sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Queda de meteorito na Rússia provoca mais de 500 feridos

Nº 1562-8 - Encontro diário com Deus - 15 de Fevereiro de 2013

Do livro Encontro diário com Deus – Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.br

Pensamento do Dia

 

Ser solidário é colocar-se ao serviço dos outros.

Ser fraterno é preocupar-se em fazer o bem a todos.

Pe. António Francisco Bohn

 

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013

A Campanha da Fraternidade está na sua 50ª edição. Realizada todos os anos, seu principal objetivo é despertar a solidariedade das pessoas em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e apontando soluções. A primeira CF foi idealizada no dia 26/12/1963, sob influência do espírito do Concílio Vaticano II. Ao longo da história, as Campanhas abordaram questões do compromisso cristão na sociedade. Em alguns casos, essas questões discutidas fizeram surgir pastorais ou serviços no seio da Igreja. Com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6, 8) a CF de 2013 tentará refletir o cenário da juventude no Brasil, sua importância e cuidado para seu sadio crescimento como ser humano e cidadão junto da sociedade

 

Frei Edrian Josué Pasini, OFM

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NOTA:

Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:

Todos os direitos reservados.

Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.

Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:

http://confernciavicentinadesopaulo.bloghspot.com – Blogue SÃO PAULO (e Vidas de Santos)

Já que apenas tenho o intuito de dar a conhecer os Pensamentos do Dia, aos meus leitores, dando sempre o nome dos Autores dos mesmos, e, colocando sempre a hiperligação anunciada: http://www.vozes.com.br.

Obrigado e desculpem.

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1561-3 - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - (59) - 15 de Fevereiro de 2013

Nº 1561 - (3)

BOM ANO DE 2013

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Caros Amigos:

Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)

segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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GELÁSIO II

Gelásio II

Gelásio II

(1118-1119)

Após a morte de Pascoal II e porque se temia a intervenção do imperador, à pressa, em apenas três dias e secretamente, foi eleito papa, em 10 de Março de 1118, o monge João de Gaeta, um homem de avançada idade.

De facto, os receios confirmaram-se porque, pouco depois, ao ser conhecida a eleição, Cêncio Frangipani, acompanhado das hordas imperiais, entra na casa onde estava Gelásio, arrastando-o, espancando os cardeais presentes e aprisionando o papa, algemado, numa torre. O povo, quando dá conta do ocorrido, revolta-se e, com o auxílio dos Normandos, liberta o papa que se dirige a Latrão aclamado por todos.

Menos de um mês depois, Henrique V vem da Lombardia para Roma, disposto a obrigar Gelásio II a coroá-lo.

O papa, ao ter conhecimento da vinda do imperador e para evitar conflitos, refugia-se em Gaeta, sua cidade natal, onde é sagrado em 10 de Março de 1118, pelos cardeais e bispos que para ali se dirigiram.

O imperador, sentindo-se frustrado por não conseguir a coroação, resolve eleger um antipapa na pessoa de Maurício Burdino, arcebispo de Braga, que toma o nome de Gregório VIII.

Gelásio II excomunga o imperador e o antipapa num concílio realizado em Cápua e regressa Roma, mesmo com o antipapa a ocupar grande parte da cidade.

Em 21 de Julho, quando celebrava a festa de Santa Praxedes, na basílica com o seu nome, vê-se, de novo, atacado por Cêncio e os seus sequazes, mas consegue fugir, só regressando a Roma depois de tudo acalmado. Contudo, vendo que não podia viver e governar em paz, abandona a cidade, nomeando seu vigário o bispo de Portus e dirige-se para França, onde foi acolhido com demonstrações de carinho e júbilo.

Em Janeiro de 1119 celebra um sínodo em Viena e pouco depois, vitimado por uma pleurisia, faleceria nos seu mosteiro de Cluny.

 

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GREGÓRIO VIII - (ANTIPAPA)

Gregório VIII – Antipapa

(1118-1121)

O imperador Henrique IV dirigiu-se a Roma para obrigar o papa Gelasio II a coroá-lo, mas o papa, não o querendo fazer e receoso, refugiou-se em Gaeta, sua cidade natal, onde foi sagrado por bispos e cardeais que ali se deslocaram.

Zangado o Imperador nomeia em 8 de Março de 1118 como antipapa o monge cluniacense Maurício Burdino, que se encontrava em Roma para discutir o litígio do primado entre Braga e Compostela, em Março de 1118.

