quinta-feira, 9 de julho de 2009

VERÓNICA DE JULIANIS, SANTA (E OUTROS) - 9 DE JULHO

Embora conste no meu calendário, o nome de Stº Agustin Zhao Pong -mártir da China com companheiros, não pude encontrar nenhuma referência nos sites em que procurei,
Apenas através do site http://www.claret.cmf.martires.com/ pude obter o seguinte:
Santo Agostinho Zhao Rong, Presbítero,
e Companheiros, Mártires (Memória facultativa).
De qualquer modo, vou continuar a busca e logo que encontre mais algum dado sobre a sua biografia, publicá-la-ei.
Abadessa, 9 de Julho de 1727 Etimológicamente significa “imagen verdadera”. Viene del latín y del griego.Hay personas que piensan que el santo nace santo y que es un triste y aburrido. Si te vas dando cuenta a través de esta página diaria, Dios es el motor que impulsa a cada persona creyente a vivir una vida en plenitud.El ha venido para darnos la vida y dárnosla totalmente. Imagínate a la niña Ursula, así se llamaba antes de entrar en la Orden Religiosa. Corría, hacía travesuras, era caprichosa y muy cabezota.¿Quién podría soñar que esta niña llegaría a ser el día de mañana una mística contemplativa? Nadie.Su padre estaba colocado en la Administración de Hacienda de la ciudad de Plasencia. Era un señor muy conocido por su dinero y por cómo trataba a la gente en asuntos económicos.Soñaba que su hija tendría la vida resuelta ya que era muy guapa e inteligente.Pero los planes de su hija eran completamente opuestos a los de su padre. De tal modo que apenas cumplió los 17 años, tuvo la intención de entrar en un convento en el cual pudiera encontrar la paz interior que tanto anhelaba.Se marchó a Città Castello. Hizo su preparación religiosa para hacerse capuchina. Terminado este período, que suele oscilar entre uno o dos años – según las Ordenes o Congregaciones –, pronunció solemnemente su profesión de pobreza, celibato y obediencia.A tal grado llegó su fama entre sus hermanas que la nombraron maestra de novicias, es decir, de chicas que se preparan para ser monjas.Durante este tiempo comenzó a tener revelaciones del cielo. Cualquiera que se acercase a ella, podía mirar las huellas de la Pasión de Jesús en sus manos y en los pies.¿Qué hicieron entonces? Para evitar comentarios falsos, el obispo, tres médicos y un jesuita estudiaron el caso. Los médicos veían que las heridas rebrotaban apenas se curaban.Tras pasar un tiempo recluida, tuvieron que aceptar la realidad.¡Felicidades a quienes lleven este nombre!“Los cántaros , cuanto más vacíos, más ruido hacen” (Alfonso X el Sabio)Comentarios al P. Felipe Santos: fsantosssdb@hotmail.com
Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá Padroeira da Colômbia Durante séculos, o povo colombiano dá glória a Deus por meio de sua Mãe a Santíssima Virgem María sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário de Chinquinquirá. É este um dos mais importantes e frequentados santuários de Colômbia. A Virgem está representada num lenço, com o Menino nos braços e, como parece lógico, com o Santo Rosário na mão.
¿Queres saber mais? Consulta ewtn
Este dia também se festeja a Verónica de Julianis
Presbítero e Mártir, 9 de Julho

