sábado, 20 de junho de 2009

LUÍS GONZAGA, Santo (e outros) 21 - JUNHO

Luis Gonzaga, Santo
Religioso, Junho 21
Luis Gonzaga, Santo
Luis Gonzaga, Santo

Religioso

Ferrante Gonzaga, marqués de Castiglione delle Stiviere e irmão do duque de Mantua, havia querido que seu primogénito Luis, que nasceu em 9 de Março de 1568, seguisse suas pegadas de soldado e comandante no exército imperial. Aos cinco anos, Luis vestía já uma pequena couraça, com casco e penacho e cinturão com espada, e brincava detrás do exército paterno, aprendendo os rudes soldados no uso das armas e seu colorido vocabulário. Um día aproveitou a distração de um sentinela e prendeu fogo à pólvora de um pequeno troço de artilharía. Ficou desmaiado mas não assustado. Mas esse menino daría fama à familia dos Gonzaga, mas com outras armas. O enviaram a Florença como pagem do grã duque de Toscana, mas aos dez anos lhe imprimiu a sua vida uma direcção muito precisa, fazendo voto de perpétua virgindade.
Uma viagem a Espanha, onde viveu uns dois anos como pagem do Infante Don Diego, lhe serviu para dedicar-se ao estudo da filosofía na universidade de Alcalá de Henares e á leitura de livros devotos, como o Compêndio da doutrina espiritual de Frei Luis de Granada. Aos doze anos, depois de haver recebido a primeira Comunhão de mãos de San Carlos Borromeo, resolveu entrar na Companhía de Jesús. Mas necessitou outros dois anos para vencer a oposição do pai, que o enviou às cortes de Ferrara, Parma e Turim. "Até os príncipes- escreverá mais tarde- são cinza como os pobres: talvez cinzas mais fétidas".
Luis Gonzaga, Santo
Luis Gonzaga, Santo
Para que sua alma se perfumasse com as virtudes cristãs, Luis renunciou ao título e à herença paterna, e aos catorze anos entrou no noviciado romano da Companhía de Jesus, sob a direcção de San Roberto Belarmino. Esqueceu totalmente sua origem nobre e escolheu para si os cargos mais humildes, dedicando-se ao serviço dos doentes, sobretudo durante a epidemia de peste que afligiu a Roma em 1590. Ficou contagiado provavelmente por um acto de piedade: havia encontrado na rua um doente e, sem pensar duas vezes, pegou nele às costas e o levou ao hospital onde prestava seus serviços.
Morreu aos 23 anos, no día que ele havia anunciado: era em 21 de Junho de 1591. O corpo de San Luis, patrono da juventude, se encontra em Roma, na igreja de San Ignácio. Este santo, vítima de certa hagiografía amaneirada, apesar das aparências, era de um temperamento forte. As duras penitências a que se submeteu são o sinal de uma determinação não común até uma meta que se havia fixado desde sua infância.
Inocencio de Mérida, Santo
bispo, Junho 21
Inocencio de Mérida, Santo
Inocencio de Mérida, Santo

Bispo

Sua vida fez honra a seu nome.
Parece que sua candidez e humildada preencheram seu ministério em Mérida, capital da provincia Lusitana, no tempo da Espanha visigoda.
Se conta dele que sua santidade e penitência as punha ao serviço para pedir as chuvas, tão desejadas nos tempos de seca, presidindo a rogativas, que sempre eram escutadas pelo Omnipotente.
Quando o elegeram para ser consagrado bispo, era, segúndo se dizia, o último na ordem dos diáconos. E o consagraram para servir a diocese emeritense como sucessor do grande bispo visigodo Masona que abriu a «Idade de Ouro» do episcopado de Mérida. «Depois dele foi eleito um virtuoso varão, de suma santidade e lhaneza, chamado Inocêncio, cuja condição a expressa bem seu próprio nome. Inocente, em verdade, e cándido; que a ninguém julgou, a ninguém condenou, a ninguém ajuizou; e viveu humilde e piedoso todos os días de sua vida»
Assistiu ao Concilio de Toledo do ano 610 que preside San Leandro de Sevilla em tempos de Gundemaro.
Esteve poucos anos à frente de sua sede.
Sua festa é em 21 de junho.
Rodolfo de Bourges, Santo
bispo, Junho 21
Rodolfo de Bourges, Santo
Rodolfo de Bourges, SantoB

