quinta-feira, 21 de março de 2013

Nº 1596-1 - (80-13) - SANTOS DE CADA DIA - 21 de MARÇO de 2013 - 5º ano

antoniofonseca1940@hotmail.com

Nº 1596

21 de MARÇO de 2013

Bom

ANO  D 2 0 1 3


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Quaresma

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Nº 1596-1 - (80-13)


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E U  S O U

AQUELE  QUE  SOU

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Nº 1595-1 - (79-13)


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Morte de SÃO BENTO

(543)

Uns 40 dias depois de São Bento prestar os últimos serviços a Santa Escolástica, anunciou a alguns discípulos o dia da sua morte próxima. Só lhe faltavam seis dias de vida, mas nada levava a pressagiar um fim próximo. Mandou então abrir o coval, querendo sem dúvida dar a entender que para dissipar o horror da morte, o melhor remédio é tê-la sempre presente. Intenção sua era também ver de novo o corpo da irmã e morrer com a certeza de que os seus ossos repousariam junto dos dela. Logo a seguir, atacou-o uma febre violenta; no sexto dia da doença, fez que os discípulos o levassem para o oratório de São João Baptista, e lá recebeu, como viático de partida, o corpo e o sangue de Nosso Senhor. Depois sustentando pelos braços dos discípulos, com as mãos levantadas ao céu, de pé exalou o último suspiro, sussurrando ainda uma oração.

No dia próprio da morte, dois monges, um dos quais no mosteiro e outro muito longe, tiveram a mesma visão, segundo o que ele previa. Contemplaram uma escada elevar-se do ponto em que Bento tinha entregado a sua alma até ao céu; estava coberta com ricos panejamentos e iluminada por multidão de estrelas. No cimo encontrava-se um homem de aspecto venerável, irradiando luz divina, e disse-lhes: «É o caminho pelo qual Bento, o muito amado pelo Senhor, subiu ao céu”. Os que estavam ausentes tiveram então notícia, pelo sinal que lhes tinha predito, da morte do Santo, ao mesmo tempo que os irmãos que dela tinham, sido testemunhas. Os discípulos presentes depositaram o corpo do seu venerável Pai ao lado do da irmã Escolástica, no sepulcro que mandara preparar debaixo do altar de São João Baptista, no lugar precisamente do altar de Apolo que ele tinha derrubado (21 de Março de 543, segundo a opinião m,aios comum).

 

Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

NICOLAU DE FLUE, Santo 

Confessor (1417-1487)

Nicolau de Flue – observou Pio XII em 1947, ao celebrar a sua canonização – é o santo dos católicos suíços, “não só porque salvou a Confederação num momento de crise profunda, mas também porque traçou para o seu país as linhas dominantes duma política cristã”. A Suíça germânica do tempo de Nicolau de Flue, a dos séculos XIV e XV, está toda impregnada de correntes ascéticas e místicas, “favoráveis à manifestação duma vida de ascese e de visões”.

Nasceu o Santo em 1417, no ano em que ao grande cisma do Ocidente punha fim o Concilio de Constança, elegendo Martinho V. A ideia dos grandes místicos, que tomam parte nas complicadas atividades da vida política, não surpreende depois dos grandes exemplos de São Bernardo, santa Catarina de Sena, santa Brígida e Santa Joana d’Arc. São Nicolau de Flue representa a suprema encarnação do génio da Suíça, por ser o salvador e pacificador da pátria, o fundador da Confederação e o primeiro patriota confederado.

É curioso observar que já no século XVI, tanto católicos como protestantes se ocupam do Santo, naturalmente por motivos diferentes, Zuinglio, para repetir aos suíços que fujam das alianças estrangeiras, e os católicos a fim de lhe promoverem a canonização oficial. Mas esta só veio a chegar a bom porto uns 400 anos mais tarde; na demora intervieram também motivos políticos.

O que mais surpreende na vida de Nicolau é que se possam unir numa mesma pessoa o ordinário e admiravelmente perfeito, com o extraordinário e evidentemente divino. E o mais extraordinário dele não é fantasia; encontra-se perfeitamente garantido por testemunhos fidedignos.