Martirológio Romano: Em Brielle, à beira do río Mosa, em Holanda, paixão dos santos mártires Nicolás Pieck, presbítero, e de seus dez companheiros religiosos da Ordem dos Irmãos Menores e oito do clero diocesano ou regular, todos os quais, por defender a presença real de Cristo na Eucaristía e a autoridade da Igreja Romana, foram submetidos pelos calvinistas a toda classe de escárnios e tormentos, terminando enforcados finalmente sem combate (1572). Etimologicamente: Nicolás = Aquele que é vencedor pelo povo, é de origem grega. Canonizado por Pío IX em 29 de Junho de 1867. Nicolás Pick nasceu em Gorcum em 29 de agosto de 1543 de família de príncipes , filho de Juan e Enrica Calvia. Seu pai era apegadíssimo à fé católica e em várias circunstâncias se distinguiu por seu zelo contra os erros do calvinismo que invadía a Holanda. O futuro mártir foi enviado a estudar num colégio em Bois‑le‑Duc. Apenas terminados os estudos pediu e obteve ser recebido na Ordem dos Irmãos Menores, recebeu o hábito, fez o noviciado, professou e logo foi enviado à célebre universidade de Lovaina para completar os estudos de filosofía e teología, merecendo os mais altos elogios de seus professores, em especial do reitor, Padre Adan Sasbouth. Em 1558, havendo crescido na escola dos santos e ardendo em seráfica caridade para com Deus e para com os irmãos, foi ordenado sacerdote. De imediato se dedicou à pregação da mensagem evangélica, percorrendo as principais cidades de Holanda e Bélgica, combatendo em todas partes a heresia, fortalecendo aos fieis na fé católica, reconduzindo a Deus uma verdadeira multidão de pecadores e à Igreja Católica a muitos calvinistas. Por todos era venerado e estimado como autêntico apóstolo de Cristo. Foi eleito guardião do convento de Gorcum e soube transformar aquele lugar num seráfico cenáculo de virtudes, de oração, de ciência e de santidade. Em Nicolás brilhava a angelical pureza de alma. Alimentava uma filial devoção à Santíssima Virgem rainha dos anjos e mãe dos crentes. Considerava perdido o día em que não houvesse oferecido uma homenagem de piedade ou sobretudo algum sacrifício por amor da Virgem. Cada día, além do oficio divino, recitava a coroa franciscana das sete alegrías de María Santíssima. A recitação do rosário era para o piedoso religioso a credencial de reconhecimento que marcava seu terno amor à Mãe celestial, era a expressão genuina de sua piedade serena e jovial. Em Gorcum travou amizade com o santo pároco Leonardo Wechel, em cuja companhia em 1572 haveria de compartilhar as duras batalhas pela fé e o supremo triunfo do martírio. Em 1572 as heresias de Lutero e Calvino já haviam separado da Igreja a uma grande parte de Europa. Em Holanda os calvinistas conquistavam pouco a pouco o poder e perseguíam aos católicos. Em Gorcum começou a vía dolorosa de nossos mártires e se executó em Brielle, em presença do cruel Lumay. São Nicolás falou várias vezes a seus concidadãos ante a iminência do martírio para preveni-los contra os erros calvinistas, demonstrando com sólidos argumentos a presença real de Jesús na Eucaristía e o primado do Sumo Pontífice, dogmas negados pelos calvinistas. Em 9 de Julho de 1572 o Santo subiu ao patíbulo e não cessou de bendizer a Deus. O laço lhe tirou a voz e lhe cortou a vida, aos 38 anos de idade.

Seus companheiros são:

santos Jerónimo de Weert, Teodorico van der Eem, Nicasio de Heeze, Willechadus de Dania, Godefrido Coart de Melveren, Antonio d´Hoornaert, Antonio de Weert e Francisco de Roye, presbíteros da Ordem dos Irmãos Menores, e Pedro van der Slagmolen d´Assche e Cornelio de Wijk-bij-Duurstede, religiosos da mesma Ordem; Juan Lenaerts, canónico regular de Santo Agostínho; Juan Coloniense, presbítero da Ordem de Pregadores; Adriano d´Hilvarenbeek, Santiago Lacops, presbítero da Ordem Premostratense; Leonardo Vechel, Nicolás Poppel, Godefrido van Duynen, Andrés Wouters, presbíteros.

