terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Nº 3 3 6 2 _ Série - 2018 - (nº 0 2 3) _ 23 de JANEIRO de 2018 _ SANTOS DE CADA DIA _ 11º A N O

Caros amigos:

Desejo a todos os meus leitores 


Um



FELIZ ANO NOVO DE 2018  



Com a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo
Ámen.






 Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso



B O M   A N O   DE   2 0 1 8 






Foto actual do autor
26-Agosto-2016




Nº  3 3 6 2

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Série - 2018 - (nº 0 2 3)
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23 de JANEIRO de 2018
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SANTOS DE CADA DIA
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11º   A N O



 miscelania 008



LOUVADO SEJA PARA SEMPRE 
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO 
E SUA MÃE MARIA SANTÍSSIMA



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Todos os Católicos com verdadeira Fé, 
deverão Comemorar e Lembrar 
os Santos e Beatos de cada dia, além de procurar seguir os seus exemplos

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ILDEFONSO, Santo



Ildefonso de Toledo, Santo



Em Toledo, Espanha, Santo ILDEFONSO bispo que foi monge e prior de um cenóbio e depois eleito para o episcopado; escreveu numerosos livros de eminente linguagem, compôs insignes preces litúrgicas e venerou com admirável zelo e piedade a sempre Virgem Maria, Mãe de Deus. (667)

Texto do livro SANTOS DE CADA DIA, da Editorial A. O. de Braga:

ILDEFONSO (forma original de Afonso) pertencia a uma família de sangue real. Nasceu em Toledo, a 8 de Dezembro de 606; foi por intercessão de Maria que os pais obtiveram do céu este filho de bênção. Julga-se que ele recebeu em Sevilha lições de Santo ISIDORO; aprendeu ao menos a desprezar o mundo. Logo que voltou a casa, pediu para ser recebido como monge ao mosteiro de Agália, perto de Toledo. Depois da morte dos pais, vendo-se na posse de avultados bens, consagrou toda a sua herança à fundação de um mosteiro de religiosas. HELÁDIO, bispo de Toledo, elevou ILDEFONSO ao diaconado e, por morte de ADEODATO , abade de Agália, foi eleito ILDEFONSO para lhe suceder; como tal, assistiu aos concílios de Toledo de 653 e 655. Pelos fins de 657, tendo morrido EUGÉNIO II bispo de Toledo, foi escolhido pelo clero e fiéis como único digno de suceder ao prelado defunto. Mas ele pensava bem diferentemente, tanto que principiou por se esconder num canto do mosteiro. Mas obrigaram-no a sair pela força e levaram-no escoltado para a cidade, a fim de ser consagrado bispo.
Desde que foi investido no seu cargo, ILDEFONSO nada omitiu para manter no rebanho a pureza dos costumes e a integridade da fé. Às funções apostólicas da pregação juntou obras que escreveu. À mais considerável , poder-se-ia mesmo dizer que a única obra de ILDEFONSO, é o livro sobre a virgindade perpétua de Maria, estabelecida contra Joviniano, Helvécio e um judeu. Nesta obra, dum estilo conciso e sentencioso, encontram-se vestígios bem sensíveis da suja piedade; mostra, contra Joviniano, que Maria conservou a virgindade no parto; contra Helvécio, que Maria ficou virgem depois do parto; e contra os judeus, que Maria concebeu sem perder a virgindade.
No dia de Santa LEOCÁDIA (ver 9 de Dezembro) , esta mártir célebre, de quem ILDEFONSO desejava intensamente encontrar as relíquias, dignou-se manifestar-se-lhe, indicou o lugar onde repousava o seu corpo e terminou com estas palavras: «ILDEFONSO, por ti é mantida a minha soberana, que reina no alto dos céus!» Era alusão ao livro sobre a virgindade de Maria.
ILDEFONSO foi ardoroso propagandista da festa de 18 de Dezembro, designada mais tarde pelo nome de EXPECTAÇÃO do Divino parto de Maria. Antes das matinas desta solenidade, aconteceu-lhe um ano levantar-se bem cedo a fim de ir para a igreja com o seu clero. As pessoas que abriam o cortejo viram repentinamente um clarão e recuaram de espanto. ILDEFONSO passou entre as fileiras e, ao entrar no santuário, a santíssima Virgem apareceu-lhe sentada num trono, rodeada de virgens vindas do céu à terra para nesta executarem os cânticos do paraíso. E Maria Santíssima, convidando ILDEFONSO a aproximar-se do trono, revestiu-o duma casula magnifica, dizendo-lhe: 
«Tu és o meu capelão e o meu fiel notário, recebe esta casula que o meu Filho te envia». 
Em memória deste facto, o 10º Concílio de Toledo (656) estabeleceu  uma festa para o dia 21 de Janeiro com o título de Descida da Santíssima Virgem e aparição a Santo Ildefonso.
ILDEFONSO morreu a 23 de Janeiro de 667. O corpo, sepultado na igreja de Santa LEOCÁDIA , foi depois, com medo dos Mouros, transferido para Samora, onde foi venerado até 888. Enterrado debaixo das ruínas e esquecido durante 500 anos , foi levantado da terra e exposto de novo, para a veneração dos fiéis, em 1400.

