avançando pela estrada da vida.

E ao nosso lado caminham outras pessoas: umas simpáticas, outras nem, por isso.

E como fomos tratados por Deus, assim vamos tratando os outros.

»»»»»»»»»

Mais uma vez, me surpreendes, Senhor.

Quando eu penso que tudo se joga

Entre Tu e eu,.

Tu me abres os olhos para os outros.

Estar numa relação séria conTigo

leva-me a amar cada vez mais

os irmãos e as irmãs

que puseste no meu caminho.

 

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edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

António Fonseca  -  www.aarfonseca@hotmail

Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

Nº 5 801 - SÉRIE DE 2024 - Nº (277) - SANTOS DE CADA DIA - 2 DE OUTUBRO DE 2024

   Caros Amigos 17º ano com início na edição  Nº 5 469  OBSERVAÇÃO: Hoje inicia-se nova numeração anual Este é, portanto, o 277º  Número da ...