Virgem Carmelita, Julho 9

Nasceu em Reggio Emilia (Italia) em 1428. Seus pais, Simón e Catalina, foram pobres em fortuna, mas ricos em virtudes cristãs. Cedo manifestou o desejo de ser religiosa e conseguiu revestir-se com o hábito de carmelita, levando vida retirada, penitente e de oração em sua mesma casa. Mortos seus pais, aceitou a generosa oferta que lhe fez uma rica e piedosa senhora, de sua fazenda com sua casa e suas duas filhas, que também desejavam ser carmelitas. Assim ficou estabelecido. ainda que precariamente, um início de convento até conseguir outro lugar mais espaçoso e adequado, que chegou a ser, prévias as devidas licenças, o autêntico mosteiro filiado na Congregação Mantuana dos carmelitas. Pouco tempo depois já contava este mosteiro com 22 religiosas sob o priorado da Beata Scopelli e a direcção espiritual de um padre carmelita. Dotada por Deus de extraordinários carismas, se lhe atribuem numerosos milagres. Segundo seus biógrafos, o oficio de superiora foi para ela um novo estímulo na prática da observância regular de jejuns, silêncio e sobretudo de oração, de onde dimanavam todas as demais virtudes. Cheia de júbilo, conheceu por revelação o día de sua morte e sem dissimular anunciou à comunidade que, rotas as ligaduras de sua carne mortal, muito em breve passaría às bodas celestiais. À comunidade, reunida e entristecida, recomendou a más estricta observância e sobretudo a prática da caridade por ser a alma das comunidades religiosas. Entregou sua alma a Deus em 9 de Julho de 1491. O papa Clemente XIV aprovou seu culto imemorial em 1771. Seu corpo jaz hoje na catedral de Reggio. Sua festa se celebra em 9 de Julho.

Etimologicamente significa “rocha, pedra”. Vem da língua hebraica. Se nos deixamos revestir pelo perdão como por um vestido, descobriremos uma transfiguração de nós mesmos e a claridade de uma comunhão. Se o amor que reconcilia chegasse a ser em nós, chama ardente... Mas foi um confessor do século X. Um dos monumentos mais importantes de Peregia á a igreja de S. Pedro. Se vâ a distância em virtude ou graças a seu campanário octogonal... Representa realmente algo belo com as línhas renascentistas de 1400 e 1500. Mas o mais antigo é a iglesia de S. Pedro Vincioli, que viveu no século X. Já havia outra igreja mais pequena em honra de S. Pedro, que foi fundada por S. Escolano, bispo e patrono de Peregia. Era a cidade un maremagnum de pagãos e alguns cristãos que rezavam na sua pequena igreja. A Pedro o encantava a arte que harmonizava com a sua entrega pastoral a todo o mundo. O Papa o nomeou abade da igreja e do mosteiro ao mesmo tempo. Se há que definir ou entrelaçar a característica mais importante de Pedro, sería, sem dúvida, sua caridade para com os pobres e abandonados da cidade. Esteve a ponto de morrer a mãos de uns ladrões , mas esta vez se salvou da morte que, realmente, lhe sobreveio de forma natural no ano 1707.
¡Felicidades a quem leve este nome!
Recolha, transcrição e tradução incompleta
de António Fonseca

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CARITAS IN VERITATE - ENCÍCLICA 29-6-2009

Meus amigos:
A partir desta data, vou tentar publicar e traduzir (de espanhol para português) - o mais sofrivelmente possível, já que eu não sou perito, mas sim porque conheço um bocado a língua espanhola (ou castelhana), dado que tenho um filho a viver há uns anos em Gijón e por vezes acontece arranhar um pouco este idioma que aliás, percebo quase totalmente, tanto escrito como falado... - , como ia dizendo, vou tentar traduzir a Encíclica "CARITAS IN VERITATE" mediante a recolha que efectuei através do site www.es.catholic.net, que, no entanto será feita por capítulos. Aliás, conforme podem verificar em postagem anterior já dei início a esta tarefa...