bispo de Bourges

Etimologicamente significa “glorioso”. Vem da língua alemã.
Este bispo, que morreu em 21 de junho do ano 866, era filho do conde de Cahors.
Tão boa educação lhe deram os pais que não tiveram a menor dúvida em deixar que fosse ele que elegesse o lugar, a vocação e a livre vontade para viver religiosamente.
Esta libertad se transgrede hoy por otros motivos que, por supuesto, no tienen que ver nada con la libertad del hijo a la hora de seguir su vocación. Hoy prima el dinero ante todo y sobre todo. Rodolfo llegó a ser obispo de Bourges. El abad Bertrand de Solignac y otros benedictinos célebres lo habían preparado muy bien para ser monje y abad en varios monasterios. Con este bagaje cultural religioso y un buen grado de santidad, aceptó gustoso el nombramiento de obispo de Bourges. Durante su episcopado asistió a varios sínodos. El más importante, sin duda alguna, fue el Meaux en el 845. Pero no solamente se preocupaba de estar al día en cosas o temas de la Iglesia, sino que también se dedicaba a la gente pobre, a fundar nuevos monasterios en su diócesis. Quedan de sus escritos un Sumario de Instrucciones Pastorales dedicadas al clero. Consta de 45 capítulos. Tenía un gran talento para la diplomacia. Tan acertadamente supo solucionar todos los problemas que se presentaron en su tiempo, que todo el mundo le llamaba cariñosamente “El Padre de la patria”. Una de sus grandes tareas pastorales fue la educación y la enseñanza centradas en la comunión diaria. Murió hacia el año 866. ¡Felicidades a quien lleve este nombre!
José Isabel Flores Varela, Santo
Mártir Mexicano, Junho 21
José Isabel Flores Varela, Santo
José Isabel Flores Varela, Santo
Nasceu em Santa María da Paz, da paróquia de São Juan Bautista del Teúl, Zac. (Arquidiocese de Guadalajara), em 28 de Novembro de 1866. Capelão de Matatlán, da paróquia de Zapotlanejo, Jal. (Arquidiócese de Guadalajara).
Por 26 anos derramou a caridade de seu ministério nessa capelanía, sendo para todos um pai bondoso e abnegado que os edificou com sua pobreza, seu espírito de sacrificio, sua piedade e sua sabedoría.
Um antigo companheiro, a quem o Padre Flores havia protegido, o denunciou ante o cacique de Zapotlanejo e foi preso em 18 de junho de 1927, quando se encamihava a uma ranchería para celebrar a Eucaristía.
Fue encerrado en un lugar degradante, atado y maltratado; el cacique le hizo escuchar música al mismo tiempo que le ofrecía: «Oye, qué bonita música, si afirmas acatando las leyes, te dejo en libertad». Sin alterarse, el mártir le expresó: «Yo voy a oír una música mejor en el cielo». El Padre José Isabel cumplía la palabra expresada varias veces: «Antes morir que fallarle a Dios». El 21 de junio de 1927 fue conducido, en la noche, al camposanto de Zapotlanejo. Intentaron ahorcarlo pero no pudieron. Ordenó el jefe que le dispararan, pero el soldado, que reconoció al sacerdote que lo había bautizado, se negó a hacerlo, entonces enfurecido el verdugo asesinó al soldado. Misteriosamente las armas no hicieron fuego contra el Padre Flores por lo que uno de aquellos asesinos sacó un gran cuchillo y degolló al valeroso mártir. El Papa Juan Pablo II lo canonizó, junto a outros 24 mártires méxicanos em 21 de Maio de 2000.
Tomás de Orvieto, Beato
Servita, Junho 21
Tomás de Orvieto, Beato
Tomás de Orvieto, Beato
O beato Tomás nasceu em Orvieto, cidade de Umbría, no fim do século XIII ou princípios do XIV.