Nos primeiros anos, foi “jovem casto, bom, virtuoso, piedoso e sincero”. Trabalhou na agricultura. Foi notado que tendia para a solidão e a oração, e não faltou quem descobrisse, embora os escondesse, os seus quatro jejuns por semana. Pelos 30 anos casou-se com Doroteia Wyss, de 16. Foram 20 anos de união matrimonial e 10 filhos. Um frequentou a universidade e o primogénito chegou a ser presidente da Confederação helvética. Das vigílias por ele consagradas à oração falaram a mulher e uma filha.

Com três anos de casado, tem de intervir na libertação de Nuremberga; o seu nome figura entre os dos 699 suíços que tomaram parte na expedição. E toma parte em mais duas ações guerreiras. É certo que o grande amigo da paz não podia tomar parte na guerra senão por ordem dos superiores. Mas, na hora de combater pela pátria, também não podia permitir, por falta de coragem, que triunfasse a insolência do inimigo.

Aos 50 anos retira-se para a vida eremítica. à exceção da heroica esposa, todos começam por desaprová-lo mesmo  os dois filhos mais velhos mas estes não tardaram em mudar de parecer; um  ano depois foram ajudar a construir para o pai a capela de que este necessitava. Ficou num monte, perto de Ranft, onde estava a sua propriedade, que ele passou os últimos 20 anos, inteiramente entregue à contemplação, sem nunca voltar a casa, e foi lá também que morreu, rodeado pela mulher e pelos filhos, Notemos que o amor conjugal não pereceu entretanto nesta separação, apenas se transformou, um pouco antecipadamente, nesse amor que há-de manter-se no céu: o mesmo, mais belo, porém.

Nesse eremitério resolveu-se a aparente contradição que existe entre o infinito e o finito, entre o pouco que nós somos e a imensidade do amor divino; nessa cela com duas janelas pequeninas, uma a dar para  a capela, outra para  natureza esplêndida da região de Unterwald. A essa capelinha verá Nicolau acorrerem peregrinações.

Um dia, o bispo de Constança submeteu à prova a obediência do penitente, ordenando-lhe que interrompesse o jejum: não se fez esperar que seguisse o preceito. O carácter milagroso deste jejum foi já reconhecido no tempo de Alexandre VII (1655-1667), antes de Bento XIV mandar estudar o problema dos jejuns prolongados, exatamente a propósito deste de Nicolau. O seu único alimento durante estes anos foi a Sagrada Eucaristia. ”se durante 20 anos – diz Pio XII - ele se alimentou unicamente do pão dos anjos, este carisma foi o complemento e a paga duma longa vida de domínio de si mesmo e de mortificação por amor de Cristo”. Tal jejum foi o esplendor externo duma santidade interna, misteriosa e secreta.

Retirar-se do mundo não marcou todavia, para São Nicolau, o fim duma obra histórico-política. Foi antes um principio de mais pronunciada fase. Nicolau foi juiz e conselheiro do seu cantão. Foi deputado na Dieta federal de 1462 e recusou o cargo de chefe de Estado. O seu influxo nos assuntos federais mistura-se já evidente no tratado de paz perpétua com a Áustria, em 1473. Todavia, a sua obra pacificadora importante começa a partir de 1478. Evitando a guerra civil, fez renascer a unidade da Suíça, o que lhe valeu o título de “pai da pátria”. E em 1481, quando Unterwald estava decidido a separar-se de Lucerna e de Zurique, o que poria fim à existência da Confederação, um emissário da Assembleia, que se dispunha a homologar a ruptura, correu a trazer a notícia ao ermitão de Ranft. Nicolau passou a noite a redigir um projeto de constituição que, no dia seguinte, foi aprovado por unanimidade pela mesma Assembleia, o que reestabeleceu para sempre a unidade e a paz.

É certo que a história da Idade Média está cheia de intervenções dos santos, dos solitários, dos recolecto, que em horas trágicas chegaram a salvar as suas cidades. Recordemos, por exemplo, São Francisco de Assis e São Bernardino de Sena. Mas o que distingue São Nicolau de Flue, comparando-o com os outros, é que realizou, dalguma maneira, obra política tecnicamente, fazendo prevalecer, na prática e na teoria, a ideia duma comum pátria, indivisa e capaz de ultrapassar as preocupações e os interesses cantonais.

Mas não podemos deixar de reconhecer outra vez: a grandeza de Nicolau consiste em ter afirmado abertamente a primazia da vida interior – ele que teve uma vida pública tão fecunda e transcendente –, em se ter deixado possuir pouco a pouco pelos valores eternos. Porque só estes são capazes de equilibrar os temporais.