CARTA ENCÍCLICA

CARITAS IN VERITATE
DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI
AOS BISPOS AOS PRESBÍTEROS E DIÁCONOS ÀS PESSOAS CONSAGRADAS A TODOS OS FIÉIS LAICOS E A TODOS OS HOMENS DE BOA VONTADE
SOBRE O DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL NA CARIDADE E NA VERDADE
INTRODUÇÃO
1. A Caridade na Verdade, da que Jesus Cristo se fez testemunha com sua vida terrena e, sobretudo, com sua morte e ressurreição, é a principal força impulsionadora do autêntico desenvolvimento de cada pessoa e de toda a humanidade. O amor -«caritas»- é uma força extraordinária, que move as pessoas a comprometer-se com valentía e generosidade no campo da justiça e da paz. É uma força que tem a sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta. Cada um encontra seu próprio bem assumindo o projecto que Deus tem sobre ele, para realizá-lo plenamente: com efeito, encontra no dito projecto a sua verdade e, aceitando esta verdade, se faz livre (cf. Jn 8,22). Portanto, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e insubstituíveis de caridade. Esta «goza com a verdade» (1 Co 13,6). Todos os homens percebem o impulso interior de amar de maneira autêntica; amor e verdade nunca os abandonam completamente, porque são a vocação que Deus colocou no coração e na mente de cada ser humano. Jesus Cristo purifica e liberta de nossas limitações humanas a busca do amor e a verdade, e nos desvenda plenamente a iniciativa de amor e o projecto de vida verdadeira que Deus tem preparado para nós.
Em Cristo, a Caridade na Verdade se converte no Rosto de sua Pessoa, numa vocação de amar a nossos irmãos na verdade de seu projecto. Com efeito, Ele mesmo é a Verdade (cf. Jn 14,6).

2. A caridade é a vía mestra da doutrina social da Igreja. Todas as responsabilidades e compromissos traçados por esta doutrina proveem da caridade que, segundo o ensinamento de Jesus, é a síntese de toda a Lei (cf. Mt 22,36-40). Ela dá a verdadeira substância à relação pessoal com Deus e com o próximo; não é só o princípio das micro-relações, como as amizades, a família, o pequeno grupo, mas também das macro-relações, como as relações sociais, económicas e políticas. Para a Igreja - ajudada pelo Evangelho -, a caridade é tudo porque, como ensina São João (cf. 1 Jn 4,8.16) e como recordei na minha primeira Carta Encíclica «Deus é caridade» (Deus caritas est): tudo provém da caridade de Deus, tudo adquire forma por ela, e a ela tende tudo. A caridade é o dom maior que Deus deu aos homens, é a sua promessa e nossaa esperança. Sou consciente dos desvios e a perda de sentido que tem sofrido e sofre a caridad, com o consequente risco de ser mal entendida, ou excluída da ética vivida e, em qualquer caso, de impedir sua correcta valoração. No âmbito social, jurídico, cultural, político e económico, quer dizer, nos contextos mais expostos ao dito perigo, se afirma facilmente sua irrelevância para interpretar e orientar as responsabilidades morais.

Daquí a necessidade de unir não só a Caridade com a Verdade, no sentido assinalado por São Paulo da «veritas in caritate» (Ef 4,15), mas também no sentido, inverso e complementário, de «caritas in veritate». Se há-de procurar, encontrar e expressar a verdade na «economía» da caridade, mas, por sua vez, se há-de entender, valorar e praticar a caridade à luz da verdade. Deste modo, não só prestaremos um serviço à caridade, iluminada pela verdade, mas que contribuiremos para dar força à verdade, mostrando sua capacidade de autentificar e persuadir na concretização da vida social. E isto não é algo de pouca importância hoje, num contexto social e cultural, que com frequência relativiza a verdade, desentendendo-se dela, ou recusando-a.