João Esmoler, Santo

Texto do livro SANTOS DE CADA DIA, da Editorial A. O. de Braga:

Tendo sido funcionário imperial, enviuvou e veio a ser patriarca de Alexandria, pelo ano de 619. «Quantos são aqui os meus senhores? - perguntou ao chegar. Quero saber quantos pobres temos; são os meus senhores, pois representam aqui na terra Nosso Senhor e dependerá deles que eu venha a entrar no seu reino" (Mt. 25, 34-36).Afinal vieram a encontrar 7 500 e todos ficaram a receber desde então, cada dia, uma boa esmola. A quem lhe vinha dizer que havia batoteiros e mandriões, JOÃO respondia: "Se não fosseis tão curiosos, não o saberíeis. Curai-vos da vossa curiosidade e deixar-me-eis tranquilo a este propósito. Prefiro ser enganado dez vezes a violar uma vez a lei da caridade". 
O milagre foi que o seu cofre nunca se esvaziou; não se admirava com isso, uma vez que Deus enche tão facilmente cofres como desloca montanhas. A um pescador, a quem ele acabava de substituir a velha barca e se confundia em agradecimentos, dizia: 
«Agradecer-me-ás depois de eu ter derramado o meu sangue por ti; até então agradeçamos, os dois juntos, a Nosso Senhor Jesus Cristo».
Ninguém tinha coragem para lhe negar fosse o que fosse. Alguns costumavam sair da igreja antes do fim das cerimónias. Pois ele partiu também logo do altar e, de báculo na mão e com os paramentos pontifícios, veio juntar-se a eles diante da igreja. Disse-lhes: «Meus filhos, um pastor deve estar o seu rebanho, por isso venho ter convosco; mas não é verdade que não vamos ficar aqui? Se não, uma vez que não me posso cortar em dois, que iria ser das minhas ovelhas que estão lá dentro?. 
Desde então, toda a gente, para sair, esperava o fim da Missa.
Nasceu na ilha de Chipre. Expulso da Alexandria pela invasão persa de 619, refugiou-se na sua ilha e lá morreu uns meses depois.


SEVERIANO e ÁQUILA, Santos

Em Cesareia da Mauritânia, hoje Cherchell, na Argélia, os santos mártires SEVERIANO e ÁQUILA cônjuges, que morreram queimados pelo fogo. (séc. III)


EMERENCIANA, Santa



Em Roma, no cemitério Maior, junto à Via Nomentana, Santa EMERENCIANA, mártir. (séc. IV)



CLEMENTE e AGATÂNGELO, Santos



Em Ancara, cidade da Galácia hoje Turquia, os santos CLEMENTE e AGATÂNGELO, mártires. (séc. IV)


AMÁSIO, Santo

Em Teano, na Campânia, Itália comemoração de santo AMÁSIO bispo. (356)


MAINBODO, Santo


Em Dampierre, Besançon, Borgonha, França, São MAINBODO natural da Irlanda que se fez peregrino e eremita e, segundo a tradição, foi morto por ladrões. (séc. VIII)

ANDRÉ CHONG (Tyong) HWA-GYONG, Santo




Em Seul, na Coreia, Santo ANDRÉ CHONG (Tyong) HWA-GYONG, catequista e mártir, que, prestando auxílio ao santo bispo LOURENÇO IMBERT, fez da sua casa refúgio para os cristãos e por isso foi cruelmente flagelado e finalmente enforcado no cárcere. (1840)




(E... A I N D A ...)




GIOVANNI INFANTE, Beato


Nel secondo viaggio di Cristoforo Colombo sarebbero stati presenti tre padri mercedari, fra i quali il Beato Giovanni Infante con il Beato Giovanni Solorzano ed il Venerabile Giorgio di Siviglia. Per primo nell’America Meridionale il Beato Giovanni Infante offrì, con grande fede, l’ostia immacolata, il calice della benedizione e l’incruento sacrificio a Dio.
L’Ordine lo festeggia il 23 gennaio.
 