Não vamos referir as suas visões, mesmo da Santíssima Trindade. Os decretos de beatificação e de canonização tomam em conta unicamente o essencial, isto é, a santidade, as virtudes em grau heroico, dos Servos de Deus; não a realidade dos factos fora do comum.

Mas Nicolau passou o Jordão, digamos. Passou para o outro lado das coisas. Depois foi-lhe possível deixá-las tornar a si. E vieram não para o estorvar, mas para ser elevadas. Depois que resolveu prescindir delas, foram elas mesmas que entenderam não poder passar sem ele. Porque Nicolau foi, mais que tudo, titã ou gigante da oração.

Faleceu a 21 de março de 1487.

Nicolau de Fluediz Pio XIIencarna, com plenitude admirável, a união da liberdade terrestre com a liberdade celestial».

 

Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

Mártires da Alexandria

34 Virgens mártires (339)

Sendo restabelecido Santo Atanásio na sé de Alexandria pelo ano de 337, foi levantada uma perseguição pelo partido ariano no tempo do imperador Constâncio (339). Ia sobretudo contra o bispo, cujo regresso causara grande alegria entre os católicos, em todas as igrejas da região. Na sexta-feira santa, os arianos e os pagãos, armados com paus e espadas, invadiram a igreja. “As virgens santas, escreveu Atanásio, foram então despojadas dos vestidos e tratadas da maneira mais indigna; foram espezinhados monges e outros espancados cruelmente; os altares profanaram-se e arrastaram-se para os tribunais sacerdotes e leigos; outros cristãos foram vergastados, além de virgens serem encarceradas. O intruso Gregório de Capadócia atreveu-se a penetrar ele mesmo na igreja, levou o prefeito a prender imediatamente 34 virgens ou senhoras cristãs, ao mesmo tempo que homens livres; flagelaram-nos publicamente e carregaram-nos de ferros».

Santo Atanásio, que mal pôde escapar a esta cena tumultuosa, descreveu-a numa carta encíclica, na Segunda Apologia, e na Vida de Santo Antão. Essas desordens realizaram-se de 18 a 22 de março. A Igreja comemorou essas vítimas no antigo Martirológio, mencionando-as a 21 de Março.

 

Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

BENEDITA CAMBIAGIO FRASSINELLO, Beata

Fundadora (1791-1858)

Veio ao mundo em Langasco (Itália) a 2 de Outubro de 1791, última de 7 filhos de uma família verdadeiramente cristã. Aos 13 anos emigrou com os pais e irmãos para Pavia, onde já se encontrava uma grande colónia de genoveses. Por volta dos 20 anos, desejando ser religiosa, afastou-se de casa e escondeu-se num lugar retirado para se entregar à oração e penitência. Todavia, no dia 7 de Fevereiro de 1816 contraiu matrimónio com João Baptista Frassinello, operário de Ronco Scrivia, que tinha também ele emigrado para Pavia.

O marido, admirado com a grandeza de alma e o ardor da vida espiritual da esposa, esforçou-se por imitá-la, de tal forma que dois anos depois do matrimónio, com a aprovação do diretor espiritual, fizeram voto de castidade. Ambos descobriram que Deus os chamava à vida consagrada. Havia, no entanto, um impedimento. Tinham em sua casa uma irmã de Benedita atacada de cancro intestinal, que eles tratavam com incansável caridade e amor. Quando ela faleceu, a 9 de Julho de 1825, João Baptista ingressou como irmão leigo na Ordem dos Clérigos Regulares de Somaschi, e a esposa nas Ursulinas de Capriolo (Bréscia). permaneceu lá pouco tempo, porque uma doença a obrigou a voltar para Pavia.

Confortada com uma visão de São Jerónimo Emiliano (1486-1537) que a curou da enfermidade, e encorajada pelo Bispo, em meio a enormes dificuldades e extrema pobreza, que a obrigou a pedir esmola de porta em porta, deu início à obra de assistência às meninas pobres e abandonadas e às raparigas da rua.

