terça-feira, 15 de março de 2011

Nº 74 - 15 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

Nº 1306

SÃO RAIMUNDO DE CALATRAVA

Religioso  (1163)

Nasceu, ao que parece, em Espanha, ou porventura na França. depois de ser cónego da Igreja de Tarazona e ermitão, entrou na Ordem reformada de Cister, no mosteiro de Scala Dei, na Gasconha. Encarregado de ajudar a estabelecer a reforma na Espanha, edificou o mosteiro de Santa Maria de Fitero, Navarra. E acabou por estabelecer-se na vila e fortaleza de Calatrava. Sendo muito difícil de manter Calatrava, por estar fronteira aos mouros, o rei D,. Sancho de Castela declarou que daria a praça a quem se dispusesse a defendê-la. Então, para defesa da cristandade, frei Diogo de Velásquez e S. Raimundo aceitaram-na por escritura de Janeiro de 1158; ficou desde então Calatrava pertencendo ao abade de Fitero na altura, e aos sucessores que viesse a ter. Pouco depois,  vieram para Calatrava S. Raimundo e o seu companheiro; e com gentes e armas, que haviam reunido, fortificaram e abasteceram a praça, colocando-a a coberto dos ataques dos mouros. Assim se originou, como filha de Cister, a Ordem de Calatrava, de que se fala na história de Portugal. Governou Raimundo a Ordem com o título de abade, até que foi criada a dignidade de mestre, seis anos depois. Pôde então Raimundo consagrar-se inteiramente à vida interior, vindo a falecer a 15 de Março de 1163. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SÃO CLEMENTE MARIA HOFBAUER

Confessor (1751-1820)

Clemente María Hofbauer, Santo

Clemente María Hofbauer, Santo

Filho duma família pobre da Morávia, na (antiga) Checoslováquia, foi sucessivamente aprendiz de padeiro, encarregado do refeitório no convento premonsteratense de Bruck, eremita perto de Mulfrauen, outra vez padeiro e outra vez eremita. Depois de completar os estudos na Universidade de Viena, partiu para Roma em 1784, fez-se redentorista aos 33 anos e foi ordenado sacerdote em 1786. Tornou-se quase imediatamente célebre. Em Varsóvia, Polónia, onde passou uns 20 anos, organizou na igreja da sua congregação uma espécie de missão perpétua; como era lá que se ouviam os melhores oradores (ele era um desses) e a melhor música, vinha gente de toda a parte; foram numerosas as conversões. Banido da Polónia, foi fazer a mesma coisa em Viena de Áustria, e com o mesmo resultado. O “Padre Hofbauer”, escrevia o Núncio Apostólico a Pio VII, “é atualmente o sacerdote mais influente de todo o império da Áustria”. Quando ele morreu, o mesmo Papa declarou que o catolicismo acabava de perder aí o seu principal sustentáculo. Morreu a 15 de Março de 1820, ao meio-dia, quando rezava as Ave-Marias. Tinha nascido em 1751. É realmente venerado como Santo desde que foi solenemente canonizado por S. Pio X, em 1909..  Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

SANTA LUÍSA DE MARILLAC

Viúva (1660)

Luisa de Marillac, Santa

Luísa de Marillac, Santa

No dia de Pentecostes de 1623, na Missa Solene, a Senhora Le Gran, em solteira Luísa de Marillac, ouviu uma voz interior a certificá-la de que depressa encontraria um bom diretor. Encontrou, de facto, no ano seguinte, São Vicente de Paulo que triunfou onde todos os outros, incluindo S. Francisco de Sales, tinham errado; com efeito, S. Vicente de Paulo conseguiu libertá-la dos escrúpulos, obsessões, dúvidas sobre a fé e outras ideias fixas que a tornavam infeliz. Filha de Luís de Marillac, senhor de Ferrières, casara-se dez anos antes com António Le Gras, que era tido como fadado para uma brilhante carreira, mas, de facto, arrastava uma doença de que morreria, doze anos depois do casamento. Luísa cuidou dele com a maior atenção, ao mesmo tempo que educava o filho único dos dois. Ela tinha 34 anos quando enviuvou. Desde esse tempo reuniu-a Vicente de Paulo aos seus trabalhadores.

Luisa de Marillac, Santa

Luisa de Marillac, Santa

Quem curara essa alma, descobriu nelas riquezas imensas. Utilizou-as no serviço dos que eram seus preferidos e vieram a tornar-se também os dela; os enjeitados, os anormais, os desequilibrados, os velhos e os doentes abandonados. Colaboraram os dois durante 35 anos. Juntos fundaram a congregação das Irmãs de Caridade (1633) que deviam ter, dizia Vicente, “por mosteiro uma casa de doentes, por clausura a obediência, por grade o temor de Deus, por claustro as ruas da cidade ou as salas dos hospitais”. Luísa, que lhes escrevera as regras, dirigiu as irmãs até ao fim. Faleceu a 15 de março de 1660, com sessenta e nove anos. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

SANTA LUCRÉCIA DE CÓRDOVA

Mártir (859)

Lucrecia de Córdoba, Santa

Lucrécia de Córdoba, Santa

Nasceu em Córdova, de pais maometanos, mas um parente educou-a na religião católica. Lucrécia chegando à juventude, manifestou aos pauis a sua qualidade de cristã. Depois de estes se valerem de meios suaves, recorreram à perseguição. Lucrécia, porém, a fim de subtrair-se a novos perigos, refugiou-se junto do bispo Eulógio. Acolhedor e acolhida foram ambos presos,  vieram a ser justiçados em 859 e as relíquias dos dois veneram-se na cidade de Oviedo. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt. Ver também www.es.catholic e www.santiebeati.it

BEATO PLÁCIDO RICCARDI, O. S. B.