A retirada do imperador em Janeiro de 1119 determinou a queda de Gregório, pois Gelásio II reúne em concílio em Cápua, onde excomunga o imperador e o antipapa, regressando a Roma, onde Gregório, mesmo abandonado pelo imperador, continuava a resistir, ocupando grande parte da cidade.

Depois da morte de Gelásio II é eleito papa Calisto II, mas Gregório mantém a resistência e só quando Calisto II entrou triunfalmente em Roma é que resolveu fugir, refugiando-se em Sutri, onde, mais tarde, viria a ser preso, depois do papa o ter excomungado em Abril de 1121.

Conduzido a Roma envolto numa pele de bode e vaiado pelos populares, valeu-lhe a bondosa intervenção do papa, que determinou a sua ida para um convento, onde morreu em 1137, sem nunca ter renunciado à sua falsa dignidade papal

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CALISTO II

Calisto II

Calisto II

(1119-1124)

Os cardeais que tinham acompanhado a França o papa Gelásio II, regressaram de imediato após a sua morte e elegeram, em 8 de Fevereiro de 1119, Guido de Borgonha como papa, com o nome de Calisto II.

Uma vez eleito, celebra em Toulouse, em 8 de Julho de 1119, um sínodo em que estabelece diversos cânones contra os abusos existentes e convoca para 20 de Outubro, em Reims, outro sínodo, que reuniu mais de 200 bispos, grande número de abades e clero, com o fim de pôr termo à luta com o imperador por causa das investiduras.

Em Março do ano seguinte atravessa os Alpes a caminho de Roma, onde é recebido com o apoio popular, do clero e da maioria da nobreza.

Foi nesta altura que o antipapa Gregório VIII fugiu para Sutri e Henrique V, ao ver o apoio a Calisto II, teve de ceder e manda uma embaixada ao papa. Calisto II acolhe-a favoravelmente e escreve ao imperador: «Não temas, Henrique, que a Igreja te vá arrebatar qualquer direito, pois não ambicionamos a glória imperial. Que à Igreja se dê o que é de Cristo e ao imperador que é do imperador. Se quiserdes ouvir-nos, alcançarás o apogeu do teu poder imperial e, juntamente, a glória do reino eterno».

Henrique V cede e aceita os acordos da Dieta de Worms, celebrada em 1122, o ano da paz entre os dois poderes e da recuperação da liberdade religiosa pela Igreja, depois de uma luta de mais de 50 anos, que pôs, finalmente, fim à chamada “Querela das Investiduras”.

O que se firmou, resumidamente, foi o imperador renunciar ao poder das investiduras eclesiásticas, deixando às Igrejas a plena liberdade de eleger e consagrar os seus bispos. Por sua vez, o papa, em sinal de deferência, consente que na Alemanha as eleições episcopais se realizem perante o Imperador ou os seus representantes, mas sem violência nem simonia.

As atas fazem a distinção entre o pontífice e o senhor temporal.

Tinham decorrido mais de 600 anos desde que Clodoveu I introduziu este nefasto costume de os reis poderem nomear os bispos à sua vontade.

Ficava apenas pendente uma outra controvérsia, a do dominium mundio domínio universal –, ao qual o imperador não podia renunciar e que os papas ostentavam desde que Urbano II o exercera durante a I Cruzada.

Para confirmar e publicar os acordos da Dieta de Worms, Calisto II celebra em 18 de março de 1123 um concílio em Latrão (o IX Concílio Ecuménico e o primeiro no Ocidente), tendo o importante intuito de efetuar a reforma moral do clero e o acabar com a simonia, agora possível por ter terminado a possibilidade da investidura laica.

Com a presença de 300 bispos e 600 abades, o concílio, em união com o papa,condenou as ordenações e promoções simoníacas, o concubinato do clero e declarou nulas as ordenações do antipapa deposto e em fuga. Este concílio confirmou ainda, solenemente e de modo definitivo, o primado da Igreja de Roma contra as tentativas de autonomia das Igrejas nacionais à sombra do poder político. A ideia do papa Gregório VII tinha triunfado.

Calisto II pouco sobreviveu a este triunfo, pois faleceu em Roma, depois de um magnifico pontificado, sendo sepultado em São João de Latrão.

Continua:…

Post colocado em 15-2-2013 – 12H45

ANTÓNIO FONSECA

Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

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