O cavalheiro Domenico Pozzi (1829), impressionado com a obra de Benedita Cambiagio, foi em seu auxilio, proporcionando-lhe uma casa convenientemente equipada para escola, a primeira deste género em Pavia, No espaço de pouco tempo, a casa, aprovada pelo Bispo e pala autoridade civil, quadruplicou o número das asiladas, que em 1831 ultrapassavam a centena.

Para levar por diante obra de tamanha envergadura, ela foi formando um grupo de jovens que a auxiliavam; depois, com algumas delas, fundou o Instituto das Irmãs Beneditinas da Divina Providência.

Não lhe faltaram perseguições, que a obrigaram inclusive a retirar-se de Pavia e estabelecer-se em Ronco Scrivia, onde passou os últimos 20 anos da sua vida. Lá faleceu santamente, a 21 de março de 1858. Foi beatificada no domingo, 10 de maio de 1987. AAS 77 (1985) 1183-9; L’OSS. ROM. 17.5.1987; DIP 2, 12-3.

 

Transcrição direta através do livro SANTOS DE CADA DIA, de www.jesuitas.pt

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  • Nossa Senhora de Fátima, pediu aos Pastorinhos:
  • “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”

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  • NOTA:
  • Como decerto hão-de ter reparado, são visíveis algumas mudanças na apresentação deste blogue (que vão continuar… embora não pretenda eu que seja um modelo a seguir, mas sim apenas a descrição melhorada daquilo que eu for pensando dia a dia para tentar modificar para melhor, este blogue). Não tenho a pretensão de ser um “Fautor de ideias” nem sequer penso ser melhor do que outras pessoas. Mas acho que não fica mal, cada um de nós, dar um pouco de si, todos os dias, para tentar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, quando nascemos e começamos depois a tomar consciência do que nos rodeia. No fim de contas, como todos sabemos, esta vida é uma passagem, e se Deus nos entregou o talento para o fazer frutificar e não para o guardar ou desbaratar, a forma que encontrei no “talento” de que usufruo, é tentar fazer o melhor que posso, aliás conforme diz o Evangelho.


    Assim, a principiar pela imagem principal, a partir de hoje, e se possível todos os dias, ela será modificada mediante o que eu for encontrando passível de aproveitamento para isso. A partir de Quarta-feira de Cinzas, acrescentei mais 2 páginas (uma que vigorará só na Quaresma e outra que será diária) – São elas VIVER A QUARESMA e ENCONTRO DIÁRIO COM DEUS e, por conseguinte haverá mais 2 números a incluir que serão o 7 e o 8.
  • (sendo a Pág. 1Vidas de Santos; Pág. 2O Antigo Testamento; e Pág. 3O Papado – 2000 anos de história). Além disso, semanalmente (ao Domingo e alguns dias santificados – quando for caso disso –) a Pág. 4A Religião de Jesus; e a Pág. 5 - Salmos) e, ainda, ao sábado, a Pág. 6In Memorian.
  • Outros assuntos que venham aparecendo emergentes dos acontecimentos que surjam tanto em Portugal, como no estrangeiro; e, ainda, alguns vídeos musicais (ou outros) que vão sendo recolhidos através do Youtube e foram transferidos para o meu canal “antónio0491” que se encontra inserido logo após o Título e sua descrição.

    Registe-se também que através de Blogs Católicos, União de Blogs Católicos, etc., estou inscrito em muitos blogs que se vão publicando em Portugal, Brasil, e outros países, que, por sua vez, também publicarão este blogue. Há ainda mais algumas alterações que já fiz e vou continuando a efetuar na parte lateral do blogue, retirando ou colocando vários complementos.

    Como também já deve ser do conhecimento de muitos, encontro-me inscrito na rede social, Google + Facebook, e outros, individualmente e, também ali poderão encontrar este blogue. O meu correio electrónico foi modificado e será inscrito no início de cada página (pelo menos na primeira, de cada dia).

    Para terminar, gostaria de que os meus leitores se manifestassem, bastando para tal marcar o quadrado que entendam, que segue sempre abaixo de cada publicação, como aliás eu faço, relativamente aos blogues que vou vendo sempre que me é possível, com o que ficaria muito grato
    Desculpem e Obrigado mais uma vez – António Fonseca

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    Localização geográfica da sede deste Blogue, no Porto
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    http://confernciavicentinadesopaulo.blogspot.com
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  • Meus endereços:
  • Nome do blogue: SÃO PAULO (e Vidas de Santos)
  • Endereço de Youtube: antonio0491@youtube.com
  • António Fonseca
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    quarta-feira, 20 de março de 2013

    Nº 1593-8 - Encontro diário com Deus - 20 de Março de 2013

    Nº 1593-8

    Do livro Encontro diário com Deus – Editora Vozes – Petrópolis - http://www.vozes.com.br

    Pensamento do Dia

    A caridade deve dominar todas as nossas ações:

    ela consolida a fé, aumenta a esperança e nos une mais intimamente a Deus.