Religioso (1844-1915)

Plácido Riccardi, Beato

Plácido Riccardi, Beato

A vida deste Servo de Deus pode resumir-se em poucas palavras: Foi um homem que se santificou, cumprindo fielmente a regra de S. Bento. De facto, o jovem Tomás Riccardi, que viera ao mundo em Trevi, Itália, a 24 de Junho de 1844,  ingressou nos Beneditinos a 12 de Novembro de 1866, contando 22 anos de idade. Tomou essa decisão depois dos estudos de filosofia no colégio Angélico dos Padres Dominicanos em Roma. Numa peregrinação que fez ao santuário de Nossa Senhora de Loreto, sentiu o primeiro chamamento à vida consagrada. A fim de se certificar ser essa a vontade divina, submeteu-se aos exercícios espirituais segundo o método inaciano. Neles optou pela Ordem dos Beneditinos por ser mais conforme à sua inclinação para a soledade. Como era costume, ao ingressar na vida religiosa, trocou o nome de baptismo pelo de Plácido. Significava esse gesto o novo género de vida que o candidato abraçava. Terminado o noviciado, fez os votos simples e a 10 de Março de 1871, a profissão solene. No sábado, dia 25 desse mesmo mês, recebeu a ordem sacerdotal. Nos treze anos que ficou no convento de S. Paulo, entregou-se à oração contínua e à mortificação voluntária,. De 1884 a 1894 foi Vigário Abacial de S. Paulo e confessor ordinário das religiosas beneditinas do mosteiro de Ameria na Úmbria. Mais pelo seu exemplo que por grandes exortações, conseguiu que as religiosas se afervorassem no serviço do Senhor. De lá foi chamado para desempenhar as funções de Mestre de Noviços no convento de S. Paulo em Roma. Depois esteve 17 anos à frente da antigamente famosa basílica de Nossa Senhora de Farfa, cujo culto tinha decaído de tal forma que o monumento deteriorado se encontrava quase deserto. Logrou com seu zelo e espírito de sacrifício restaurar o templo e a piedade daquele povo rurícula, ensinando o catecismo às crianças e consagrando horas sem conta ao confessionário. Diariamente fazia a Via-Sacra e meditava nos sofrimentos da Virgem Maria. Isto levava-o a uma vida de contínuos jejuns e macerações do próprio corpo e à prática de todas as virtudes sobretudo as da humildade, caridade e paciência. A 12 de Novembro de 1912 sofreu um ataque de paralisia que o prendeu à cama como a de uma cruz. Durante os três anos que assim permaneceu nunca deixou a oração. reconfortado com os santos sacramentos, faleceu santamente a 15 de Março de 1915, com quase 71 anos de idade. Foi beatificado por Pio XII no dia 5 de Dezembro de 1954. AAS 27 (1935) 382-5; 36 (1944) 292-5. Do livro SANTOS DE CADA DIA , de www.jesuitas,.pt. Ver também  www.es.catholic e www.santiebeati.it

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• Eva de San Martín de Liege, Beata
Monja,

Eva de San Martín de Lieja, Beata

Eva de San Martín de Liege, Beata

 

Etimologicamente significa “a que dá vida”. Vem da língua hebraica. Este nome, que levam tantas raparigas de qualquer cultura, aparece, de uma forma mais clara, no livro titulado “Vida da beata Juliana”, sua amiga íntima.  Eram tão amigas que em tudo confiavam. Delas surgiu a celebração da festa de Corpus. Veio ao mundo em 1205. O ambiente em que se educou não era o mais propicio para alimentar uma profunda vida cristã. Era um mar de dúvidas. Pouco a pouco, sem embargo, Juliana lhe foi aclarando todo seu rico manancial –ainda que inexplorado– de sua alma estupenda. A amizade sincera ajuda em momentos cruciais da existência. Guiada, pois, por sua amiga entrou no convento de são Martín de Liege (Bélgica).  Teve a fortuna de que a visitasse a miúdo sua amiga. Lhe confiava o gozo que sentia de haver fundado um instituto dedicado à glorificação do Sacramento da Eucaristia. Por diversas circunstâncias, Juliana teve que sair para estar junto a sua amiga Eva no mesmo convento. Aqui foi onde Eva constatou pessoalmente as arrebatamentos místicos de sua amiga. Ao principio duvidava de que os tivesse. Se convenceu mais tarde do alto grau de santidade de sua amiga e dos êxtases com que Deus a presenteava. Graças às duas, o Papa Urbano IV publicou a Bula em que anunciava a instituição da festa de Corpus para toda a Igreja. Esta Bula é um documento importante da data da instituição, em agosto- Setembro do ano 1264. Justamente, no ano seguinte morria em odor de santidade. Se lhe dá de forma indistinta o título de santa ou beata. Seus restos mortais por uma ou outras razões foram daqui para ali até 18 de Dezembro de 1746, data em que se colocaram no altar de são Martín. Sua popularidade vai sempre unida a Juliana.
Seu culto é aprovado em 1902 por León XIII
. ¡Felicidades a quem leve este nome!

