sexta-feira, 22 de março de 2013

Nº 1595-8 - Encontro diário com Deus - 22 de Março de 2013

Nº 1595-8

Do livro Encontro diário com Deus – Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.br

 

Pensamento do Dia

 

Enquanto o poço não seca,

não sabemos dar valor à água

 

Thomas Fuller

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Se o outro cai, você oferece sua mão para levantá-lo; se o o outro está cheio de ira, você oferece sua paciência para acalmá-lo.

Quando o outro peca, você oferece o seu perdão.

Esteja sempre pronto a oferecer os gestos de bondade para neutralizar os atos de maldade, a oferecer o seu amor para aplacar o ódio; ofereça sua riqueza para remediar a pobreza; ofereça sua justiça para contrabalançar as injustiças.

 

Frei Anselmo Fracasso, OFM

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NOTA:

Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:

Todos os direitos reservados.

Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.

Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:

http://confernciavicentinadesopaulo.bloghspot.com – Blogue SÃO PAULO (e Vidas de Santos)

Já que apenas tenho o intuito de dar a conhecer os Pensamentos do Dia, aos meus leitores, dando sempre o nome dos Autores dos mesmos, e, colocando sempre a hiperligação anunciada: http://www.vozes.com.br.

Obrigado e desculpem.

ANTÓNIO FONSECA

Nº 1597-7 - REZAR NA QUARESMA - 5ª SEMASNA - 6ª Feira - 22 de Março de 2013

Nº 1597-7

edisal@edisal.salesianos.pt

http://www.edisal.salesianos.pt/

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22 de MARÇO de 2013

5ª SEMANA DA QUARESMA

(Sexta-feira)

João 10, 31-42

Mostrei-vos muitas boas obras,

da parte de meu Pai.

Por qual me quereis apedrejar?

 

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Tanta hostilidade das elites face a Jesus…

Naquele tempo tinham medo que o povo acreditasse em Jesus e deixasse de suportar os esquemas opressivos e tirânicos.

Hoje têm medo que as pessoas encontrem em Jesus uma esperança sólida.

Que as pessoas percebam, de uma vez por todas, que o Evangelho oferece uma alternativa que enche a vida de beleza e sentido.

 

»»»»»»»»»»

Louvado sejas, Irmão Jesus,

Por enfrentares o ódio e o rancor sem desanimares.

Por continuares a amar-nos incansavelmente.

Por não desistires diante da ingratidão e da falsidade.

 

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NOTA:

Adquiri no dia 11 de Fevereiro no JORNAL VOZ PORTUCALENSE, este livrinho “REZAR NA QUARESMA – Ano C” que menciona na sua pós-capa, o seguinte:

A Quaresma é um tempo para dar mais qualidade à vida.

Para encontrar de uma forma fresca e nova o Jesus dos evangelhos.

Este livro é um convite a fazeres desta Quaresma um caminho que leva à mudança,

à liberdade interior, a uma fé mais feliz.

Em cada dia da Quaresma encontras duas páginas que contêm:

  • Uma citação bíblica usada na liturgia desse dia;
  • Uma frase bíblica em destaque;
  • Uma imagem para te ajudar a pensar;
  • Uma meditação que faz a ponte entre a Bíblia e a tua vida;
  • Uma proposta de oração.

Não tenhas medo desta aventura da fé

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Conforme tenho dito e escrito aqui neste 3 últimos anos, creio que não estou a ir além do permitido, ao incluir neste meu blogue as referidas leituras e imagens (que certamente não estarão tão bem impressas como no referido livro) – desde que faça alusão à sua publicação através das Edições Salesianas, mesmo até porque este blogue embora seja público, não deverá (com muita pena minha), alcançar grande número de leitores, apesar de servir talvez, por isso mesmo, para fazer um pouco de propaganda para o referido livro poder ser adquirido por mais gente… penso eu.

Dai que, durante este período de Quaresma, eu tenha decidido efetuar aqui a transcrição dos textos diariamente, sob a forma acima expressa, pelo que solicito a devida vénia às Edições Salesianas.