Para alcançar com maior seguança a pátria celestial, no qual estavam concentrados todos seus pensamentos e anseios, decidiu consagrar-se completamente a Deus numa familia religiosa e, por seu acendrado afecto à Virgem, pediu e foi admitido na Ordem dos Servos de santa María. Nele resplandeceu com luz meridiana as virtudes típicas dos Servos, consideradas como carisma de nossa Ordem: a humildade, a caridade fraternal, o espírito de serviço, a misericórdia. Com efeito, - como se lê nos Anais da Ordem -; “com o objecto de dedicar-se de uma vez para sempre ao serviço da Virgem […] e de seus servos”, pediu ser agregado no número dos frades que a gente chama “leigos”.
Durante muchos años pidió limosna de puerta en puerta y, ejerciendo este oficio, mostró suma afabilidad, paciencia y caridad- Sentía una entrañable compasión por los pobres, a quienes no sólo daba con alegría de lo que sobraba de la mesa de los frailes, sino también del sustento que le era necesario. Dios miró con agrado la sencillez con que el Beato desempeñaba su actividad y según el testimonio de antiguos escritores, manifestó su aprobación con diversos prodigios. Las imágenes del beato Tomás, algunas de ellas notables por sus antigüedad y valor artístico, lo representan cargado con la alforja y llevando una ramita de higuera en la mano o dando, en pleno invierno, unos a higos a una mujer embarazada deseoso de esos frutos. En tales imágenes los artistas han querido expresar la solicitud de este hombre de Dios para con todos los que pedían su ayuda, y su poder de intercesión ante Dios, del cual podía obtener milagros. El humilde siervo de la Virgen murió en Orvieto, el año 1343, como se lee en la Crónica de fray Miguel Poccianti; su cuerpo recibió honrosa sepultura en la iglesia de los Siervos de esta misma ciudad. Por los milagros, cada vez más frecuentes, los habitantes de Orvieto muy pronto empezaron a tributarle una gran devoción y a celebrar su memoria. Este culto, popular e inmemorable, fue ratificado y confirmado por el papa Clemente XIII en el año 1768.
Lázaro, Santo
Leproso, Junho 21
Lázaro, Santo
Lázaro, Santo
Este é um caso insólito, ainda que não único; A fusão de um Lázaro são e santo com outro Lázaro leproso e fictício, mas suporte de um modelo de santidade evangélica, contado e aprovado pelo mesmo Jesús: è aqui que reside a fusão.
As fontes verídicas para um resultado incorrecto, mas rico em consequências de arte, devoção e caridade muito valiosas.» são os dois relatos evangélicos seguintes e bem conhecidos de todos: A ressurreição, por Jesus Cristo, de seu amigo Lázaro de Betânia (Jn, XI,1-44 y XII,1-11) e a parábola do pobre ulceroso Lázaro e o rico Epulón (Lc, XVI,16-31).
El amigo y hospedero de Jesús era sanote y por esto mismo, no venía a la medida para referencia directa con los de piel enferma y , por esto, segregados de la sociedad, pero era acogedor. El de la parábola carece de cuerpo, pero sí que se le presenta llagado, también con el nom bre de Lázaro y etiquetado por Cristo como ciudadano apto para el cielo o santo modélico, en especial para santos leprosos y asimilados. La coincidencia del nombre y posesión de virtudes: caridad acogedora en el hombre de Betania y la humildad postulante en el modelo para padecidos, son genes estupendos para crear un tipo: en esta circunstancia. San Lázaro. Ya que las dos fuentes evangélicas las tenemos todos a mano ¿para qué copiarlas aquí? Pero, visto lo visto, parece conveniente, por el sentir devocional y artístico de los siglos, que no conviene una dicotomía y que debe seguir en los altares la imagen del Lázaro leproso, remite a un ideal de santi ficación rubricado por Cristo, y celebrar al Lázaro sano y acogedor u hospedero en las liturgias.
http://es.catholic.net/santoral Recolha, transcrição e tradução completa ou incompleta de António Fonseca