• Artemide Zatti, Beato

Médico,

Artemide Zatti, Beato

Artemide Zatti, Beato

Martirológio Romano: Na cidade de Viedma, na República Argentina, beato Artémides Zatti, religioso da Sociedade de São Francisco de Sales, que se distinguiu por seu zelo missionário e estabelecendo-se na Patagónia, passou toda sua vida num hospital dessa região, ajudando com fortaleza de ânimo, paciência e humildade aos necessitados (1951). Artémide Zatti nasceu em Boretto (Reggio Emilia) em 12 de Outubro de 1880. Não tardou em experimentar a dureza do sacrifício, tanto que aos nove anos já ganhava o jornal como peão. Obrigada pela pobreza, a família Zatti, a princípios de 1897, emigrou para Argentina e se estabeleceu em Bahia Blanca. O jovem Artémides começou em seguida a frequentar a paróquia dirigida pelos Salesianos, encontrando no pároco dom Carlos Cavalli, homem piedoso e de extraordinária bondade, seu diretor espiritual. Foi este que o orientou para a vida salesiana. Tinha 20 anos quando entrou no aspirantado de Bernal. Assistindo a um jovem sacerdote enfermo de tuberculose, contraiu esta enfermidade. A paternal solicitude do P. Cavalli – que o seguia de longe – fez que o procurassem na Casa salesiana de Viedma, de clima mais propicio, e onde, sobretudo, havia um hospital missionário com um estupendo enfermeiro salesiano que fazia praticamente de «médico»: P. Evasio Garrone. Este convidou Artémides a rezar a María Auxiliadora para obter a cura, sugerindo-lhe que fizesse esta promessa: «Se Ela te cura, tu te dedicarás toda a vida a estes enfermos». Artémides fez de bom gosto tal promessa; e curou-se misteriosamente. Mais tarde dirá «Acreditei, prometi, curei». Estava já traçado seu caminho com claridade e ele o começou com entusiasmo. Aceitou com humildade e docilidade o não pequeno sofrimento de renunciar ao sacerdócio. Emitiu como irmão coadjutor sua primeira Profissão em 11 de Janeiro de 1908 e a Perpétua em 8 de fevereiro de 1911. Coerente com a promessa feita à Virgem, se consagrou imediata e totalmente ao Hospital, ocupando-se num primeiro momento da farmácia anexa, mas depois, quando em 1913 morreu o P. Garrone, toda a responsabilidade do hospital caiu sobre suas costas. Foi com efeito vice-diretor, administrador, destro enfermeiro apreciado por todos os enfermos e por todo o pessoal sanitário, que pouco a pouco lhe foi dando maior liberdade de ação. Seu serviço não se limitava ao hospital mas estendia-se a toda a cidade, e até às duas localidades situadas nas margens do rio Negro: Viedma e Patagones. Em caso de necessidade se movia a qualquer hora do dia e da noite, sem se preocupar do tempo, chegando aos tugúrios da periferia e fazendo tudo gratuitamente. Sua fama de santo enfermeiro  se propagou por todo o Sul e de toda a Patagónia lhe chegavam enfermos. Não era raro o caso de enfermos que preferiam a visita do enfermeiro santo à dos médicos. Artémides Zatti amou a seus enfermos de maneira verdadeiramente comovedora. Via neles a Jesús mesmo, até tal ponto que quando pedia às irmãs roupa para outro rapaz recém chegado, dizia: «Irmã, ¿tem roupa para um Jesus de 12 anos?». A atenção para com seus enfermos alcançava rasgos muito delicados. Há quem recorda tê-lo visto levar às costas para a câmara mortuária o corpo de algum acolhido morto durante a noite, para o subtrair à vista dos outros enfermos: e o fazia recitando o De Profundis. Fiel ao espírito salesiano e ao lema deixado como herança por D. Bosco a seus filhos – «trabalho e temperança» – desenvolveu uma atividade prodigiosa com habitual prontidão de ânimo, com heroico espírito de sacrifício, com despego absoluto de toda satisfação pessoal, sem se tomar nunca férias nem repouso. Há quem tenha dito que seus únicos cinco dias de descanso foram os que transcorreu...¡na cadeia! Sim, conheceu também a prisão pela fuga de um preso recolhido no Hospital, fuga que quiseram atribuir a ele. Saiu absolvido e sua volta a casa foi um triunfo. Foi homem de fácil relação humana, com uma visível carga de simpatia, alegre quando podia entreter-se com a gente humilde.Mas sobretudo, foi um homem de Deus. Artémides o irradiava. Um médico bem incrédulo do Hospital, dizia: «Quando via o senhor Zatti, vacilava minha incredulidade». E outro: «Creio em Deus desde que conheço o senhor Zatti». Em 1950 o infatigável enfermeiro caiu de uma escada e foi nessa ocasião quando se manifestaram os sintomas de um câncer que o mesmo lucidamente diagnosticou. Continuou sem embargo cuidando de sua missão ainda um ano mais, até que após sofrimentos heroicamente aceites, se apagou em 15 de março de 1951 com total conhecimento, rodeado do afecto e do agradecimento de toda a população. Foi beatificado por Sua Santidade João Paulo II em 14 de Abril de 2002. Reproduzido com autorização de Vatican.va