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António Fonseca

Endereço principal: antoniofonseca1940@hotmail.com

Endereço secundário: antoniofonseca40@gmail.com

Endereço do blogue: http://confernciavicentinadesopaulo.blopgspot.com

Nº 1596 - (3) - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - (94) - 22 de Março de 2013

Nº 1596 - (3)

BOM ANO DE 2013

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Caros Amigos:

Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)

segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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PIO VIII

Pio VIII

Pio VIII

(1829-1830)

As divergências entre as cortes de França e da Áustria dificultavam a resolução dos cardeais reunidos em conclave, que acabaram por eleger, em 5 de Abril de 1829, o cardeal Castiglione, homem de certa idade, enfermo e quase incapacitado, que tomou o nome de Pio VIII.

Era um homem muito competente, de sólida formação e grande virtude. A sua valentia ficara demonstrada e era lembrada por ter sido feito prisioneiro quando os Franceses invadiram a Itália.

No seu pontificado, de apenas vinte meses, apoiou a independência da Bélgica e dos Países Baixos.

Na Irlanda, os católicos conseguiram a emancipação, graças à atuação de Daniel O'Connell.

Em Portugal, o país estava dividido entre D. Miguel e D. Pedro, mas Pio VIII, embora com palavras amáveis para D. Miguel parecia persuadido da legitimidade de D. Pedro.

No Brasil, consegue levar o imperador D. Pedro a abolir a escravatura.

Na Turquia, acabou com a perseguição aos Arménios e criou um arcebispado em Constantinopla.

A nível interno, publicou uma bula, pela qual estabeleceu que os casamentos mistos, entre católicos e não católicos, apenas seriam válidos quando fosse acordado que os filhos seriam educados na fé católica, e a encíclica Traditi Humiliati, que condenava o indiferentismo religioso, o jansenismo e as sociedades secretas.

Criou o correio do Vaticano; manteve relações com o sultão a favor dos Arménios e validou os decretos do Concilio de Baltimore, de Outubro de 1829, a primeira reunião de bispos realizada nos Estados Unidos.

Faleceu antes da revolução que eclodiu nos Estados Pontifícios.

 

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GREGÓRIO XVI

Gregorio XVI

Gregório XVI

(1831-1846)

O conclave prolongou-se por quase três meses, devido ao veto persistente dos cardeais espanhóis, até que, em 6 de Fevereiro de 1831, foi eleito o cardeal Cappellari, que tomou o nome de Gregório XVI.

O novo papa era um a pessoa virtuosa , mas demasiado conservador para os tempos, em transição, que exigiam mais politicamente .

A Europa dividia-se entre o absolutismo (Prússia, Áustria e Rússia) e o liberalismo (França e Inglaterra), com agitação noutras nações, como em Portugal. Espanha e na própria Itália, onde a Carbonária, os maçons e os bonapartistas tentavam aniquilar o poder temporal do papa.

A revolução de 1830 alastrou aos Estados Pontifícios e os revolucionários negavam-se a aceitar a autoridade do papa. Gregório XVI enviou um grupo de cardeais para os convencer, mas estes ficaram presos. A ordem acabou por ser restabelecida com a ajuda de um  forte exército austríaco.

Impunham-se reformas radicais que foram pedidas pela Áustria, Rússia, França,  Prússia e Inglaterra, porém o papa, demasiado conservador, não acedeu aos pedidos. Quando as tropas austríacas se retiraram, rebentou de novo a revolução, que só foi dominada, muito tempo depois, devido a nova ajuda do exército austríaco.

A maior preocupação de Gregório XVI eram os Estados Pontifícios e o seu desenvolvimento, pelo que introduz barcos a vapor, estabelece uma rede de vacinas e cria várias instituições de caridade e assistência, a par de grandes reformas administrativas, jurídicas e financeiras.

Protege as ciências e as artes, funda os museus Etrusco e Egípcio do Vaticano e restaura a Basílica de São Paulo, destruída por um incêndio em 1823.

Os Estados Pontifícios não acompanham o desenvolvimento industrial, há falta de trabalho e a juventude adere às ideias revolucionarias da libertação e unificação italiana.