MARGHERITA MOLLI, Beata


Le notizie sulla beata Margherita Molli e della sua discepola e parente, beata Gentile Giusti, sono state riportate nell’edizione del 1535, di una “Vita di due Beatissime Donne, Margarita et Gentile”, compilata su notizie in parte ricevute dalla stessa Gentile Giusti, dal Canonico Regolare Lateranense (Agostiniano), padre Serafino Aceti de’ Porti da Fermo (1496-1540); quindi contemporaneo delle due beate.
Per completezza di notizie si aggiunge, che di questa edizione non esiste oggi nessun esemplare, ma solo una copia manoscritta di detta stampa, nell’Archivio arcipretale di S. Apollinare in Russi (Ravenna). Successivi studi agiografici, si rifanno a quest’iniziale edizione.
Margherita Molli, figlia dei benestanti Francesco e Giovanna Molli, nacque nel castello di Russi a circa 15 km. da Ravenna, l’8 maggio 1442; purtroppo la sofferenza si affacciò presto nella sua vita, nonostante le ricchezze della famiglia, perché a tre mesi per una grave malattia rimase cieca.
Appena poté, in base alla sua età, cominciò una vita di penitenza e di contemplazione, così inusuale in una bambina, si pensi che prese a camminare a piedi nudi con ogni tempo, già verso i cinque anni; tutti segni di una precoce inclinazione alla santità.
Crebbe nella sua adolescenza e gioventù, perseverando nella penitenza, lasciato ogni bene terreno ai poveri, visse dell’altrui elemosina, infliggendosi digiuni ed asprezze, come il dormire sulla nuda terra. Fin dall’adolescenza emise il voto di verginità; a causa della sua cecità, che peraltro non le impediva di camminare speditamente e senza guida, non poté aspirare di entrare in un Ordine Religioso, pertanto intraprese una vita, che oggi diremmo, di ‘monaca di casa’, come nell’Ottocento ne fiorirono tante.
Benché vivesse appartata, la fama della sua vita santa, si diffuse nel circondario e a lei accorrevano tante persone per ascoltare i suoi consigli per una vita veramente evangelica, consolando gli afflitti, suscitando pentimento nei peccatori.
Ebbe il dono della profezia, come pure quello di operare miracoli; predisse la battaglia di Ravenna del 1512, il Concilio di Trento (1545-1564) e la vittoria di Lepanto del 1571. Veniva da tutti chiamata “la Madre, la Santa”; radunò nella Pieve di San Pancrazio, distante tre km. dal paese, un gruppo di giovanette per istruirle ed educarle cristianamente.
Nel 1485 a 43 anni, lasciò Russi e si recò a Ravenna, dove abitò in casa di Lorenzo Orioli, un suo devoto; proseguendo nella sua attività in tante opere di carità, visitando le chiese, ricevendo e guidando tante persone, ammirate ed attirate dal suo eroico esercizio delle virtù cristiane.
Conservò una grande serenità di spirito e rassegnazione, nonostante anche le calunnie di chi non le credeva. Ebbe a cuore, in unione col papa la difesa della cristianità contro i musulmani, nel contempo faceva pregare per l’unione di tutti i cristiani.
Per i numerosi fedeli che a lei accorrevano, creò la Confraternita del Buon Gesù, che poi diventerà dopo la sua morte, per opera del discepolo Girolamo Maluselli, coadiuvato dall’altra discepola Gentile Giusti, la ‘Congregazione dei Preti del Buon Gesù’, la cui opera fu molto attiva a Ravenna e in Romagna, (fu approvata nel 1538 da papa Paolo III e soppressa nel 1651 da papa Innocenzo X).
Margherita Molli morì a Ravenna il 23 gennaio 1505; si racconta che la sua modesta tomba in S. Apollinare Nuovo, diventata meta di tanti devoti, un giorno fu profanata durante l’invasione dei francesi, per cui Lorenzo Orioli, il devoto parente che l’aveva ospitata; con il consenso dei sacerdoti, trafugò il corpo e caricatolo su un asino, lo lasciò libero di andare dove volesse. In piena notte l’asino si fermò vicino alla chiesa di S. Pancrazio di Russi, sotto un grande albero, e lì fu inumato, alla luce di uno sciame di lucciole.
Nel 1659 le sue reliquie furono unite a quelle della beata Gentile Giusti, nella Chiesa del Buon Gesù di Ravenna; dopo altre traslazioni, le reliquie delle due beate riposano nella chiesa arcipretale di S. Apollinare in Russi.
Nel 1537, per disposizione di papa Paolo III, si tenne un processo per i miracoli attribuiti alle due beate. Il culto è di origine popolare e la loro festa si celebra l’ultima domenica di gennaio.

Autore: Antonio Borrelli




Gentile di nome e di fatto, viene data in sposa ad un uomo che gentile non è affatto. Figlia di un orafo veronese, si sposa giovanissima con un sarto di Ravenna, tal Giacomo soprannominato Pianella: non tanto per amore, quanto per convenienza, sulla base della quale i genitori (siamo nella seconda metà del Quattrocento) combinavano i matrimoni, spesso all’insaputa dei figli. E il sarto Giacomo era sicuramente un “buon partito”, visto il buon mestiere e la gran clientela che aveva. Grossolano, poco sensibile e per niente religioso, Giacomo si dimostra l’esatto contrario di Gentile, che per natura è sensibilissima, molto devota e assai delicata. Così il suo non lo si può certo definire un matrimonio felice: maltrattata e derisa dal suo uomo, Gentile avrebbe più di un motivo per mandare all’aria un matrimonio che, di fatto, è basato più che altro sull’interesse. Ad un certo punto c’è addirittura l’abbandono del tetto coniugale, perchè Giacomo se ne va di casa e si trasferisce a Padova, lasciandola sola con due bimbi da allevare. Dicono abbia fatto le valigie per vergogna, perché, dopo aver denunciato la moglie per stregoneria, il vescovo di Ravenna in persona ha riconosciuto l’assoluta limpidezza, correttezza e religiosità di Gentile. Giacomo torna a casa quando gli fa comodo, parecchi anni dopo, e trova una moglie che nonostante tutto gli è stata fedele, ha allevato i figli (anche se uno è morto giovanissimo), ha continuato a pregare per la sua conversione. E avviene il miracolo della ritrovata unità familiare, con il cambiamento radicale dello suo stile di vita, grazie all’esempio della moglie che non ha mai cessato di amarlo. Giacomo muore poco dopo e Gentile, specializzatasi in pazienza, sopportazione e fedeltà, continua ad offrire il suo esempio di vedova dedita agli altri. Sembra che la sua missione specifica sia davvero quella di rendere migliore gli uomini che incontra: ne sa qualcosa Girolamo Maluselli, miscredente e violento, che dopo essersi confidato con lei ed aver ascoltato i suoi consigli, cambia vita e diventa sacerdote. Anche Leone, l’unico figlio rimastole e su cui Gentile riversa il suo affetto perché non segua l’esempio del padre, cambia vita e diventa sacerdote. Gentile, da parte sua, si ispira al modello di vita che le offre una sua lontana parente, Margherita, cieca e malandata per le aspre penitenze che si infligge. Ha rinunciato a tutti i suoi beni per donarli ai poveri, vive dell’altrui elemosina, prega e insegna il catechismo alle ragazze, è consultata da tutti perché ha il dono della profezia e con il suo esempio richiama i peccatori a conversione. Le sue preghiere sono particolarmente orientate verso l’unità dei cristiani e fonda la Confraternita del Buon Gesù, che si trasformerà in seguito nella “Congregazione dei Preti del Buon Gesù”. Margherita Molli muore il 23 gennaio 1505, Gentile Giusti il 28 gennaio 1530, ma ancora oggi, il paese di Russi e la zona di Ravenna riservano l’ultima domenica di gennaio per festeggiare insieme le due cugine, che dopo aver condiviso ideali e progetti di vita cristiana, riposano insieme in un’unica urna, circondate da una vivissima devozione.