• João Adalberto Balicki, Beato
Sacerdote,

Juan Adalberto Balicki, Beato

Juan Adalberto Balicki, Beato

Martirológio Romano: Em Przemysl, cidade de Polónia, beato Juan Adalberto Balicki, presbítero, que se dedicou com ardor ao exercício de seu ministério em favor do povo de Deus, demonstrando uma especial disposição para pregar o Evangelho e assistir a às jovens descarriladas (1948). Juan Adalberto Balicki nasceu em 25 de Janeiro de 1869 em Staromiescie, Polónia (hoje o distrito de Rzeszow). Morreu de pneumonia e TBC em Przemysl em 15 de Março de 1948. Juan Adalberto viu a luz no seio de uma família profundamente religiosa e, ainda que materialmente pobre, eram ricos em honestidade e virtude. De 1876-1888 assistiu às escolas de Rzeszow sob a guia de educadores de alto nível e com amor pela cultura polaca. Em Setembro de 1888 entrou no Seminário diocesano de Przemysl. Depois de quatro anos de estudo preparação espiritual, em 20 de Julho de 1892 foi ordenado.  O bispo o enviou para que fosse pastor auxiliar na paróquia de Polna. Foi apreciado como um homem de oração, confessor paciente e pregador dotado. Depois de aproximadamente um ano, o enviaram a Roma para seguir sua formação na Pontifícia Universidade Gregoriana. Durante seus quatro anos de estudo (1893-1897), era consciente de sua dupla responsabilidade: como sacerdote, para continuar fazendo progressos na perfeição Cristã, e como estudante, para completar seus estudos. Sua aproximação espiritual à teologia foi fruto posterior a seu período de aprendizagem. Escutava as conferências pela manhã. Pela tarde lia os autores de referência e, sobre todos, a Santo Tomás de Aquino. Então ia à capela para orar sobre o que havia estudado. Usou seu tempo livre em Roma para visitar as urnas dos Apóstolos e os quartos dos santos. Era uma maneira concreta de aprendizagem sobre a fé. No verão de 1897, regressou a sua diocese, onde foi colocado como professor de teologia dogmática no seminário. Era um convencido de que a Teología não só é a ciência relativa a Deus, mas sim a ciência que ajuda o homem a encontrar a Deus. Suas lições constituíam verdadeiras meditações sobre os mistérios divinos e tinham uma boa influência na formação moral de seus estudantes. A partir de 1900, Fr. Balicki também foi prefeito de estudos. Em 1927, no espírito de obediência, aceitou o posto de vice-reitor do seminário e um ano depois assumiu o reitorado. Se preocupava pela formação espiritual dos sacerdotes. Antes de apresentar os candidatos ao bispo, estudava as informações e orava pedindo iluminação para tomar a decisão apropriada. Em 1934 foi forçado a deixar seu cargo de reitor e de professor de teologia devido a pobre estado de saúde, mas continuou vivendo no seminário. De 1934-1939 fez só confissões e deu direção espiritual. Muitos de seus penitentes testemunharam que ele tinha um dom extraordinário para penetrar na profundidade de suas almas. Como confessor tinha um coração aberto para todos que o acercavam com sinceridade. Sempre estava disponível para receber confissão apesar de pobre saúde. Não era tão só um juiz justo ou um "dador de absolvições", fazia tudo o que podia para motivar seus penitentes para que crescessem espiritualmente. Deu também direção espiritual através de cartas. Em Setembro de 1939, Polónia  submergiu-se na tragédia da Segunda Guerra Mundial. Em seguida a cidade de Przemysl ficou dividida em duas partes: a secção velha ocupada por tropas soviéticas, e o resto da cidade ocupada pelos alemães. Ainda que os sacerdotes, o bispo e seus colaboradores podiam mover-se livremente para o lado Alemão, Fr Balicki permanecia na zona soviética à espera de iniciar novamente a atividade de formação no Seminário. No final, foi obrigado a mudar-se para um quarto na casa bispal temporal. Em Outubro de 1941, as pelejas na zona terminaram e a barreira artificial que dividia a cidade foi demolida. Fr Balicki permaneceu ali em seu quarto temporal no bispado. Na segunda metade de Fevereiro de 1948, se pôs gravemente enfermo e se lhe diagnosticou pneumonia bilateral e tuberculose em fase avançada. Foi admitido no hospital onde morreu em 15 de Março. Foi considerado por todos um "sacerdote santo" e "a humildade personificada". Depois de sua morte, a fama de sua santidade se estendeu ao longo e mais além de Polónia através dos emigrantes polacos. Logo as pessoas começaram a informar as autoridades as respostas a suas orações em que eles pediam a Juan Adalberto que intercedesse por eles. Em 22 de Dezembro de 1975, o então Cardeal Wojtyla escreveu a Paulo VI pedindo-lhe que seja reconhecido como um modelo para os presbíteros de nosso tempo. Foi beatificado por João Paulo II em Cracóvia (Polónia) em 18 de Agosto de 2002. Reproduzido com autorização de Vatican.va traduzido por Xavier Villalta

• Zacarias, Santo
XCI Papa,

Zacarías, Santo

Zacarias, Santo

XCI Papa

Reinou de 741 a 752. Se desconhece o ano de seu nascimento. Morreu em Março de 752.  Zacarias provinha de uma família grega que vivia na Calábria. Seu pai- segundo o "Liber Pontificalis"- se chamava Policrónio. Muito provavelmente Zacarias era um diácono da Igreja Romana e com esse carácter firmou os decretos do Concilio Romano de 732. Sepultado seu predecessor, Gregório III, em 29 de Novembro de 741, em seguida foi eleito por unanimidade, consagrado e elevado ao trono de Pedro em 5 de Dezembro do mesmo ano. Seu biógrafo em"Liber Pontificalis" o descreve como um homem afável e de temperamento conciliatório, caritativo para com o clero e todos os demais.  O novo Papa sempre se mostrou hábil e conciliatório em suas ações e foi por isso que sempre teve êxito no que empreendeu. Pouco depois de sua eleição mandou informar disso a Constantinopla. É de notar que sua synodica (carta) não ia dirigida ao patriarca iconoclasta Anastásio, mas sim à Igreja de Constantinopla. Os enviados do Papa também levavam uma carta para o imperador. Constantino V. Coprónimo havia sucedido a León III à morte deste (18 Junho, 741). Sem embargo, o cunhado de Constantino, Artabasdo, em 742 levantou-se contra o novo imperador e se estabeleceu em Constantinopla, de modo que quando o enviado papal chegou a essa cidade, já encontrou a Artabasdo como governante. Até ao ano 743 as cartas papais se fechavam de acordo ao ano do reinado de Constantino V, mas a partir de 744 começaram a apegar-se ao reinado de Artabasdo. Não obstante, os enviados papais nunca estabeleceram relações próximas com o usurpador em Constantinopla, apesar deste último restabelecer o culto às imagens. Logo que Constantino V recuperou o trono os enviados do Papa lhe entregaram as cartas em que Zacarias o exortava a restabelecer a doutrina e a prática da Igreja com relação ao culto às imagens. O imperador recebeu amigavelmente aos núncios e entregou à Igreja de Roma as povoações de Nimfa e Norbia, em Itália, cujos territórios se estendiam até ao mar. Ao ascender Zacarias ao papado, a situação da cidade e o ducado de Roma era muito delicada. Luitprando, rei dos lombardos, estava preparando uma nova incursão ao território romano. O Duque Trasamundo de Espoleto, com quem o Papa Gregório III se havia aliado contra  Luitprando, não respeitou sua palavra de ajudar aos romanos a reconquistar as cidades que haviam sido tomadas pelos lombardos. Como consequência, Zacarias abandonou a aliança com Trasamundo e tratou de proteger os interesses de Roma e de seu território usando sua influência pessoal com Luitprando. Para isso viajou a Terni para entrevistar-se com o rei lombardo, que o recebeu com todas as honras possíveis. Zacarias obteve que Luitprando devolvesse as cidades de Ameria, Horta, Polimartium e Blera, e todo o património da Igreja Romana que os lombardos haviam levado como despojos durante os trinta anos anteriores. Também conseguiu uma trégua de vinte anos entre o Ducado de Roma e os lombardos.