PAULO de Tarso para o Mundo

Guia de aprofundamento
discussão e reflexão
Elaboração de Pe. Tiago Perego, ssp
Nota: Este guia acompanha o DVD "PAULO de Tarso para o Mundo"
UMA LUZ NO CÉU (Act 9, 13)
De Tarso a Damasco
Aprofundemos o texto
Um episódio-chave
A primeira parte de Paulo: de Tarso para o Mundo apresenta a vida de Paulo, desde o nascimento à "conversão". O encontro entre Saulo e Cristo no caminho de Damasco ocupa a parte central da narração, dando o justo relevo a um episódio essencial não somente para Paulo, mas também para toda a história do cristianismo. A experiência de Damasco deve ser vista tendo em fundo duas cidades - Tarso e Jerusalém - onde Saulo vive três dimensões importantes da sua existência: o confronto com as outras culturas, típico de uma cidade portuária como Tarso; o aprofundamento da Tora, característico da formação em Jerusalém; e o zelo extremo e radical que se manifesta na sua obstinação contra o cristianismo nascente e na hostilidade à sua posição em relação à lei e ao templo.
Textos de referência
Act 9, 1-9; Act. 22, 3-21; Act 26, 9-20; 1
Cor 9, 16-17; 1 Cor 15, 8-10;
Gl 1, 11-17;
Fl 3, 4-12;
1 Tm 1,13
O centro da narração
A luz do céu, a voz do ressuscitado, a queda no chão, o espanto dos companheiros de viagem... Os Actos dos Apóstolos recorrem a um vasto leque de imagens para exprimir o que acontece no mundo interior de Saulo. No entanto, só uma leitura atenta do episódio de Act 9, 1-9 nos ajuda a perceber qual é realmente o elemento para que o autor do texto deseja atrair a nossa atenção. O esquema que se apresenta abaixo pode esclarecer: o relato é disposto segundo uma série de paralelismos que convergem numa pergunta fundamental: "Quem és Tu, Senhor?" Lucas não narrou o episódio duma assentada: a página de Act 9 é uma das provas mais evidentes de como os autores sagrados transmitiram o seu testemunho com todo o cuidado, deixando-se inspirar e guiar pelo Espírito de Deus.
ESQUEMA DE ACT 9, 1-9
D
Quem és Tu, Senhor?
C C1
Saulo, Saulo, porque me persegues? Eu sou Jesus a quem tu persegues.
B B1
Estava a caminho... Os companheiros de viagem..
uma luz intensa vinda do céu..., ouvindo a voz...
caindo por terra.. Saulo ergueu-se...
uma voz que lhe dizia... não via nada...
A A1
Para Damasco... Entrou em Damasco...
para os levar... levado
algemados... pela mão...
A narração pode ser "desenhada" em forma de pirâmide.
As duas cenas apresentadas em A e A1 constituem o quadro do encontro com Cristo. Pauloparte com a intenção de levar para a cadeia, em Jerusalém, os fiéis de Damasco, mas é ele quem será conduzido à cidade, levado pela mão, prisioneiro duma dupla cegueira, interior e exterior. As duas cenas apresentadas em B e B1 narram o que acontece no exterior, ao longo do caminho; enquanto vai de viagem, surge uma luz, cai por terra e ouve-se uma voz vinda do céu. Os mesmos elementos são retomados em B1: fala-se da viagem, da voz, de que Paulo se levanta do chão e já nâo vê mais nada.
C e C1, pelo contrário, concentram-se na voz celeste, cuja mensagem indica a identidade deJesus, e na insistência sobre a perseguição.
No centro de toda a estrutura está a pergunta: "Quem és Tu, Senhor?". Percebida a estrutura, a intenção do autor torna-se mais clara: Lucas considera Paulo depositário de uma revelação. Não são a luz vinda do céu nem a queda no chão que estão em primeiro plano, mas o encontro com Cristo. Daqui brota a extraordinária revelaçâo que há-de iluminar três grandes verdades: a identidade de Saulo, que recebe uma nova leitura de si mesmo; a identidade de Cristo, que revive a sua Páscoa na sua Igreja perseguida; e a identidade da comunidade, lugar privilegiado no qual Cristo toma forma. A "transfiguraçâo" de Paulo nasce desta revelaçâo.
Quatro curiosidades
* Perseguia... em que sentido? O vocábulo usado em grego para indicar a acção de Saulorevela uma violência verbal e física.
* Porque foi que os cristãos se refugiaram em Damasco? Os crentes fogem para Damascopara evitar a hostilidade dos irmãos judeus. De facto, Damasco era uma cidade suficientemente grande para se poderem confundir na multidão e bastante próxima para se mudarem para lá.
* O sumo sacerdote também tinha autoridade sobre Damasco? Não. Tinha, porém, uma autoridade moral e espiritual sobre os judeus lá residentes. Saulo limita-se a prender os dissidentes, mas só poderá fazê-lo com a colaboração das autoridades locais.