    São José Marello

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    Pela fé cristã, o mundo se reconciliou com  Deus através da cruz.

    Nós, cristãos, mesmo nas situações mais desesperadoras, não podemos nos esquecer da presença de Jesus em nossas vidas.

    Com fé, enfrentamos todos os nossos problemas, carregamos nossa cruz e seguimos em frente, agradecendo a Deus, sem jamais abandoná-lo.

     

    Elam de Almeida Pimentel

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    NOTA:

    Este livro foi adquirido em 11-2-2013 por mim, e, apesar de:

    Todos os direitos reservados.

    Julgo não estar a utilizar abusivamente parte dos textos ali publicados, para os editar diariamente no meu blog.

    Se, no entanto, a Editora entender que não os devo publicar, agradeço que me informem de imediato, através do meu endereço:

    http://confernciavicentinadesopaulo.bloghspot.com – Blogue SÃO PAULO (e Vidas de Santos)

    Já que apenas tenho o intuito de dar a conhecer os Pensamentos do Dia, aos meus leitores, dando sempre o nome dos Autores dos mesmos, e, colocando sempre a hiperligação anunciada: http://www.vozes.com.br.

    Obrigado e desculpem.

    ANTÓNIO FONSECA

    Nº 1594 - (3) - A VIDA DOS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA - (92) - 20 de Março de 2013

    Nº 1594 - (3)

    BOM ANO DE 2013

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    Caros Amigos:

    Desde o passado dia 11-12-12 que venho a transcrever as Vidas do Papas (e Antipapas)

    segundo textos do Livro O PAPADO – 2000 Anos de História.

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    CLEMENTE XIV

    Clemente XIV

    Clemente XIV

    (1769-1774)

    O conclave teve 179 votações, com as cortes bourbónicas a pretenderem coagir os cardeais eleitores e o próprio imperador José II, da Áustria, conseguiu visitar incógnito o próprio conclave para o pressionar. Era necessário, diz-se, conseguir um papa que fosse inimigo dos jesuítas. O próprio cardeal Ganganelli teria dito aos seus companheiros do conclave: «(…) corresponde ao sumo pontífice o direito de aniquilar em boa consciência a Companhia de Jesus, com base nas leis canónicas e é desejável que o papa faça uso do seu poder para satisfazer os desejos das coroas».

    E a verdade é que o cardeal Ganganelli, que na véspera obtivera 19 votos entre 47 votantes, foi eleito por unanimidade em 4 de Junho de 1769, tendo adotado o nome de Clemente XIV.

    Homem piedoso, bom teólogo e canonista, foi facilmente manobrado pelos seus conselheiros e logo que eleito começaram as exigências dos monarcas absolutistas contra a Companhia de Jesus, pois mesmo depois da expulsão dos seus territórios pretendiam a sua supressão por parte do pontífice. O mais feroz era o Marquês de Pombal, ministro de D. José I, que escreveu contra os jesuítas uma obra intitulada Dedução Cronológica, sobre tudo quanto «dois séculos de queixas, de rivalidades e má-fé haviam juntado contra estes religiosos».

    Clemente XIV ainda tentou protelar a decisão que lhe impunham, mas acabou opor ceder, expedindo a 21 de Julho de 1773 o breve Dominus ac Redemptor Noster Jesus Christus, que suprimia a Companhia de Jesus, a ordem que nos seus dois séculos de existência fora a defesa da Igreja.

    Por toda a Europa, os Jesuítas exerciam, para além da prática da pregação, a quase totalidade do ensino médio e grande preponderância no superior. Só em Portugal, tinham 27 grandes colégios e uma universidade, com ensino inteiramente gratuito.

    No Estado Pontifício, o geral e os seus assistentes foram detidos e encarcerados.

    Na Prússia e na Rússia, estados não católicos, os Jesuítas não foram expulsos para que o sistema educacional não ficasse comprometido,.