3. Por esta estreita relação com a verdade, se pode reconhecer a caridade como expressão autêntica de humanidade e como elemento de importância fundamental nas relações humanas, também as de carácter público. Só na verdade resplandece a caridade e pode ser vivida autênticamente. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultáneamente a da razão e a da fé, por meio da qual a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade, percebendo seu significado de entrega, acolhida e comunhão. Sem verdade, a caridade cai em mero sentimentalismo. O amor se converte num envoltório vazio que se enche arbitrariamente. Este é o risco fatal do amor numa cultura sem verdade. É presa fácil das emoções e as opiniões contingentes dos sujeitos, uma palavra de que se abusa e que se distorce, terminando por significar o contrário. A verdade liberta a caridade da estreiteza de uma emotividade que a priva de conteúdos relacionais e sociais, assim como de um fidelismo que mutila seu horizonte humano e universal. Na verdade, a caridade reflecte a dimensão pessoal e ao mesmo tempo pública da fé no Deus bíblico, que á às vezes «Agapé» e «Lógos»: Caridade e Verdade, Amor e Palavra.

4. Posto que está cheia de verdade, a caridade pode ser compreendida pelo homem em toda a sua riqueza de valores, compartilhada e comunicada. Com efeito, a verdade é «lógos» que cria «diá-logos» e, portanto, comunicação e comunhão. A verdade, resgatando os homens das opiniões e das sensações subjectivas, lhes permite chegar mais além das determinações culturais e históricas e apreciar o valor e a substância das coisas. A verdade abre e une o intelecto dos seres humanos no "lógos" do amor: este é o anúncio e o testemunho cristão da caridade. No contexto social e cultural actual, em que está difundida a tendência a relativizar o verdadeoro, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo não é só um elemento útil, mas indispensável para a construção de uma boa sociedade e um verdadeiro desenvolvimento humano integral. Um cristianismo de caridade sem verdade se pode confundir facilmente com uma reserva de bons sentimentos, proveitosos para a convivência social, mas marginais. Deste modo, no mundo não haveria um verdadeiro e próprio lugar para Deus. Sem a verdade, a caridade é relegada a um âmbito de relações reduzido e privado. Fica excluída dos projectos e processos para construir um desenvolvimento humano de alcance universal, no diálogo entre saberes e operatividade.

5. A caridade é amor recebido e oferecido. É «gracia» (cháris). Sua origem é o amor que brota do Pai pelo Filho, no Espírito Santo. É amor que desde o Filho desce sobre nós. O amor criador, pelo que nós somos; é amor redentor, pelo qual somos recroados. É o Amor revelado, posto em prática por Cristo (cf. Jn 13,1) e «derramado em nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5,5). Os homens, destinatários do amor de Deus, se convertem em sujeitos de caridade, chamados a fazerem-se eles mesmos instrumentos da graça para difundir a caridade de Deus e para tecer redes de caridade. A doutrina social da Igreja responde a esta dinâmica de caridade recebida e oferecida. É «caritas in veritate in re sociali», anúncio da verdade do amor de Cristo na sociedade. Dita doutrina é serviço da caridade, mas na verdade. A verdade preserva e expressa a força libertadora da caridade nos acontecimentos sempre novos da história. É ao mesmo tempo verdade da fé e da razão, na distinção e a sinergia em vez dos dos âmbitos cognitivos. O desenvolvimento, o bem estar social, uma solução adequada dos graves problemas sócio-económicos que afligem a humanidade, necessitam esta verdade. E necessitam ainda mais que se estime e dê testimunho desta verdade. Sem verdade, sem confiança e amor pelo verdadeiro, não há consciência e responsabilidade social, e a actuação social se deixa à mercê de interesses privados e de lógicas de poder, com efeitos desagregadores sobre a sociedade, tanto mais numa sociedade em vias de globalização, em momentos difíceis como os actuais.
6. «Caritas in veritate» é o princípio sobre o que gira a doutrina social da Igreja, um princípio que adquire forma operativa em critérios orientadores da acção moral. Desejo voltar a recordar particularmente dois deles, requeridos de maneira especial pelo compromisso para eo desenvolvimento numa sociedade em vias de globalização: a justiça e eo bem comum. Antes de tudo, a justiça. Ubi societas, ibi ius: toda a sociedade elabora um sistema próprio de justiça. A caridade vai mais além da justiça, porque amar é dar, oferecer do «meu» ao outro; mas nunca carece de justiça, a qual leva a dar ao outro o que é «seu», o que lhe corresponde em virtude de seu ser e de seu obrar. Não posso «dar» ao outro do meu sem lhe haver dado em primeiro lugar o que em justiça lhe corresponde.