* Porque é que Lucas narra três vezes o encontro de Damasco? Para sublinhar a incidência deste acontecimento na história do cristianismo. Os três contextos são minuciosamente escolhidos por Lucas: em Act 9, é o contexto do caminho; em Act 22, o templo (o mundo judaico); e, em Act 26, é o pretório (o mundo pagão).
DA PALAVRA À VIDA
Paulo, fonte de conversões
As páginas que, nos Actos dos Apóstolos e nas cartas de Paulo, se referem à revelação na estrada de Damasco não permaneceram fechadas na Bíblia: atravessaram a história, tornando-se, por sua vez, fonte de conversão. O termo "conversão" evoca uma "inversão de rota", uma mudança profunda de perspectiva, uma nova maneira de ler Deus, de nos lermos a nós próprios e de ler a história. Há diversos rostos e nomes que, a partir da experiência e dos escritos de Paulo, exprimem essa novidade de vida inesperada, tornando-se, juntamente com ele, sinal de como pode ser forte a acção da Graça de Deus. Parece-nos significativo dar algum espaço a dois destes rostos, convidando a aprofundar as suas vidas. Trata-se de figuras que influenciaram muito a história do cristianismo e continuam a inspirar profundamente a caminhada de muitos crentes.
Agostinho.
Este jovem, é "grande" ainda antes de se converter... É-o pela sua sede: Agostinho não se contenta com o que lhe é dado. Procura, aprofunda, indaga e... "diverte-se", excedendo-se um pouco. Deus apanha-o com uma frase de Paulo: ao ouvi-la, Agostinho sente um frémito no coração. É uma frase da carta aos Romanos: "Como quem vive em pleno dia, comportemo-nos honestamente: nada de comezainas ou bebedeiras, nada de devassidão e libertinagem, nada de discórdias e de invejas. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos entregueis às coisas da carne, satisfazendo os seus desejos" (Rm 13, 13-14). estas palavras mudam a sua vida: a partir de então, Agostinho será grande, não pela sua sede na busca, mas pelo amor àquele que o cativou e que, finalmente, ele encontrou.
Teresa de Lisieux.
Tendo entrado no Carmelo, Teresa procura o sonho que Deus tem guardado para ela, com a docilidade das almas simples. A resposta chega, uma vez mais, de Paulo, com uma das páginas mais belas do seu epistolário: "Aspirai aos bens do alto. Aliás, vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou com um bronze que soa ou como um címbalo que retine..." (1 Cor 12, 31-13,1). É o hino à caridade de 1 Cor 13. Ao ouvi-lo, Teresa sente que as palavras do hino escondem a essência da sua vocação: o amor. Daí em diante, faz delas um programa de vida e, embora permanecendo no Carmelo, o seu coração expande-se até abraçar o mundo.
Palavras-chave
Procurar - Conversão - Graça - Revelação
A VIDA TORNA-SE LITURGIA
25 de Janeiro: festa da Conversão de São Paulo
Nesta data, a Igreja celebra a Conversão de São Paulo, festa litúrgica de origem galicana (século VI). Paralela à memória da Cátedra de São Pedro (22 de Fevereiro), ela convida a reflectir na força da Graça de Deus, fonte de todos os caminhos da santidade. Na Europa do Norte, o dia 25 de Janeiro foi, durante muito tempo, festa de preceito. Actualmente, nesta data, termina a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: o testemunho de Paulo recorda que qualquer percurso de comunNegritohâo começa sempre com um veemente desejo de conversão e com docilidade à Graça de Deus.
Oração
Dobro os joelhos diante de ti, ó Pai,
de quem toda a paternidade nos céus e na terra recebe o nome.
Peço que me concedas, segundo a riqueza da tua glória,
que eu seja poderosamente fortalecido,
pelo teu Espírito, no homem interior.
Que Jesus Cristo habite, pela fé, no meu coração
e, assim, radicado/a e fundado/a na caridade,
eu esteja emn condiçoes de compreender, com todos os santos,
qual é a largura, o comprimento, a altura
e a profundidade do amor de Cristo,
que ultrapassa todo o conhecimento,
para que, deste modo, eu fique repleto/a de toda a sua plenitude.
A frase:
"Paulo vem de Saulo como um cordeiro saído de um lobo. Antes adversário, depois apóstolo; antes, perseguidor, depois testemunha do Evangelho."
Agostinho, Padre da Igreja, Confissões (século IV)
(Continua)
1ª recolha
20.06.2009
António Fonseca