MESSALINA DE FOLIGNO, Beata

Il più antico documento che riferisce alcune scarse notizie su Messalina è la passio di s. Feliciano, primo vescovo di Foligno, scritta nella seconda metà del sec. VII o nell'VIII, il cui valore storico è quanto mai dubbio.
Secondo questa passio, Messalina fu educata alla pietà da Feliciano. Quando il vescovo fu messo in prigione dall'imperatore Decio, Messalina lo soccorse e lo visitò nel carcere. Per questo motivo fu arrestata e percossa dai soldati «iniurata et caesa poenaliter»: tuttavia queste parole non significano necessariamente che subisse il martirio, ma possono spiegarsi come un semplice maltrattamento che i soldati fecero subire alla giovinetta.
Messalina fu venerata a Foligno nei secc. XVI e XVII come martire, quantunque un poeta locale del 1426, mettendo in versi la leggenda di s. Feliciano, non la considerasse come martire. Anzi il poeta non fa alcun accenno ad un culto di Messalina nella sua città: testimonianza questa che dimostra come la venerazione sia sorta posteriormente. Secondo lacobilli il corpo di Messalina fu ritrovato nel 1599 e collocato nella cattedrale di Foligno nella cappella della Madonna di Loreto.
La festa è celebrata il 23 gennaio.

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Local onde se processa este blogue, na cidade do Porto




Os meus cumprimentos e agradecimentos pela atenção que me dispensarem.

Textos recolhidos

In

MARTIROLÓGIO ROMANO
Ed. Conferência Episcopal Portuguesa - MMXIII

e

sites: Wikipédia.org; Santiebeati.it; es.catholic.net/santoral, e outros






 Porto  -  Pérgola do Molhe -Avenida Brasil - (há alguns anos atrás)



2018



Blogue: 
 SÃO PAULO (e Vidas de Santos) http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com


ANTÓNIO FONSECA

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Nº 3 3 6 1 - (3 *) - O PAPADO - 2000 ANOS DE HISTÓRIA - 22 DE JANEIRO DE 2018,

Caros amigos:

NOVO ANO - NOVA VIDA

Como podem verificar desde o passado dia 1, iniciei uma nova página (nº 3) na qual vou tentar transcrever através do livro O Papado - 2000 Anos de História, da autoria de Mendonça Ferreira e editado em Março de 2009 pelo Círculo de Leitores. 

Esta recolha de textos é feita literalmente por mim próprio, pela ordem que se encontra no livro, desde PEDRO (São) até ao actual Papa FRANCISCO.


Atingi em 20 de Janeiro exactamente, o número de 200 Biografias dos primeiros 200 Papas da Igreja Católica (incluindo 33 Anti-Papas - que são discriminados na cor Vermelha). 

Com a média de publicação de 10 Papas por dia = 20 dias, estão publicadas 200 biografias, faltando apenas pouco mais de 60  (o que, significa que em principio, daqui a 5 dias, no fim deste mês 31 de Janeiro) ficarão 50 editadas.

Ontem, (22/1) porém, dado o extenso número de Anti-papas que se intercalaram entre o Papa CCI - INOCÊNCIO VII e CCIV - EUGÉNIO IV - «8 Anti-papas», decidi alterar o Nº de publicações, pelo que hoje, serão publicadas apenas 5 biografias, e, por consequência a minha previsão de poder terminar no fim do corrente mês, já não poderá ser cumprida.

Por este motivo, e também porque como já disse anteriormente as biografias passarão a ser mais longas - veja-se o caso de JOÃO PAULO II, o número de publicações diárias será mais reduzido.
Assim, termine ou não até 20 de Fevereiro (data do meu aniversário) que inicialmente tinha colocado como meta, poderá não ser atingido, ou antes, poderá ser ultrapassado, mas não faz mal.

Espero que Deus me permita completar este trabalho a que decidi meter mãos... 








Foto actual do autor




Nº  3 3 6 1 - (3)




22 de JANEIRO de 2018


Texto do livro 
O PAPADO - 2000 Anos de História
do Círculo de Leitores - 2009 
e compilado por Mendonça Ferreira 


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NICOLAU V - Papa  

Papa desde o ano 1447 a 1455

CCVI Papa
208º na Wikipedia

SÍNTESE

Nasceu em Sarzana - Itália em 15 de Novembro de 1397. Chamava-se TOMMASO PARENTUCELLI  e era filho de um médico. Bispo de Bolonha em 1444. Foi legado pontifício na Alemanha. Era cardeal. Morreu em 25 de Março de 1455.