    A nível interno, Clemente XIV fundou o Museu Clementino, em Roma, modificou o regulamento do coro da Capela Sistina e foi protetor de Rafael Mengs e de Piranesi. Outorgou a Ordem da Espada de Ouro a Mozart, que esteve em Roma em 1770 e escreveu uma nova versão do Miserere de Allegri.

    Portugal encontra-se ligado ao pontificado de Clemente XIV pela criação de diversas dioceses, quase artificiais, criadas pelo marquês de Pombal, como as de Beja, Pinhel e Portalegre, em 1770, a de Castelo Branco, em 1771, e a de Aveiro, em 1774. Estas dioceses viriam a ser extintas. A de Pinhel, em 1881, por Leão XIII, ficando anexada em 1882 à de Portalegre, e a de Aveiro, incorporada em 1881 na de Coimbra, só vindo a ter autonomia própria em 1938.

    Clemente XIV faleceu, deixando no cárcere o geral da Companhia de Jesus e os seus assistentes.

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    PIO VI

    Pio VI

    Pio VI

    (1775-1799)

    Depois de cinco meses de sede vacante o conclave elegeu, em 22 de Fevereiro de 1775, o cardeal Braschi, que tomou o nome de Pio VI.

    O novo papa era um homem hábil, inteligente, simpático e de grande presença física.

    Embora Espanha, Portugal e França tenham tentado impedir a sua eleição pela amizade que tinha aos Jesuítas, nunca, depois de eleito, revogou o decreto de dissolução ditado por Clemente XIV contra a Companhia de Jesus, mas mandou libertar o geral, Padre Ricci, prisioneiro no castelo de Santo Ângelo.

    A pedido de Frederico II, permitiu aos Jesuítas conservar as suas escolas na Prússia e, por acordo com Catarina II, permitiu a sua continuidade na Rússia.

    Começou o seu pontificado pela celebração do Ano Santo.

    No aspecto interno, mandou drenar os terrenos pantanosos entre Terracina e Valletri, dando com isso grande impulso à agricultura. Sob a orientação de engenheiros competentes, 3500 trabalhadores conseguiram recuperar uma vasta zona de terreno arável.

    Em 1789 inaugurou uma nova estrada de 50 quilómetros que conduzia aos pântanos drenados e às habitações construídas para os colonos.

    Reorganizou as finanças, fomentou a indústria e embelezou a cidade com obeliscos e outras obras importantes, entre elas o Museu Lateranense, onde se recolheram os tesouros artísticos das ruínas e do subsolo de Roma.

    Promoveu escavações arqueológicas, encontrando o túmulo dos Cipiões na Via Ápia, enriqueceu a Biblioteca Vaticana com  preciosos manuscritos, ampliou os jardins do Vaticano, empreendeu grandes obras na Basílica de São Pedro, criou um conservatório e apoiou as universidades de Ferrara e de Roma, introduzindo as cadeiras de Obstetrícia e de Cirurgia.

    Atraídos pela sua cultura, diversos príncipes católicos visitaram Roma. O rei da Suécia dá-lhe conta da liberdade de culto concedida aos católicos nos seus domínios e pede um vigário apostólico para Estocolmo. Igual pedido é feito pelos Estados Unidos da América, que acabavam de se tornar independentes (1776).

    Apesar de tão bons auspícios, este pontificado foi muito atormentado.

    Logo na sua primeira encíclica, o papa fazia alusão ao crescente ateísmo e às suas dificuldades nas relações com o poder civil, cuja prepotência aumentara com a extinção da Companhia de Jesus.

    Pio VI não restaurou a Companhia de Jesus, mas fez o possível por incutir aos milhares de Jesuítas espalhados pelo  mundo a esperança de renascer. Mandou que fossem libertados os que haviam sido encarcerados no pontificado anterior e celebrar exéquias solenes em honra do geral da ordem, o padre Ricci, que falecera em 24 de Novembro de 1775, na prisão, antes de poder ser libertado.

    Em Portugal, por morte de D. José I, sucede-lhe D. Maria I, sua filha, que tira o poder ao Marquês de Pombal e manda libertar os Jesuítas que tinham sobrevivido a 18 anos de cativeiro.