Quem ama com caridade aos demais, é antes de tudo justamente com eles. Não basta dizer que a justiça não é estranha a caridade, que não é uma vía alternativa ou paralela à caridade: a justiça é «inseparável da caridade» [1], intrínseca a ela. A justiça á a primeira vía da caridade ou, como disse Paulo VI, sua «medida mínima» [2], parte integrante desse amor «com obras e segundo a verdade» (1 Jn 3,18), ao que nos exorta o apóstolo João. Por um lado, a caridade exige a justiça, o reconhecimento e o respeito dos legítimos direitos das pessoas e os povos. Se ocupa da construção da «cidade do homem» segundo o direito e a justiça. Por outro, a caridade supera a justiça e a completa seguindo a lógica da entrega e o perdão [3]. A «cidade do homem» não se promove só com relações de direitos e deveres, mas antes e mais ainda, com relações de gratuidade, de misericórdia e de comunhão. A caridade manifesta sempre o amor de Deus também nas relações humanas, outorgando valor teologal e salvífico a todo o compromisso pela justiça no mundo.
7. Há que ter também em grande consideração o bem comum. Amar a alguém é querer seu bem e trabalhar eficazmente por ela. Junto ao bem individual, há um bem relacionado com o viver social das pessoas: o bem comum. É o bem desse «todos nós», formado por individuos, familias e grupos intermédios que se unem em comunidade social [4]. Não é um bem que se busca por si mesmo, mas para as pessoas que formam parte da comunidade social, e que só nela podem conseguir seu bem realmente e de modo mais eficaz. Desejar o bem comum e esforçar-se por ele é exigência de justiça e caridade. Trabalhar pelo bem comum é cuidar, por um lado, e utilizar, por outro, esse conjunto de instituções que estruturam jurídica, civil, política e culturalmente a vida social, que se configura assim como pólis, como cidade. Se ama ao próximo tanto mais eficazmente, quanto mais se trabalha por um bem comum que responda também a suas necessidades reais. Todo o cristão está chamado a esta caridade, segundo sua vocação e suas possibilidades de incidir na pólis. Esta é a vía institucional -também política, poderíamos dizer - da caridade, não menos qualificada e incisiva do que possa ser a caridade que encontra directamente ao próximo fora das mediações institucionais da pólis. O compromisso pelo bem comum, quando está inspirado pela caridade, tem uma valência superior ao compromisso meramente secular e político. Como todo o compromisso em favor da justiça, forma parte desse testemunho da caridade divina que, actuando no tempo, prepara o eterno. A acção do homem sobre a terra, quando está inspirada e sustentada pela caridade, contribui à edificação dessa cidade de Deus universal para a qual avança a história da família humana. Numa sociedade em vías de globalização, o bem comum e o esforço por ele, hão-de abarcar necessariamente a toda a família humana, quer dizer, a comunidade dos povos e nações [5], dando assim forma de unidade e de paz à cidade do homem, e fazendo-a em certa medida uma antecipção que prefigura a cidade de Deus sem barreiras.