(…) Zacarias trabalhou zelosamente na restauração dos templos de Roma, a que fez valiosos donativos. Também restaurou o Palácio Lateranense e estabeleceu grandes terrenos como possessões (domus cultoe) da Igreja romana. Trasladou a cabeça do mártir São Jorge, que havia sido encontrada ao reparar-se o Palácio de Latrão, ao templo de São Jorge em Velabro. Era muito caritativo com os pobres, para que periodicamente destinava esmolas que eram distribuídas desde o recinto papal. Inteirado de que alguns mercadores venezianos compravam escravos em Roma para os vender aos sarracenos em África, o Papa comprou-os todos, para que nenhum cristão fosse posse dos pagãos. Numa época conflituosa o Papa Zacarias demonstrou ser um sucessor de Pedro capaz, excelente, enérgico e caritativo. Também realizou estudos teológicos e traduziu para o grego os Diálogos de Gregório Magno, dado que dita língua era comum então no Oriente. À sua morte, Zacarias foi sepultado em São Pedro.

• Pío Conde Conde, Beato
Sacerdote e Mártir

Pío Conde Conde, Beato

Pío Conde Conde, Beato

Pío Conde nasceu em Portela, província de Ourense, Espanha em 4 de Janeiro de 1887 e foi batizado no dia seguinte.  Fez o noviciado em Barcelona realizando sua profissão religiosa sendo ordenado em 3 de Fevereiro de 1906. Realizou seu apostolado em colégios de Madrid, Valência, Salamanca, Santander, Béjar, Sarria, sendo diretor em alguns deles. Iniciada a revolução, foi vítima dos milicianos por sua condição de sacerdote sendo preso e enviado para ser julgado num tribunal de Valência, mas foi assassinado na viagem. Era 15 de Março de 1937. Beatificado por Sua Santidade Bento XVI em 28 de Outubro de 2007, junto a outros 498 mártires da perseguição contra a fé em Madrid e Sevilha.

http://es.catholic.net/santoral  -  www.santiebeati.itwww.jesuitas.pt

90525 > Beato Arnaldo 
90087 >
Beato Artemide Zatti  MR
45400 >
San Clemente Maria Hofbauer Sacerdote  MR
92869 >
Sant’ Eusebio II Vescovo di Vercelli 
91082 >
Beato Giovanni Balicki Martire  MR
93347 >
Beato Guglielmo Hart Sacerdote e martire  MR
45390 >
Santa Leocrizia (Lucrezia) di Cordova Vergine e martire  MR
93960 >
Beato Ludovico de la Pena Mercedario 
31600 >
Santa Luisa de Marillac Vedova e religiosa  MR
45380 >
San Menigno di Pario Martire  MR
92187 >
Beati Monaldo da Ancona, Francesco da Petriolo e Antonio Cantoni da Milano Martiri 
93985 >
Beato Pietro Pasquale Mercedario 
94008 >
Beato Pio Conde Conde Sacerdote salesiano, martire 
45410 >
San Sisebuto Abate  MR
91636 >
San Zaccaria Papa  MR

Recolha, transcrição e tradução incompleta

– por António Fonseca

REZAR NA QUARESMA - 15-3-2011 - 1º SEMANA

15 DE MARÇO

TERÇA-FEIRA

1ª SEMANA DA QUARESMA

Mateus 6, 7-15

“… não digais muitas palavras…”

*************

Tantas palavras ditas por dia! Conversa fiada sobre o tempo, sobre a novela, sobre a bola.

Emails, sms, tweets vazios… apenas para cumprir a rotina.

O risco está em que as palavras da nossa oração se tornem do mesmo género: vazias, rotineiras, inócuas.

Por isso é que Jesus insiste no apelo a uma oração simples e sincera.

A uma oração que se torna prelúdio de um empenho concreto. 

»»»»»»»»»

Quero falar conTigo, Pai nosso, com palavras simples.

Já aprendi que não olhas à quantidade das palavras 

mas à sua qualidade; a sua capacidade

de se tornarem sinais do teu amor.

Ensina-me a rezar-Te com verdade.