HISTÓRIA

 O Cardeal PARENTUCELLI foi eleito Papa no Concilio de Basileia, em 6 de Março de 1447, tomando o nome de NICOLAU V.
Um dos cardeais presentes nesse concílio que o elegeu, o bispo do Porto, Dom ANTÃO MARTIN DE CHAVES, disse na altura: «Não foram os cardeais que o elegeram, mas o próprio Deus».
NICOLAU V foi um Papa equilibrado que promoveu a paz com as potências europeias e em 1448 firmou com FREDERICO II da Alemanha, a Concordata de Viena, que vigorou até 1803. Nela se regulava, sobretudo, o provimento dos bispados que deveriam ser feitos por eleição canónica.
Em 7 de Abril de 1449 conseguiu que o Anti-papa FÉLIX V renunciasse, acabando com o Cisma.
Em 1450 festejou o Ano Santo, encontrando-se em Roma para a canonização de São BERNARDINO DE SENA seis peregrinos que mais tarde conheceram a honra dos altares: São JOÃO DE CAPRISTANO, São JOÃO DA MARCA, São DIOGO DE ALCALÁ, São PEDRO REGALADO, Santa CATARINA DE BOLONHA e Santa RITA DE CÁSSIA.
O pontificado foi ensombrado por um acontecimento que fez tremer a Europa. Depois de em 12 de Dezembro de 1452, na Basilica de Santa Sofia, em Constantinopla, ter sido proclamada a união com a Igreja de Roma, uma agitação provocada por monges fanáticos deitou tudo a perder. Em 29 de maio de 1453 Constantinopla caía sob o domínio de Maomé II e o poderio turco espalhou-se até às portas de Viena.
NICOLAU V escreveu aos príncipes cristãos a propor uma nova Cruzada, mas apenas FILIPE o Belo, de França e o rei de Portugal Dom AFONSO V, o secundaram, pelo que a ideia se gorou. mas o papa, apreciando a adesão portuguesa, ofereceu a Dom AFONSO a Rosa de Ouro.
A verdade é que Portugal teve nessa época uma importância determinante com as conquistas no Norte de África, com os descobrimentos impulsionados pelo Infante Dom HENRIQUE e com as vitórias alcançadas por AFONSO DE ALBUQUERQUE, Dom JOÃO DE CASTRO e Dom FRANCISCO DE ALMEIDA, entre outros.
Por isso NICOLAU V encheu de benesses e privilégios a corte portuguesa.
Com a Bula Romanus Pontifex, de 8 de Janeiro de 1454, NICOLAU V que se refere ao Infante Dom HENRIQUE, escreve:«Vivamente abrasado no amor da fé e no zelo da salvação das almas» e como «verdadeiro soldado de Cristo», cuja inspiração era que «o nome gloriosíssimo do Criador fosse divulgado, exaltado e venerado por todo o universo, até aos mais remotos e desconhecidos lugares», bem como trazer «ao grémio da fé os inimigos da cruz em que fomos remidos, os sarracenos e outros infiéis».
Antes de morrer, disse para os cardeais que rodeavam o leito: 
«Reformei e consolidei a Santa Igreja Romana, que encontrei devastada pela guerra e carregada de dívidas. Não só as salvei como fiz construir, para a defesa, algumas fortalezas»
«Adornei a cidade com magnificas construções e com as mais belas formas de arte, livros, quadros, utensílios de ouro e prata e precioso mobiliário para o culto. E todos os tesouros que juntei, não foi por avareza e com simonia. Antes exerci a mais magnânima liberdade na compra de numerosos livros. mandando copiar continuamente códices gregos e latinos e subsidiei homens doutos nas ciências. E tudo, fi-lo ajudado pela divina graça do Criador e graças á paz que reinou durante o meu pontificado»-.
NICOLAU V o primeiro papa do renascimento, fazia-se acompanhar nas suas viagens pelo chamados libraril, que copiavam as obras que não podia adquirir, conseguindo assim reunir obras de TERTULIANO, o De viribus Illustribus, de SUETÓNIO, o De Germania, de TÁCITO, as homilias de São LEÃO MAGNO e alguns comentários de São TOMÁS DE AQUINO.
É-lhe atribuído o início da Biblioteca Vaticana, com mais de 5000 Códices 
Com inteira razão, o epitáfio do seu túmulo exalta-o como 
«restaurador dos costumes, das muralhas, dos templos e dos edifícios», acrescentando: 
«Aqui repousam os ossos  do papa NICOLAU V, ilustre no engenho e mais ilustre na virtude. Ajudou os homens doutos, ele mais douto que todos».




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CALISTO III  -  Papa  

Papa desde o ano 1455 até 1458

CCVII Papa
209º na Wikipedia

SÍNTESE

Nasceu em Jativa, perto de Valência - Espanha em 1378. Chamava-se ALFONSO BÓRGIA. Era formado em Direito Eclesiástico e Civil pela Universidade de Lérida. Foi bispo de Valência, nomeado por MARINHO V e cardeal, nomeado por EUGÉNIO IV em 1444. Morreu em 6 de Agosto de 1458.

HISTÓRIA

O conclave dividido pela rivalidade e os interesses das famílias COLLONA e ORSINI, acabou por decidir-se  em 4 de Abril de 1455, pela eleição do cardeal espanhol ALFONSO BÓRGIA que tomou o nome de CALISTO III.
O cardeal era um homem de vida austera, conhecido pela prudência e firmeza das suas decisões e o seu pontificado foi dominado pela preocupação de defender a Cristandade e a civilização europeia contra a ameaça turca, que, depois de se apoderar de Constantinopla ameaçava o Leste da Europa.
O Papa enviou emissários a Inglaterra França, Alemanha, Portugal e Aragão, mas os monarcas europeus estavam ocupados com as suas lutas internas e não acederam ao seu pedido.
CALISTO III não desistiu, juntou um pequeno exército e os Húngaros venceram os Turcos em Belgrado, em Junho de 1456, o que o Papa celebrou com um Te Deum, toque de sinos e festejos populares. Prosseguiu a luta e voltou-se para outras nações, agora a Etiópia, Pérsia, Arménia e comunidades cristãs da Geórgia, sendo o principe albanês JORGE CASTRIOTA que obteve a grande vitória contra os Otomanos, em 2 de Setembro de 1457. Em memória deste triunfo, o Papa instituiu a festa da Transfiguração de Cristo, fixando-a em 6 de Agosto.
Um facto importante foi ter mandado rever o processo instaurado a JOANA D'ARC, declarando-a inocente, o que lhe valeu o favor dos Franceses e, em 1920, a sua beatificação pelo Papa BENTO XV. Contra a sua actuação evidenciou-se o seu manifesto nepotismo, incorporando a familia BÓRGIA em Roma, a disputar o poder com as tradicionais famílias romanas, pois nomeou cardeais, dois sobrinhos, um deles, RODRIGO, que seria mais tarde o Papa ALEXANDRE VI, ao sobrinho PEDRO entregou o comando do castelo de Santo Angelo.
CALISTO III além do declarado nepotismo, foi um papa movido pelo amor à Igreja e que lutou sempre contra a ameaça turca.