Nª SRª CONSOLAÇÃO - 20 JUNHO (e SANTOS)

Invocação Mariana, Junho 20
Nuestra Señora de la Consolación
Nuestra Señora de la Consolación

A Mãe que consola e sustenta

O dia 20 de junho se celebrNegritoa a festa da Santíssima Virgem da Consolo, padroeira especial de Turim e de Piamonte.
O culto da Virgem do Consolo (ou Consolação) data do século XI, quando se ampliou o primitivo edifício dedicado a Santo André e se erigiu, no transcurso do século XVIII o Santuário da Consolação, uma das igrejas mais belas e mais amadas pelos habitantes de Turim.
Em relação com o culto da Virgem do Consolo, se narra que, no mesmo sítio em que hoje admiramos o santuário, havia um pequeno templo que se viu destruído numa das invasões dos bárbaros.
Alguns anos depois, na cidade de Briançon, um homem cego de nascimento, teve em sonhos uma visão da Virgem María que o exortou a ir a Turim para buscar um quadro com sua efígie que se havia extraviado.
O homem, chegado àquele sitio, recobrou milagrosamente sua vista e pôde ver a Virgem, que se apresentou como "Consoladora" e se converteu na padroeira de Turim.
Hoje, a Virgem do Consolo não só é venerada por muitisssimos fieis que a ela imploram graça e consolo e que com fé e com devoção participam na procissão que, todos os anos durante sua celebração, sai do Santuário e serpenteia pelas ruas da cidade.
Ela é também a Mãe inspiradora dos miNegritossionários que, en seu nome, se empenham em levar o Evangelho por todo o mundo. Igual a María, que veneram sob o título de Consolação, pretendem levar ao mundo o auténticoConsolo que é Jesus, o Evangelho e com ele sua presença junto aos marginais, com a ajuda aos aflitos, a cura aos enfermos, a defesa dos direitos humanos e o fomento da justiça e da paz.
Por todo isso, eles se dedicam à Missão de forma total, sem nenhuma classe de vínculos, longe da materialidade das coisas, professando a pobreza e a obediência no espírito da beatitude evangélica.
Mártires ingleses Junio 20 Festa, Junho 20
Mártires ingleses
Mártires ingleses