 

00000000000000000

 

edisal@edisal.salesianos.pt

www.edisal.salesianos.pt

António Fonseca  -  www.aarfonseca@hotmail

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nº 70 - 11 DE MARÇO DE 2011 - SANTOS DO DIA - 3º ANO

Nº 1302

SANTO EULÓGIO
Mártir (859)
Eulogio de Córdoba, Santo
Eulógio de Córdoba, Santo
Eulógio, um dos mais célebres eruditos e um dos mais ilustres mártires de Jesus Cristo, nasceu na cidade de Córdova, no tempo em que os árabes eram senhores dela. Abraçou o sacerdócio, consagrando-se com o maior desvelo ao estudo da Sagrada Escritura e à santificação própria e alheia. Depois de visitar um mosteiro vizinho aos Pirenéus, dirigiu-se a Pamplona. Causou admiração, em numerosos eclesiásticos, com o seu vasto saber e altas virtudes. Descobriu vários livros até então desconhecidos, como “A Cidade de Deus” de Santo Agostinho, “A Eneida” de Virgilio, as “Sátiras” de Juvenal e os “Poemas Sagrados” de Prudêncio. Ao mesmo tempo teve conhecimento de muitos varões ilustres, cuja memória ficaria quase esquecida se o nosso Santo não a houvesse ressuscitado. Voltou a Córdova com mais esforçado ardor apostólico: visitava as igrejas e os mosteiros, quando Abderramão, em 850, suscitou cruel perseguição contra os cristãos; e seu filho Maomé prosseguiu na mesma atitude. Entretanto, Eulógio, posto à frente da Igreja de Córdova, empregou todo o zelo em animar os que iam dando, com o sangue, testemunho da fé que professavam E celebrou-lhes a heroicidade em livros que redigiu, com o título de Memorial dos Santos e Apologética. Mantendo-se porém os cristãos em grande constância, foi aconselhada ao filho de Abderramão outra atitude; chamou este o indigno prelado Recaredo, que deu largas à sua ira contra os cristãos; prendeu o bispo Eulógio e os sacerdotes que pôde encontrar, encarniçando-se contra todos, mas principalmente contra Eulógio, chefe reconhecido dos fieis. Este redigiu na prisão o Documento do martírio, dirigido às virgens Flora e Maria, que estavam também, presas pela fé. Se era grande o zelo de Eulógio pela defesa da crença, antes de ser preso por Recaredo, não foi menor depois de recuperar a liberdade. Absteve-se de celebrar a Missa e de qualquer outra função do seu ministério, para não comunicar, no sagrado, com o indigno pastor; e foi esta louvável resolução, juntamente com a hospitalidade oferecida a Santa Lucrécia, que lhe mereceu a coroa do martírio. Conduzido primeiro à presença do juiz, que de modo algum pôde abalar-lhe a constância, foi depois apresentado ao conselho do rei, para que este supremo tribunal julgasse a causa dum homem  do seu carácter. Um dos conselheiros, movido de compaixão e do afecto que tinha a Eulógio, quis persuadi-lo a ceder no ardor com que manifestava a fé, a renunciar – embora só de boca, perante o Tribunal – a Jesus Cristo, pois deste modo conseguiria a liberdade e poderia continuar a exercer o sagrado ministério. Ouviu Eulógio com o máximo horror tal proposta, e com santa intrepidez confessou e defendeu a fé, sendo por isso imediatamente condenado à morte.
Eulogio de Córdoba, Santo
Eulógio de Córdoba, Santo
Quando o conduziam ao suplicio, um dos criados do rei descarregou-lhe uma bofetada terrível; porém o santo, longe de se queixar da injúria, ofereceu-lhe imediatamente a outra face, segundo o Evangelho, a qual o infeliz teve a ousadia de ferir também. Chegado ao lugar onde ia ser decapitado, ajoelhou com o semblante radioso de alegria, deu graças a Deus pela grande mercê e, fazendo o sinal da cruz, ofereceu docemente o pescoço ao verdugo, que dum só golpe lhe arrancou a vida mortal, indo a alma pura receber a coroa da v ida imortal no dia 11 de março de 859. O corpo foi sepultado na igreja de S. Zoilo, de onde foi trasladado, com o de santa Lucrécia, para Oviedo, no ano de 883. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de http://www.jesuitas.pt/
SÃO VICENTE ABADE, SÃO RAMIRO
e 12 Companheiros
Mártires (555)
Os suevos, estabelecidos no antigo reino da Galiza, adeptos da heresia ariana, procederam contra os católicos com mais rigor talvez do que os pagãos. Reuniram um conciliábulo em Leão no tempo em que se encontrava ali S. Vicente – abade do mosteiro dos Santos Cláudio, Lupércio e Vitórico, - um dos mais vigorosos defensores da Divindade de Jesus Cristo, que era o ponto principal da renhida controvérsia. Citado por estes a comparecer no conciliábulo, com intenção de o obrigarem a subscrever a impiedade da seita, o insigne prelado apresentou-se e, cheio de valor, não só condenou a execrável blasfémia com energia inexcedível, mas declarou aos hereges que nem creria nem confessaria jamais outra fé senão a definida no 1º Concílio de Niceia, por cuja defesa estava pronto a dar a vida. Os hereges, levados de extraordinário furor, despiram-no imediatamente e, colocando-o no meio do conciliábulo, retalharam-lhe o corpo com açoites; porém, horrorizados à vista do sangue a correr pelo chão, resolveram encerrá-lo numa hedionda enxovia e fazer-lhe sofrer os maiores tormentos. Mandaram os arianos que o santo comparecesse pela segunda vez no