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PIO II - Papa

Papa de 1458 a 1464


CCVIII Papa
210º na Wikipédia

SÍNTESE

Nasceu em Corsignano, perto de Siena, em 1405. Chamava-se ENEIAS, ou ENEAS SÍLVIO PICCOLOMINI, sendo filho de uma familia ilustre. Tinha 18 irmãos. Foi bispo de Trieste e de Siena. Morreu em Ancona, em 15 de Agosto de 1464.



HISTÓRIA


Frequentou a Universidade de Siena, sendo depois escolhido para secretário do cardeal CAPRÂNIO, que era contrário ao Papa EUGÉNIO IV, passando, em seguida, ao serviço do Bispo de Novara. levou numa juventude aventureira e dissoluta, chegando a colocar-se ao lado do Anti-papa FÉLIX V.
Passou depois ao serviço do Imperador alemão FREDERICO III, mas acabou por colocar-se ao lado de EUGÉNIO IV e enveredar pela carreira eclesiástica, recebendo ordens menores em 1446. No ano seguinte foi nomeado bispo de Trieste, escrevendo a seu respeito: «Errei muito, mas agora entro em mim, arrependido».
Diplomata sagaz, fez importantes legações na Boémia, Áustria e Hungria, e em 1456, o Papa CALISTO III eleva-o ao cardinalato.
Eleito a 19 de Agosto de 1458 foi consagrado Papa, em 3 de Setembro de 1458, com o nome de PIO II, em memória de PIO ENEIAS, da epopeia de VIRGÍLIO.
Erudito e humanista, deixou importante obra histórica e politica, tendo escrito uma espécie de diário com o título Commentari, três volumes em magnifico latim, com considerações sobre casos e pessoas e que, ao que se pensa, terá sido, possivelmente, a única autobiografia escrita por um papa.
Apoiou literatos e cientistas e fundou as universidades de Basileia, Nantes e Ingolstadt.
Na sua primeira Bula, em 1460, rejeita as ideias conciliaristas que defendera ao serviço do Anti-papa FÉLIX V e os possáveis escândalos provocados pelos seus escritos. em 1463, em nova Bula, escreve: «Arrependo-me do antigo erro, envergonho-me do que então escrevi. rejeitai ENEIAS e aceitai PIO».
Vendo que as conquistas turcas prosseguiam em direcção ao Ocidente, convoca os reis cristãos para uma nova Cruzada, mas não conseguiu que o escutassem e apoiassem.
Amargurado, PIO II, um grande Papa, que ergueu a voz contra a escravatura e a perseguição aos judeus, faleceu, vitimado por febres ardentes em Ancona, no ano de 1464 e com ele a nova Cruzada.











PAULO II - Papa


Papa desde o ano 1464 até 1471.


CCIX Papa
211º na Wikipédia


SÍNTESE

Nasceu em Veneza - Itália em 1418. Chamava-se PEDRO BARBO sendo sobrinho do Papa EUGÉNIO IV. Foi arcediago de  Bolonha, bispo de Cervia e Videnza e cardeal-diácono de São Marcos. Morreu em 26 de Julho de 1471.



HISTÓRIA

Antes de ser eleito em 30 de Agosto de 1464,  com o nome de PAULO II, teve de assinar perante nos cardeais eleitores o compromisso de que convocaria um Concílio em cada três anos, elevaria para 24 o número de cardeais, sem que nenhum tivesse mais de 30 anos e só um fosse seu parente e que promoveria nova Cruzada.
Depois de eleito PAULO II recusou-se a confirmar as disposições pré-eleitorais porque isso seria cercear a sua autoridade papal, o que lhe acarretou, desde logo,  animosidade do clero.
Em beneficio das populações manda construir silos e açougues públicos, toma providências para a limpeza de Roma e zela pela administração da justiça.
Incrementou os festejos do carnaval, ordenando que se celebrassem ao longo da rua principal e por isso o nome actual de «corso».
Em 1466 extinguiu os departamentos papais que duplicavam serviços, encerrou o Colégio de Livreiros, que escreviam os documentos papais, e tomou medidas contra a Academia Romana, mandando prender aqueles que escrevessem contra estas medidas, como o poeta PLATINA que o ameaçou por escrito.
Os despedidos promoveram intrigas contra o papa e um tal POMPONIUS LAETU escreveu uma biografia caluniosa de PAULO II. Foi acusado de ser inimigo da ciência e das artes, o que não é verdade, pois procurou apenas opor-se ao paganismo que surgia entre os humanistas do tempo.
Sabe-se que colecionava livros de arte antiga e foi nele que chamou dois tipógrafos alemães que fundaram a primeira imprensa em Itália e criou a Libreria Editrice Vaticana.
Construiu o palácio de São Marcos, garantiu as pensões de alguns cardeais e mostrou-se dadivoso com os pobres para os quais mantinha uma farmácia com distribuição gratuita dos remédios.
Após a queda de NEGROPONTO, em 1470, ocupou-se do problema turco, mas não conseguiu reunir os monarcas cristãos contra essa ameaça.
Morreu repentinamente, com um ataque de apoplexia aos 53 anos.