8. Ao publicar em 1967 a Encíclica Populorum progressio, meu venerado predecessor Paulo VI iluminou o grande tema de desenvolvimento dos povos com o esplendor da verdade e a luz suave da caridade de Cristo. Afirmou que o anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento [6] e nos há deixado o depósito de caminhar pela vía do desenvolvimento com todo nosso coração e com toda nossa inteligência [7], quer dizer, com o ardor da caridade e a sabedoria da verdade. A verdade originária do amor de Deus, que se nos há dado gratuitamente, é o que abre nossa vida ao dom e faz possível esperar num «desenvolvimento de todo o homem e de todos os homens»[8], no trânsito «de condições menos humanas a condições mais humanas»[9], que se obtém vencendo as dificuldades que inevitavelmente se encontram ao longo do caminho. A mais de quarenta anos da publicação da Encíclica, desejo render homenagem e honrar a memória do grande Pontífice Paulo VI, retomando seus ensinos sobre o desenvolvimento humano integral e seguindo a rota que traçaram, para actualizá-las em nossos días. Este processo de actualização começou com a Encíclica Sollicitudo rei socialis, com a que o Servo de Deus João Paulo II quis comemorar a publicação da Populorum progressio por ocasião de seu vigéssimo aniversário. Até então, uma comemoração similar foi dedicada só a Rerum novarum. Passados outros vinte anos mais, manifesto minha convicção de que a Populorum progressio merece ser considerada como «a Rerum novarum da época contemporânea», que ilumina o caminho da humanidade em vias de unificação.
9. O amor na verdade - caritas in veritate - é um grande desafío para a Igreja num mundo em progressiva e expansiva globalização. O risco de nosso tempo é que a interdependência de facto entre os homens e os povos não se corresponda com a interacção ética da consciência e o intelecto, da que poss resultar um desenvolvimento realmente humano. Só com a caridade, iluminada pela luz da razão e da fé, é possível conseguir objectivos de desenvolvimento com um carácter mais humano e humanizador. O compartilhar os bens e recursos, do que provém o autêntico desenvolvimento, não se assegura só com o progresso técnico e com meras relações de conveniência, mas com a força do amor que vence ao mal com o bem (cf. Rm 12,21) e abre a consciência do ser humano a relações recíprocas de liberdade e de responsabilidade. A Igreja não tem soluções técnicas que oferecer [10] e não pretende «de nenhuma maneira misturar-se na política dos Estados»[11]. Não obstante, tem uma missão de verdade que cumprir em todo tempo e circunstância em favor de uma sociedade a medida do homem, de sua dignidade e de sua vocação a praxis, porque não está interessada em tomar emconsideração os valores - às vezes nem sequer o significado - com os quais julgá-la e orientá-la. A fidelidade ao homem exige a fidelidade à verdade, que é a única garantía de liberdade (cf. Jn 8,32) e da possibilidade de um desenvolvimento humano integral. Por isso a Igreja a busca, a anuncia incansavelmente e a reconhece ali onde se manifeste. Para a Igreja, esta missão de verdade é irrenunciável. Sua doutrina social é uma dimensão singular deste anúncio: está o serviço da verdad que liberta. Aberta à verdade, de qualquer saber que provenha, a doutrina social da Igreja a acolhe, recompõe em unidade os fragmentos em que a miúdo a encontra, e se faz sua portadora na vida concreta sempre nova da sociedade dos homens e os povos [12).
Recolha, transcrição e tradução
(de espanhol para português - o melhor possível -)
de António Fonseca

ADRIANO III, (Papa) - Santo (e outros)-8 JULHO

Adriano III, SantoCIX Papa, Julio 8 Procopio de Cesarea, SantoMártir, Julio 8 Eugenio III, BeatoCLXVII Papa, Julio 8 Aquila y Priscila (Prisca), SantosEsposos Mártires, Julio 8 Quiliano, SantoObispo y Mártir, Julio 8

Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

Nº 5 801 - SÉRIE DE 2024 - Nº (277) - SANTOS DE CADA DIA - 2 DE OUTUBRO DE 2024

   Caros Amigos 17º ano com início na edição  Nº 5 469  OBSERVAÇÃO: Hoje inicia-se nova numeração anual Este é, portanto, o 277º  Número da ...