conciliábulo, e ficaram atónitos ao observar a maravilha da sua cura prodigiosa. Persistindo, porém, no intento, logo lhe intimaram, com terríveis ameaças, que subscrevesse a heresia, mas debalde. Persuadidos de que a fortaleza de Vicente era invencível, condenaram-no à morte, com a circunstância de ser executado à porta do seu mosteiro, para aterrar os monges. Levaram-nos os verdugos ao lugar marcado, e descarregando-lhe um golpe mortal sobre a cabeça, separaram-lha do corpo, no ano de 555. Os monges, valendo-se do silêncio da noite, deram-lhe sepultura, próximo do lugar onde descansam os ilustres mártires Cláudio, Lupércio e Vitórico, patronos do mosteiro. Algum tempo depois, S. Vicente aparecendo, preveniu os monges que a perseguição recomeçaria, portanto que os dispostos a tudo suportar a esperassem no mosteiro, mas que os menos corajosos procurassem onde se refugiar. Bem cedo se verificou o aviso de S,. Vicente, pois os hereges resolveram, acabar com os monges de S. Cláudio. O que tinha ficado a fazer as vezes de superior depois da morte do santo, era Ramiro, varão perfeito em todo o género de virtudes. Depois de exortar os monges à defesa da fé, mandou para as montanhas da Galiza aqueles que se não achavam com valor para entrar no combate e, descendo à igreja com doze ilustres religiosos, postos todos em oração, ficaram à espera de ser vítimas dum instante para outro do furor ariano. Não tardaram a aparecer os hereges, que se apresentaram armados, batendo às portas com grande ruído. Foi o santo prior abrir as portas e, ao vê-los, começou a entoar com  os outros monges o Símbolo de Niceia, repetindo acentuadamente as palavras condenatórias do arianismo. Os hereges acometeram-nos com fúria diabólica e despedaçaram-nos à força de cutiladas. Ficaram espalhados pelo chão os santos cadáveres, que os católicos puderam recolher, sepultando-os todos juntos no mesmo mosteiro, excepto o de S. Ramiro, que depositaram num sepulcro de pedra tosca. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de http://www.jesuitas.pt/
SANTOS TRÓFIMO e TALES
Mártires (308)
Trófimo e Tales, naturais de Estratónica, eram irmãos. Na perseguição de Diocleciano, foram presos como cristãos em Laodiceia por ordem do prefeito Asclepiano. O suplício da lapidação nenhum efeito teve neles, pois pareciam defendidos contra as pedras por um escudo de ferro. Surpreendido com tal prodígio, o prefeito soltou-os por algum tempo. Mas, denunciados de novo como cristãos, professaram com toda a publicidade acreditar em Nosso Senhor Jesus Cristo. Foram condenados a ser expostos nus sobre o cavalete de execução, e a serem desfeitos em pedaços. Mas continuando eles, no meio dos tormentos, a rezar e a repreender os pagãos,  o prefeito ordenou serem crucificados. Os fieis recolheram o sangue que se desprendia das feridas; depois de os mártires expirarem invocando o Senhor, os corpos foram piedosamente recolhidos, sepultados na igreja de Laodiceia e, mais tarde, transferidos para Estratónica. Do livro SANTOS DE CADA DIA, de http://www.jesuitas.pt/
Constantino de Escocia, San
Constantino de Escócia, Santo
Constantino é um nome afortunado e o demonstra a longa lista de santos que o levaram, começando pelo próprio imperador Constantino, cujo culto se estendeu rapidamente em todo o Oriente e se fixou a festa para  21 de Maio junto com a de sua mãe, santa Elena. No Ocidente seu culto se limitou às regiões de Sicília, Calábria e Sardenha, pela influência bizantina nesses lugares. Hoje a Igreja latina celebra a festa de outro Constantino, também rei, que coroou sua atormentada vida com o martírio. Sua devoção se difundiu sobretudo na Grã Bretanha e Irlanda.  No inicio de sua juventude levava uma vida desregrada, tanto em público como em privado, manchando-se com várias culpas, como assassinatos e sacrilégio; para ficar mais livre para suas conquistas amorosas, se havia divorciado de sua mulher. Mas depois, sendo todavia jovem, foi tocado pela graça, se converteu e cambiou radicalmente de vida. Em primeiro lugar abandonou o trono e o poder e, para expiar seus pecados, se retirou ao mosteiro irlandês de Rathan. Era a época de grande florescimento do monaquismo irlandês, que havia começado com a pregação de são Patrício e continuado nos séculos seguintes graças ao bom número de santos. Sob a guia de santa Columba, o ex-rei Constantino se fez sacerdote depois de sete anos de vida penitente e de estudo da Sagrada Escritura; depois regressou a Escócia, não já com as insígnias reais, mas sob o humilde traje de monge, a pregar o Evangelho. Foi neste período quando o país se converteu ao cristianismo, assumindo o nome de “Scotia”, que até esse tempo havia pertencido a Irlanda. Constantino havia ido a construir o Reino de Deus na terra onde havia cometido tantas maldades, já sanadas pelo perdão de Deus e pelo grande testemunho de seu amor a Cristo. Com efeito, Constantino recebeu a palma do martírio na Escócia, onde foi assassinado por alguns pagãos fanáticos, por sua fé no Evangelho que ia pregando pelas ruas e praças.  É considerado o primeiro mártir de Escócia.
 