SISTO IV - Papa


Papa desde o ano 1471 até 1484.


CCX Papa
211º na Wikipédia


SÍNTESE

Nasceu em Savona, Itália em 21 de Julho de 1414, numa familia modesta. Chamava-se FRANCESCO DELLA ROVERE. Entrou, ainda menino, num mosteiro franciscano. Estudou e depois leccionou nas universidades de Pavia e Bolonha. Foi procurador da sua Ordem em Roma, e provincial da Ligúria. Foi nomeado Cardeal por PAULO II , em 1467. Morreu em 12 de Agosto de 1484.


HISTÓRIA

O Cardeal Della ROVERE foi eleito Papa em 9 de Agosto de 1471 e tomou o nome de SISTO IV.
Foi num Papa demasiado mundano, portando-se mais como principe temporal que como chefe espiritual.
Mostrou excessivo nepotismo e, até certo ponto, depauperou a Igreja. Repare-se que dos 34 Cardeais que nomeou, seis eram seus sobrinhos e nem todos homens religiosos. Um deles destacou-se pelo bem, GIULIANO DELLA ROVERE, que foi em 1503 o grande Papa JÚLIO II, mas um outro, o cardeal RAFAEL RIÁRIO, assassinou GIULIANO DE MÉDICIS e apoderou-se de Florença e quando a cidade se rebelou contra o assassino, SISTO IV impôs-lhe um embargo que durou dois anos.
No entanto, nem tudo é em desfavor deste Papa mundano, pois fez também muito de bom. Cabe-lhe a restauração de obras públicas, como o Hospital do Espírito Santo, a reconstrução de várias igrejas e basilicas e novos arruamentos da cidade.
Destaca-se o seu interesse pela cultura, abrindo ao público a Biblioteca Vaticana, ampliando-a com novas salas com manuscritos e livros gregos, latinos e hebreus, especialmente de teologia, filosofia e patrística.
Chamou a Roma grandes pintores como Boticelli, Ghirlandaio, Perugino e empreendeu obras de vulto no Vaticano, destacando-se a capela Sistina, decorada por MIGUEL ÂNGELO, que a ele se deve.
Também se mostrou sempre pessoa de costumes irrepreensíveis., tendo escolhido para seu confessor o Beato AMADEU MENESES DA SILVA (1482), um austero franciscano português
Revelou-se afecto às ordens religiosas, especialmente à franciscana, estabelecendo a festa de São FRANCISCO DE ASSIS e canonizando o grande luminar da Ordem, São BOAVENTURA.
Destaca-se também a sua sincera piedade e a devoção para com a Santissima Virgem, aprovando o seu rosário e congratulando-se pelo facto de «se ter renovado esse modo ou rito devoto de orar» e aprovando-o com a sua autoridade apostólica pela Bula Ea quae ex fidellum.
Em 1475 confirmou o decreto de PAULO II quanto á celebração do Ano Santo cada 25 anos e tomou providências especiais para o de 1475, que se prolongou até à Páscoa de 1476.
Atendendo ás súplicas dos reis Católicos FERNANDO e ISABEL, SISTO IV emitiu um Bula, em 1 de Novembro de 1478, pela qual autorizava os Reis de castela e de Aragão a nomearem três prelados ou outros eclesiásticos revestidos de dignidades, quer seculares, quer regulares, e bons costumes, de mais de 40 anos de idade e teólogos ou canonistas de profissão, a cujo cargo ficasse o inquirir em todos os domínios de FERNANDO e ISABEL, acerca de hereges, apóstatas e seus fautores.
A rainha repugnava a interpretação desta Bula, mas acabou por ceder e a 17 de Outubro de 1480 foram nomeados os primeiros inquisidores: FREI MIGUEL DE MORILLO e FREI JOÃO DE SÃO MARTINHO, da Ordem dos Pregadores, fixando-se em Sevilha o primeiro tribunal.
O estabelecimento da Inquislção espanhola levou ao êxodo dos judeus para Portugal, onde foram bem recebidos por Dom JOÃO I (1471).
SISTO IV foi amigo pessoal do Rei Dom AFONSO V  de Portugal, mas as suas relações com  Dom JOÃO II foram algo conflituosas.
Uma obra digna de nota foi a desobstrução do aqueduto entre o Quirinal e a Fonte de Trevi.
Amante do decoro das funções litúrgicas, reorganizou o Grupo de Cantores da Capela Sistina e ditou normas minuciosas para que todas as cerimónias religiosas se celebrassem com dignidade e devoção.
Foi, segundo GREGOROVIOUS o «primeiro Papa-Rei».





INOCÊNCIO VIII - Papa


Papa desde o ano 1484 até 1492.


CCXI Papa
213º na Wikipédia


SÍNTESE

Nasceu em Génova - Itália em 1432, filho de um senador romano. Chamava-se GIOVANNI BATTISTA CIBO. Estudou em Pádua e Roma. Foi bispo de Savona e de Molfetta e era cardeal-presbitero desde 1473,  nomeado por SISTO IV. Morreu em 25 de Julho de 1492.