Mártires

Foram homens e mulheres, clérigos e laicos que deram sua vida pela fé entre os anos 1535 e 1679 em Inglaterra.
Já haviam surgido dificuldades entre o trono inglés e a Santa Sé que punham os fundamentos de uma previsível rotura; o motivo foi duplo: o trono se reservou unilateralmente a nomeação de bispos para as diferentes sedes -o que supunha uma liberdade de Roma para o desempenho de sua missão espiritual-, ao tempo que punha impostos e tanto a clérigos como a bens eclesiásticos -o que supunha uma injustiça os pressupostos económicos da Santa Sé-. Logo vieram os problemas de ruptura com Roma em tempos de Enrique VIII, com motivo do intento de dissolução do matrimónio com Catalina de Aragón e sua posterior união com Ana Bolena, apesar de que o rei inglés havia recebido o título de Defensor da Fé por seus escritos contra a heresia luterana no começo da Reforma. Mas foi sobretudo na sucessão ao trono, depois da morte de María, filha legítima deEnrique VIII e Catalina de Aragón, quando começa a reinar em Inglaterra, Isabel, quando se desencadeiam os factos persecutórios a cujo término há que contar 316 martirios entre laicos homens e mulheres e clérigos altos e baixos.
Primeiro foram duas leis -bem pôde ser a gestão do primeiro ministro de Isabel, Guillermo Cecil- principalmente as que deram o pressuposto político necessário que justificasse tal perseguição: O Decreto de Supremacía, e aActa de Uniformidade (1559). Por elas o Trono se arrogava a primazia no político e no religioso. Assim a Igreja deixava de ser «católica» -universal- passando a ser nacional -inglesa- cuja cabeça, como no político eraIsabel. E o juramento de fidelidade necessário supôs para muitos a inteligência de que com ela renunciavam à sua condição de católicos submetidos à autoridade do papa e portanto era interpretado como uma desvinculação de Roma, uma heresia, uma questão de renúncia à fé que não podía aceitar-se em consciência. Deste modo, quem se negava ao mencionado juramento -necessário por outra parte para o desempenho de qualquer cargo público- ou quem o rasgavaficavam ipso facto considerados como traidores ao rei e eram tratados como tais pelos que administravam a justiça.
Veio a excomunhão à rainha pelo papa Pío V (1570). Se endurecían las presiones hasta el punto de quedar prohibido a los sacerdotes transmitir al pueblo la excomunión de la Reina Isabel I.
En Inglaterra se emanó un Decreto (1585) por el que se prohibía la misa y se expulsaba a los sacerdotes. Dispusieron de cuarenta días los sacerdotes para salir del reino. La culpa por ser sacerdote era traición y la pena capital. En esos años, quienes dieran o cobijo, o comida, o dinero, o cualquier clase de ayuda a sacerdotes ingleses rebeldes escondidos por fidelidad y preocupación por mantener la fe de los fieles o a los sacerdotes que llegaran desde fuera por mar camuflados como comerciantes, obreros o intelectuales eran tratados como traidores y se les juzgaba para llevarlos a la horca. Bastaba con sorprender una reunión clandestina para decir misa, unas ropas para los oficios sagrados descubiertas en cualquier escondite, libros litúrgicos para los oficios, un hábito religioso o la denuncia de los espías y de malintencionados aprovechados de haber dado hospedaje en su casa a un misionero para acabar en la cuerda o con la cabeza separada del cuerpo por traición. No se relatan aquí las hagiografías de Juan Fisher, obispo de Rochester y gran defensor de la reina Catalina de Aragón, o del Sir Tomás Moro, Canciller del Reino e íntimo amigo y colaborador de Enrique VIII, -por mencionar un ejemplo de eclesiástico y otro de seglar- que tienen su día y lugar propio en nuestro santoral. Sí quiero hacer mención bajo un título general de todos aquellos que -hombres o mujeres, eclesiásticos tanto religiosos como sacerdotes seculares- dieron su vida con total generosidad por su fidelidad a la fe católica, resistiéndose hasta la muerte a doblegarse a la arbitraria y despótica imposición que suponía claudicar a lo más profundo de su conciencia. Ana Line fue condenada por albergar sacerdotes en su casa; antes de ser ahorcada pudo dirigirse a la muchedumbre reunida para la ejecución diciendo: «Me han condenado por recibir en mi casa a sacerdotes. Ojalá donde recibí uno hubiera podido recibir a miles, y no me arrepiento por lo que he hecho». Las palabras que pronunció en el cadalso Margarita Clitheroe fueron: «Este camino al cielo es tan corto como cualquier otro». Margarita Ward entregó también la vida por haber llevado en una cesta la cuerda con la que pudo escapar de la cárcel el padre Watson. Y así, tantos y tantas... murieron mártires de la misa y del sacerdocio. En la Inglaterra de hoy tan modélica y proclive a la defensa de los derechos del hombre hubo una época en la que no se respetó la libertad de conciencia de los ciudadanos y, aunque las medidas adoptadas para la represión del culto católico eran las frecuente y lastimosamente usadas en las demás naciones cuando habían de sofocar asuntos políticos, militares o religiosos que supusieran traición, pueden verse aún hoy en los archivos del Estado que las causas de aquellas muertes fue siempre religiosa bajo el disimulo de traición. Y, después de la sentencia condenatoria, los llevaban a la horca, siempre acompañados por un pastor protestante en continua perorata para impedirles hablar con los amigos o rezar en paz. Así son las cosas.
Florentina de Cartagena, Santa
Abadessa, Junho 20
Florentina de Cartagena, Santa
Florentina de Cartagena, Santa