No campo da disciplina interna, Gregório XVI foi um grande defensor da ortodoxia ameaçada pela ideologia liberal, sobretudo na França.

O sonho de uma Igreja ligada à democracia lava-o a publicar a encíclica Mirari vos, em que expõe os perigos do indiferentismo religioso.

Papa zeloso e atento, condenou o movimento teológico racionalista de Hermes, bem como o anti-racionalismo externo de Bautain, exortou os bispos da Bélgica e da Polónia para que se mantivessem, fora da política, interveio na Alemanha, no conflito sobre os matrimónios mistos, formou uma convenção com  o imperador Frederico Guilherme III, condenou na Alemanha um movimento a favor da abolição do celibato eclesiástico e advertiu o czar da Rússia a propósito dos atropelos sofridos pelos católicos.

Fomentou as missões na América e na Oceânia, enviou missionários para a Abissínia, Índia, China, Polinésia e America do Norte e incrementou o número de bispos nos Estados Unidos.

Na Espanha, o liberalismo, apoiado pela Maçonaria, procurava impor-se. O ódio iconoclasta fez incendiar diversos conventos e assassinar dezenas de religiosos em Saragoça, Barcelona e Múrcia. Em 4 de Julho de 1835 foi suprimida a Companhia de Jesus e fechados e confiscados alguns conventos de outras ordens religiosas.

Em 1 de Março de 1841, Gregório XVI faz ouvir a sua voz, lamentando e condenando os roubos e perseguições à Igreja, mas o governo como resposta, pretende nomear párocos, vários capitulares e bispos rejeitados pela Santa Sé, aprisionando os que não queiram obedecer. Elabora ainda um plano de reforma para separar da obediência de Roma, a Igreja de Espanha. Gregório XVI publica uma encíclica a denunciar e a condenar estes intentos.

O perigo foi afastado com um novo ministério saído do movimento de 1843, que derrogou os decretos mais ofensivos para a Igreja e negociou uma concordata promulgada em 1845, onde se reconhecia que a religião da nação espanhola era a católica, apostólica e romana, estabelecendo que o Estado se obrigava a manter o culto e os seus ministros.

Em Portugal, a situação também era alarmante para Gregório XVI, pois o liberalismo movia uma luta pertinaz contra o clero e, de um modo especial, às ordens religiosas.

Pouco depois de coroado, o papa, atento ao que se passava em Portugal, com D. Pedro e D. Miguel a disputarem a coroa, expediu a constituição apostólica Solicitudo ecclesiarum, em que salientava a isenção política da Igreja para tratar dos problemas de ordem espiritual sob qualquer forma de governo.

Pouco depois trocavam-se credenciais entre o governo de D. Miguel e a santa Sé. De Paris, onde se encontrava, D. Pedro faz sentir o seu desagrado ao papa, ameaçando com um cisma. De facto, depois de desembarcar no Mindelo a 8 de Julho de 1832 e tendo entrado em Lisboa, D. Pedro convida o representante da Santa Sé a ausentar-se do reino.

Gregório XVI em 30 de Setembro de 1833, protesta contra essa prepotência e declara nulos os decretos de D. Pedro.

Durante alguns anos continuaram as divergências entre Portugal e a Santa Sé, até que em 1838, o papa, pelo breve Multa praeclare, extingue o privilégio do Padroado de Portugal no ultramar, reduzindo-o ao arcebispado de Goa e aos bispados de Macau, ficando os restantes territórios sujeitos diretamente a vigários apostólicos da Santa Sé.

O governo português, já então com a rainha D. Maria II a reinar, cedeu e as relações diplomáticas foram reatadas em 1841. No ano seguinte, o papa presenteou D. Maria II com a Rosa de Ouro.

Gregório XVI faleceu aos 81 anos,  depois de um pontificado austero e cheio e zelo apostólico. Ao receber os últimos sacramentos, disse para os cardeais presentes: «Quero morrer como monge e não como soberano».

 

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Continua:…

Este Post era para ser colocado em 22-3-2013 – 10H30

ANTÓNIO FONSECA

Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

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