HISTÓRIA


O Cardeal BATTISTA CIBO foi eleito em 29 de Agosto, tomando o  nome de INOCÊNCIO VIII.
Durante o conclave, o povo, temendo que o sucessor de SISTO IV fosse uma pessoa de sua familia, e apoiados pelos COLLONA, sublevou-se, chegando a incendiar um palácio de um dos sobrinhos do falecido Papa.
A verdade é que o Papa eleito também não serviu a Igreja, pois tinha alguns filhos ilegítimos e preocupou-se mais com eles do que com os seus deveres. Além do mais, foi sempre uma espécie de refém da familia de SISTO IV, que o dominava. Foi um pontífice sem nada de positivo, até ensombrado por uma Bula contra as feitiçarias, que publicou a pedido da Inquisição alemã.
Impediu o,primeiro Congresso internacional de filosofia e apologética do Cristianismo, proposto pelo jovem sábio PICO DELLA MIRANDOLA, pois entendeu que algumas das 900 teses eram suspeitas de heresia e outras de magia.
INOCÊNCIO VIII promoveu a Inquisição espanhola e designou TOMÁS DE TORQUEMADA como grande Inquisidor.
Durante a Inquisição em Espanha, os hebreus convertidos tinham-se refugiado em Portugal e TORQUEMADA pretendia apanhá-los. INOCÊNCIO VIII fez-lhe a vontade e pela Bula de 3 de Abril de 1487 ordenava a todos os príncipes cristãos que procedessem contra os judeus fugitivos de Espanha, o que todos os principes tinham desprezado.
Continuou a proteger as artes e as letras, como o seu antecessor.
Durante o pontificado, deu-se, em Espanha, a conquista de Granada, em Janeiro de 1492, acabando com o domínio árabe e em 1488, o navegador português BARTOLOMEU DIAS dobrou o Cabo da Boa Esperança.
Foi um Papa que não esteve à altura das suas responsabilidades e que na hora da morte deu mostras dum sincero arrependimento, pedindo aos cardeais que procurassem eleger um papa mais digno do que ele.


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Os meus cumprimentos e agradecimentos pela atenção que me dispensarem.

Textos recolhidos

In

O Papado  -  2000 Anos de História 
Ed. Círculo de Leitores - 2009

e

sites: Wikipédia.org; Santiebeati.it; es.catholic.net/santoral, e outros






Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso



Blogue: 
 SÃO PAULO (e Vidas de Santos) http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com


ANTÓNIO FONSECA

Nº 3 3 6 1 - (2*) - SANTOS POR ORDEM ALFABÉTICA - 22 DE JANEIRO DE 2018

Caros amigos:

NOVO ANO - NOVA VIDA

Faço sinceros votos para um


FELIZ ANO NOVO DE 2018  


Desejo as melhores Boas Festas a todos os meus leitores

Com a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo
Ámen.

Nº  3 3 6 1  -  (2*)



22 DE JANEIRO DE 2018


(2ª PÁGINA)

Ordem Alfabética de Santos







Foto actual do autor



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A partir do dia 1 de Janeiro de 2018, tenciono descrever aqui numa espécie de Segunda página - a acrescer à página normal dos Santos de Cada Dia e por ordem Alfabética, os nomes dos Santos e Beatos que vêm descritos nos 3 Tomos do Livro SANTOS DE CADA DIA, omitindo no entanto, as suas datas - o que seria muito exaustivo de minha parte e por certo também um pouco aborrecido para os meus Leitores. Parto do princípio que alguém possa estar interessado nessa descriminação por achar importante ( o que eu não contesto de nenhuma maneira) poderá eventualmente procurar através duma consulta ao meu blogue diário, (ou do próprio Livro evidentemente) essas informações.



Letra T




TAÍS, 
TALES, 
TARCÍSIO, 
TECLA, TECUSA, 
TELÉSFERO, 
TEODORA, 
TEODORO (3), TEODORO DE PAVIA, TEODORO STUDITA, 
TEÓDOTO e cc. mm.
TEÓFANES
TEÓFILO, TEÓFILO DE ALEXANDRIA e cc. mm.
TEOPISTA e filhos
TEOTÓNIO,  
TERÊNCIO e cc. mm.
TERESA
TERESA BENEDITA DA CRUZ, ou EDITH STEIN, TERESA DE CALCUTÁ, TERESA DE JESUS JORNET IBARS, TERESA DE JESUS (2), TERESA DE SANTO AGOSTINHO e cc. mm., TERESA DO MENINO JESUS (2)
TERESA MARGARIDA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, TERESA MARIA DA CRUZ, 
TIAGO,
TIAGO - Apóstolo, TIAGO ALBERIONE, TIAGO BERTHIEU, TIAGO BONNAUD e cc. mm. TIAGO DA MARCA, TIAGO DE OLDO, TIAGO DE VITERBO, TIAGO LAVAL, TIAGO MAIOR - Apóstolo, TIAGO SALES
TIMÓTEO,
TIRSO,
TITO, TITO BRANDSMA, 
TODOS OS SANTOS
TOMÁS BECKET, 
TOMÁS DE AQUINO, TOMÁS DE EREFORD, TOMÁS DE VILA NOVA, TOMÁS DE ZUMÁRRAGA, TOMÁS MORE, 
TOMÉ - Apóstolo,  TORCATO, 
TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR, 
TRASLADAÇÃO DA SANTA CASA DE LORETO, 
TRÓFIMO, 
TURIBIO DE MONGROVEJO




(segue amanhã, dia 23)


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Os meus cumprimentos e agradecimentos pela atenção que me dispensarem.

Textos recolhidos

In

MARTIROLÓGIO ROMANO
Ed. Conferência Episcopal Portuguesa - MMXIII

e

sites: Wikipédia.org; Santiebeati.it; es.catholic.net/santoral, e outros






Natal 





ANO NOVO

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ANTÓNIO FONSECA

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Nº 5 801 - SÉRIE DE 2024 - Nº (277) - SANTOS DE CADA DIA - 2 DE OUTUBRO DE 2024

   Caros Amigos 17º ano com início na edição  Nº 5 469  OBSERVAÇÃO: Hoje inicia-se nova numeração anual Este é, portanto, o 277º  Número da ...