Abadessa

Etimologicamente significa “ florescente”. Vem da língua latina.
Florentina. Nasceu no seio de uma familia visigoda em Cartagena, Espanha, foi a terceira de cinco irmãos, quatro dos quais (entre eles Florentina) foram considerados santos pelaIgreja Católica. Os outros irmãos canonizados são San Isidoro, San Leandro e San Fulgencio. Todos eles são conhecidos como os Quatro Santos de Cartagena.
A meados de século se trasladan a Sevilha, onde San Leandro e San Isidoro chegam a ser arcebispos e onde San Fulgencio é bispo de Écija e de Cartagena
Leandro foi o mestre de Florentina tanto nos estudos clássicos como nos sagrados.
E ela foi, por sua vez, a mestra de seu irmão mais novo, o grande sábio san Isidoro de Sevilha, doutor da Igreja universal.
Al ser mujer, la vida religiosa de Santa Florentina no puede ser similar a la de sus hermanos, y así se recluiría en un monasterio de San Benito, que unos ubican cerca de la localidad sevillana de Écija y otros en Talavera de la Reina. Considerada una mujer de gran cultura, fundaría más de cuarenta monasterios, siguiendo la Regla escrita para ella por su hermano San Leandro. Algunas interpretaciones ven en este texto no una regla monástica propiamente, sino un simple elogio de la virginidad Gracias a sus dotes de gobierno, a su santidad y ejemplaridad para todas las hermanas, la eligieron abadesa. Fue entonces cuando su hermano Leandro le escribió un precioso y profundo libro sobre “La institución de la vírgenes”. Es una gozada la lectura de este libro porque ensalza la virtud de la virginidad como algo que Cristo exige libremente a quienes quieren seguirle más de cerca. Murió en el año 633. La mayor parte de sus restos mortales descansan en una urna de plata, expuesta en el altar mayor de la Catedral de Murcia, aunque también se conservan reliquias de la santa en la parroquia de Berzocana de la Diócesis de Plasencia. Recibe especial veneración en una localidad del Campo de Cartagena, La Palma. ¡Felicidades a quien lleve este nombre! Comentarios al P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com
Elia ou Eliada de Ohren, Santa
Abadessa, Junho 20
Elia o Eliada de Ohren, Santa
Elia o Eliada de Ohren, Santa

Abadessa

Etimológicamente significa “ resplandecente como o sol”. Vem da língua grega.
Foi uma magnífica mulher religiosa que em toda sua vida, se enamorou da Regra de S. Bento.
Com ela subiu acima da santidade. O cumprimento da Regra constituiu para a Ordem Beneditina o factor principal para estender-se por todo o mundo.
Elia se preocupou durante todo o tempo que foi abadessa de uma abadia, a de Ohren, na que havia doze irmãs. Soube com santidade, elegância e finura tratar a todas e a cada uma em particular com o detalhe que emana de seu grande coração.
Ela foi consciente de que era como uma mãe para suas filhas na comunidade. Otítulo de abadessa se usa nos Beneditinos, Claras e em certos colégios das canonizas. Ela tinha o direito de levar o anel e a cruz como símbolo de seu posto.
Foi a quinta abadessa do mosteiro de Ohren (Treviri) e morreu no ano 750.
Hay libros de rezos que hacen mención específica de ella. Podemos enumerar entre otros el breviario del arzobispo Balduino, los calendarios de san Irmino, de san Máximo en el esplendoroso siglo XIV. También la rememoran el Greven en las Actas del Martirologio de Usuardo. En los martirologios benedictinos, desde el fin de Wion, su fiesta pasó a fijarse definitivamente el 20 de junio. En realidad se hizo porque era costumbre poner el día en el cual subía al cielo tras su muerte. Desde ese lejano tiempo, esta santa abadesa no pierde actualidad porque la reliquia de su brazo está hoy en el gran monasterio franciscano de Ohren. ¡Felicidades a quien lleve este nombre! Comentarios al P. Felipe Santos: fsantossdb@hotmail.com
Margarita Ebner, Beata
Dominicana, Junho 20
Margarita Ebner, Beata
Margarita Ebner, Beata
Nasceu em Donauworth. Baviera. Em 1306 ingressou no convento dominicano da Assunção da Virgem. Sua vida devia ser segúndo suas palavras: "Salvadora para si mesma, exemplar para os homens, agradável aos anjos e grata a Deus ".
Se esforçou em seguir o exemplo do fundador de sua ordem, Domingo de Guzmán, por ele se considerou modelo de perfeição para seus confrades e o povo.
Considerada una de las grandes místicas del siglo XIV. Sus experiencias las escribe en Las revelaciones o Diarios y la colección de elevaciones espirituales llamada Padrenuestro, donde hace patente el gran amor que le une con el Creador. Muere en su convento con fama de santidad. Su culto fue confirmado y ratificado por Juan Pablo II en 1979. Fue la primera beatificación de su pontificado.
http://es.catholic.net/Santoral
Recolha, transcrição e tradução incompleta de
António Fonseca

Igreja da Comunidade de São Paulo do Viso

Nº 5 801 - SÉRIE DE 2024 - Nº (277) - SANTOS DE CADA DIA - 2 DE OUTUBRO DE 2024

   Caros Amigos 17º ano com início na edição  Nº 5 469  OBSERVAÇÃO: Hoje inicia-se nova numeração anual Este é, portanto, o 277º  Número da ...