    Em 20 de Junho de 1778 foi celebrada uma concordata com Portugal. pelo breve Quamquam majoribus, de 18 de Agosto de 1789, concedeu Pio VI a D. Maria I autorização para reformar a Ordem de Cristo. No seu pontificado desapareceu em Portugal a antiga distinção entre cristãos-velhos e cristãos-novos para o efeito de provimento dos canonicatos. Pio VI foi padrinho do infante D. António Pio de Bragança.

    Nas outras cortes bourbónicas continuavam as prepotências regalistas, medrava o jansenismo e o febronianismo e as novas ideias enciclopedistas, esforçando-se por descatolizar o ensino.

    Alarmado com as decisões do imperador José II, da Áustria, que se arrogava atribuições do foro eclesiástico, chegando a publicar bulas de sua autoria, reduziu os bispos, suprimiu mosteiros e pôs todo o ensino nas mãos do Estado, Pio VI resolve ir a Viena conferenciar com  o imperador. Foi muito bem recebido pelo povo, o imperador mostrou-se receptivo a colaborar, mas o papa apenas conseguiu a abolição da obrigação de os bispos jurarem obediência e fidelidade ao imperador, o que foi muito pouco.

    Na Toscana, o duque Leopoldo, irmão do imperador, intromete-se no campo eclesiástico, suprime mosteiros, fecha confrarias e legisla dobre procissões e cerimónias litúrgicas. Para consolidar os seus planos, mandou celebrar o sínodo diocesano de Pistoia, em 1786, onde o bispo, inimigo da devoção do Coração de Jesus, pretende introduzir ideias jansenistas. Pio VI intervém, condenando 85 proposições cheias de erros, pela bula Auctorem fidel, de Agosto de 1794.

    Em 1789 rebenta a revolução Francesa. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, por ela votada em 29 de Agosto de 1789, constituiu a base doutrinal de todas as medidas tomadas pelas autoridades contra a Igreja e religião. Os bens eclesiásticos foram confiscados, os conventos fechados e as ordens religiosas suprimidas. A Igreja nacionalizada deixava de depender de Roma, sendo o clero francês obrigado a jurar a Constituição.

    Pio VI protesta contra tal juramento, mas a sua bula condenatória foi queimada em público pelos jacobinos e o núncio foge de Paris. Pio VI escreve a Luís XVI uma comovedora carta chamando a atenção para os erros cometidos, mas o monarca, que pouco depois morreria na guilhotina, nada podia fazer para o ajudar.

    Em 1796, o Diretório, que sucedera à convenção, lança Napoleão Bonaparte sobre a Itália, o qual, vencedor na Sardenha, entra em Bolonha, onde assina um armistício com o papa, comprometendo-se a não invadir os Estados Pontifícios, a troco de uma grande quantia em dinheiro.

    No ano seguinte, perante nova ameaça de invasão, o papa assina novo Tratado de Tolentino com Napoleão e tem de lhe pagar mais 30 milhões, além de renunciar, a favor da França, a qualquer pretensão futura sobre Avinhão.

    Um incidente em que morreu o general francês Duphot, quando atacava o povo de Roma, leva as tropas francesas a ocupar a cidade em 10 de Fevereiro de 1798, depois de um saque impiedoso, sendo proclamada a República Romana, que o papa se recusou a aceitar.

    Perante o estado a que tudo tinha chegado, Pio VI chegou a pensar em refugiar-se em Malta ou em Portugal, onde D. Maria I tinha inaugurado a Basílica da Estrela, a primeira em todo o mundo em honra do Sagrado Coração de Jesus, mas não concretizou a ideia e foi preso pelo general Berthier, por ordem do Diretório, encarcerado no convento dos Agostinhos, depois na Cartuxa de Florença, com os franceses a levá-lo da cidade com medo que o raptassem, até que faleceu, completamente alquebrado, aos 82 anos, em Valence, no Sul,de França, onde estava prisioneiro e aí foi sepultado.

    Só em 1802, depois da Concordata celebrada entre Napoleão e Pio VII, foi autorizada a sua trasladação para a Basílica de São Pedro, em Roma.

     

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    Continua:…

    Este Post era para ser colocado em 20-3-2013 – 10H30

    ANTÓNIO FONSECA

    Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

    Nº 5 801 - SÉRIE DE 2024 - Nº (277) - SANTOS DE CADA DIA - 2 DE OUTUBRO DE 2024

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