Claudia Russo, Sierva de Dios
Cláudia Russo, Serva de Deus
Esta laboriosa napolitana não sonhava que um dia seria a fundadora de “As pobres Filhas da Visitação de Maria”, quando veio ao mundo em Barra (Nápoles) em 18 de Novembro de 1889, foi a quinta de dez filhos. Quem a conheceu –já que morreu em 11 de Março de 1964– conta que era uma rapariga tão sensível e tão intuitiva respeito aos pobres, que qualquer coisa que lhe fizessem para meter-se com eles ou algum outro desaire, o sentia como se o fizessem a ela mesma.  O encontro com pessoas de valia pessoal, sempre aportam riquezas e ideias para as emular. Cláudia teve a sorte de conhecer em Nápoles a hoje Beata Catalina Volpicelli. Tanto influiu nela o gesto e a amabilidade daquela fundadora que, desde então, lhe entrou, por inspiração divina, o desejo de consagrar sua vida servindo a Deus através dos mais necessitados. Como ocorreu já muitas vezes ao longo da história da Igreja, se uniu com várias amigas íntimas e com uma vivência profunda da vida cristã.  Entre todas elas trabalhavam e prestavam sua assistência aos pobres do bairro em que viviam. Para isso pediam esmola, trabalhavam inclusive de noite no campo para que nenhum pobre fosse para a cama sem ter comido algo. Deus, ao ver sua generosidade e sua entrega à porção evangélica por excelência, que são os mais necessitados, a animou a que fundasse a “Casa dos Pobres”.  No ano seguinte, em 20 de Junho de 1926, este grupo de raparigas formou a primeira comunidade religiosa com sete jovens como religiosas e doze anciãs como colaboradoras. Como obra que vinha de Deus e no do capricho destas jovens, Deus lhe deu muitas vocações e campos de apostolado nas paróquias e em casas para os pobres.  A Santa Sede aprovou esta congregação nova em 25 de Fevereiro do ano 1947. Seu processo de beatificação iniciou no ano 1971  ¡Felicidades a quem leve este nome!
Sofronio de Jerusalén, Santo
Sofrónio de Jerusalém, Santo
Sofrónio nasceu em Damasco e desde pequeno estudou tão excessivamente, que esteve a ponto de ficar cego; mas graças a isso o santo chegou a ser tão versado em filosofia grega, que recebeu o sobrenome de "o sofista". Junto com seu amigo, o célebre ermitão Juan Mosco, viajou muito por Síria, Ásia Menor e Egipto, onde tomou o hábito de monge, no ano 580. Os dois amigos viveram juntos durante vários anos na "laura" de São Sabas e no mosteiro de Teodósio, perto de Jerusalém. Seu desejo de maior mortificação os levou a visitar aos famosos ermitãos de Egipto. Depois foram a Alexandria, onde o patriarca São Juan el Limosnero lhes rogou que permanecessem dois anos em sua diocese o ajudar a reformá-la e a combater a heresia. Na dita cidade foi onde Juan Mosco escreveu o "Prado Espiritual", que dedicou a São Sofrónio. Juan Mosco morreu no ano 620, em Roma, a onde havia ido em peregrinação. São Sofrónio retornou a Palestina e foi eleito patriarca de Jerusalém, por sua piedade, saber e ortodoxia.  Enquanto tomou posse da sede, convocou a todos os bispos do patriarcado para condenar a heresia monotelita e compôs uma carta sinodal, em que expunha e defendia a doutrina católica. Essa carta, que foi mais tarde ratificada pelo sexto Concilio Ecuménico, chegou às mãos do Papa Honório e do patriarca de Constantinopla, Sérgio, que havia aconselhado ao Papa que escrevesse em termos evasivos acerca da questão das duas vontades de Cristo. Parece que Honório não se pronunciou nunca sobre o problema; seu silêncio foi muito pouco oportuno, pois produzia a impressão de que o Papa estava de acordo com os hereges. Sofrónio, vendo que o imperador e muitos prelados do oriente atacavam a verdadeira doutrina, se sentiu chamado a defendê-la com maior zelo que nunca. Levou ao Monte Calvário a seu sufragâneo, Estevão, bispo de Dor e aí o conjurou, por Cristo Crucificado e por conta que teria que dar a Deus no dia de juízo, "a ir à Sede Apostólica, base de toda a doutrina revelada, e importunar o Papa até que se decidisse a examinar e condenar a nova doutrina". Estevão obedeceu e permaneceu em Roma dez anos, até que o Papa São Martínho I, condenou a heresia monotelita, no Concilio de Latrão, no ano 649. Cedo teve São Sofrónio que se enfrentar com outras dificuldades. Os sarracenos haviam invadido Siria e Palestina; Damasco havia caído em seu poder em 636; e Jerusalém em 638. O santo patriarca, havia feito quanto estava em sua mão por ajudar e consolar a sua grei, ainda em risco de sua vida. Quando os maometanos sitiavam a cidade, São Sofrónio teve que pregar em Jerusalém o sermão de Natal, pois era impossível ir a Belém naquelas circunstâncias. O santo fugiu depois da queda da cidade e, segundo parece, morreu em pouco tempo, provavelmente em Alejandría. Além da carta sinodal, São Sofrónio escreveu várias biografias e homilias, assim como alguns hinos e odes anacreónticas de grande mérito. Se há perdido a "Vida de Juan el Limosnero", que compôs em colaboração com Juan Mosco; também se perdeu outra obra muito volumosa, em que citava 600 passagens dos Padres para provar que em Cristo havia duas vontades.
San Constantino Re e martire
San Domenico Cam Martire del Tonchino
Sant' Eulogio di Cordoba Sacerdote e martire
Beato Giovanni Kearney Sacerdote e martire
Beato Tommaso Atkinsons Sacerdote e martire
Santi Trofimo e Tallo Martiri di Laodicea di Frigia
HTTP://ES.CATHOLIC.NET/SANTORALhttp://www.santiebeati.it/http://www.jesuitas.pt/
Recolha, transcrição e tradução de espanhol para português
por António Fonseca

Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

Nº 5 801 - SÉRIE DE 2024 - Nº (277) - SANTOS DE CADA DIA - 2 DE OUTUBRO DE 2024

   Caros Amigos 17º ano com início na edição  Nº 5 469  OBSERVAÇÃO: Hoje inicia-se nova numeração anual Este é, portanto, o 277º  Número da ...